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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

AS VERDADES DE FREI BETO

Com informações do Blog do Magno Martins -

Referência histórica do PT, amigo pessoal do ex-presidente Lula há três décadas e ex-vizinho da presidenta Dilma em Belo Horizonte, Frei Betto disse, ontem, que não avalia mais a hipótese de um processo de impeachment. Está convencido de que a presidente Dilma tende a renunciar.

"A minha pergunta íntima hoje não é o impeachment. É se a Dilma, pessoalmente, aguenta três anos pela frente", afirma ele. "Ou ela dá uma mudança de rota ou a pega a caneta e fala 'vou pra casa, não dou conta'. Eu tenho esse temor", afirmou em entrevista, ontem, ao jornal Folha de São Paulo.

Embora avalie o período petista como "o melhor da história republicana", o frei dominicano faz severas críticas ao partido –"trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder"– e uma distinção especial ao atual mandato de Dilma: "Eu não sei o que de positivo a Dilma fez de janeiro para cá".

Frei Betto diz que está esperando até hoje o PT se manifestar sobre a existência ou inexistência do mensalão. Com reparos, elogia a Operação Lava Jato, "extremamente positiva", e diz que se sentiu "indignado" com a notícia de que o ex-ministro José Dirceu faturou R$ 39 milhões ao mesmo tempo em que promovia uma vaquinha para pagar a multa da condenação do mensalão.

As críticas do frei a Dilma, Lula e ao PT não são recentes nem oportunistas. Ele chegou a divulgar um manifesto, durante a campanha eleitoral, com 13 motivos para votar na reeleição da petista. Três meses após a posse da presidenta reeleita, o religioso demonstrou profunda decepção com Dilma e o PT. Afirmou que as 13 razões não foram abraçadas pela presidenta, a quem acusou de ter montado um “ministério esdrúxulo”.

Para ele, o País assiste ao começo do fim do Partido dos Trabalhadores, que tende a virar um “arremedo” do PMDB. Frei Betto disse que o PT só teria uma saída: ser fiel às suas origens e buscar a governabilidade pelo estreitamento de seus vínculos com os movimentos sociais. “Fora disso, tenho a impressão de que estamos começando a assistir ao começo do fim. Pode até perdurar, mas o PT tende a virar um arremedo do PMDB”, criticou.

Ex-coordenador do Fome Zero no início do primeiro governo Lula, o religioso diz que, em 12 anos de governo, o PT não conseguiu tirar do papel nenhuma reforma de estrutura prometida em seus documentos originais, trocou um “projeto de Brasil” por um “projeto de poder”, jogou os movimentos sociais para escanteio e ficou refém e dependente de “alianças espúrias” com o Congresso.

Na avaliação dele, o atual governo subverte a história do PT e se aproxima do receituário tucano: “Quem assistiu ao filme Adeus, Lenin! pode fazer o seguinte paralelo: se um cidadão brasileiro, disposto a votar na reeleição da Dilma, tivesse entrado em agonia no início de agosto de 2014 e despertasse agora, neste mês de março, no hospital e visse o noticiário, certamente estaria convencido de que o Aécio havia vencido a eleição”.

BOLSA-FAMÍLIA COMPENSATÓRIO – A pauleira de Frei Betto em cima de Lula no desvirtuamento dos programas sociais: “O erro do Lula foi ter facilitado o acesso do povo a bens pessoais, e não a bens sociais”. Fiquei dois anos e, de repente, o governo matou o Fome Zero para substituí-lo pelo Bolsa Família. Tive então a certeza de que essa opção contrariava a tudo aquilo que o PT vinha pregando desde a fundação. O Fome Zero era um programa emancipador, o Bolsa Família é compensatório”.

A moda parece que pegou! – Não é só o prefeito de Carpina, Carlinhos do Moinho (PSB), que recolhe o percentual abatido dos empréstimos consignados dos servidores e não repassa ao banco. Em Paudalho, o prefeito José Pereira (PSB) tem vários processos, como o de número 0000786-35.2015.8.17.1080, por não recolher a parte abatida do consignado ao Banco Gerador. A prática configura crime e o Ministério Público sabe disso.

Sem chances – Na sexta-feira passada, assim que terminou a cerimônia em homenagem às escolas públicas que foram destaque no Exame de Ensino Médio, o governador Paulo Câmara (PSB-PE) disse, em entrevista, que Jarbas Vasconcelos seria um excelente nome para presidente da Câmara numa eventual cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Jarbas, é verdade, é talhado para qualquer cargo público, mas para substituir Cunha ele teria que pertencer à corrente majoritária e governista do PMDB. Histórico pemedebista, Jarbas engrossa a oposição.

RISCO DE DEGOLA – Essa semana, no Palácio do Planalto, foi feita uma contabilidade pragmática por petistas e auxiliares diretos da presidente Dilma Rousseff: é preciso ter 200 votos garantidos na Câmara dos Deputados. Essa é a margem de confiança para o número mínimo de 172 votos para barrar a abertura de um processo de impeachment. Para o início do processo de impedimento, são necessários 342 votos, relata o blogueiro Gerson Camarotti.  Num gabinete palaciano, a contabilidade acendeu a luz vermelha entre os ministros: hoje, o governo só tem 130 votos seguros. “É preciso aumentar essa margem”, observou um dos participantes da reunião.

Armando quer Jarbas – Ao afirmar em entrevista a uma emissora de rádio, sexta-feira passada, que o PTB terá candidato próprio a prefeito do Recife, o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, escondeu, na verdade, a estratégia que tem na cabeça: apoiar a candidatura do deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB), com quem já trombou no passado, caso este se dispunha verdadeiramente a entrar no páreo.

CURTAS 

OLHO EM PAULISTA – Filho do ex-prefeito de Paulista, Geraldo Pinho Alves, o médico Geraldo Souza Pinho Alves, 33 anos, atualmente concluindo sua especialização em Radiologia em São Paulo, tem pretensão política na volta à terra natal. Filiado ao PMDB, já recebeu convites de vários partidos para disputar a Prefeitura, entre os quais o DEM.

VOLUME MORTO – O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), busca junto à Codevasf a instalação urgente de um flutuante, equipamento destinado à captação de água do volume morto da barragem de Sobradinho para reforçar o abastecimento de água nos perímetros irrigados da fruticultura no São Francisco. Ele recebeu a sugestão da Câmara de Fruticultura e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Perguntar não ofende: Um presidente pode governar sem apoio do Congresso e das ruas? 

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