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sábado, 15 de setembro de 2012

PRÊMIO DA MEGA-SENA SAI PARA APOSTA DO RIO DE JANEIRO

O prêmio de R$ 17 milhões do concurso 1.425 da Mega-Sena deste sábado (15) saiu para uma aposta do Rio de Janeiro, informou a Caixa Econômica Federal. 

O sorteio aconteceu em Diamantina, Minas Gerais. 

Veja as dezenas sorteadas: 07 - 16 - 29 - 36 - 38 - 50.

Segundo a Caixa, 82 apostadores acertaram a Quina e devem receber R$ 27.866,19 cada. Os 6.460 apostadores que acertaram a Quadra devem receber R$ 505,31.

Na poupança, os R$ 17 milhões podem render, segundo a CEF,  até R$ 79 mil por mês. Com o prêmio total, o ganhador pode comprar 170 carros de luxo ou 42 imóveis de R$ 400 mil cada.

A estimativa de prêmio para o próximo sorteio, na quarta-feira (19), é de R$ 2 milhões.

Do G1

domingo, 9 de setembro de 2012

COM SÉTIMO LUGAR, BRASIL CUMPRE EM LONDRES A SUA MELHOR CAMPANHA PARALÍMPICA

Ao receber a bandeira Paralímpica na festa de encerramento dos Jogos de Londres, pois vai sediar a edição de 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil deixa a capital inglesa com a sua melhor campanha desde que começou a participar da competição na Alemanha, nos Jogos Paralímpicos de Verão Heidelberg 1972, quando não conquistou medalhas.

Imagem: Sul de Minas Online
Nos Jogos que teve a China na primeira colocação, com 231 medalhas, sendo 95 de ouro; a Rússia em segundo com 102 (36 de ouro); e a Grã-Bretanha em terceiro, com 120 medalhas (34 de ouro); o Brasil ficou em sétimo com 21 medalhas de ouro, 14 de prata e 8 de bronze (43 no total), atrás ainda da Ucrânia, 84 medalhas (32 de ouro); Austrália, 85 medalhas (32 de ouro); e dos Estados Unidos, 98 medalhas (31 de ouro), mas à frente da Alemanha (18 ouros, 26 pratas, 38 bronzes e 98 no total).

Com esse desempenho, a equipe brasileira cumpriu a meta determinada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, de ficar entre os sete primeiros colocados no quadro geral de medalhas, melhorando duas posições em relação ao 9º lugar estabelecido em Pequim, na China, há quatro anos.

Atletas como Daniel Dias, que obteve o recorde brasileiro nos Jogos, ao ganhar seis ouros em provas de natação, e André Brasil, que faturou três ouros e duas pratas nas piscinas, foram fundamentais para alcançar esse resultado. Ressalte-se ainda o tricampeonato do futebol de 5 e a competição de bocha, com destaque para Dirceu Pinto, além do excelente desempenho do atletismo, com vários ouros conquistados.

A cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos de Londres foi marcada pela apresentação da banda Coldplay que levou o público a uma viagem através das quatro estações do ano. Coube ao velocista Alan Fonteles, medalha de ouro nos 200 metros T44, derrotando o sul-africano Oscar Pistorius, conduzir a bandeira brasileira na entrada da delegação do país no Estádio Olímpico.

Durante a passagem da bandeira paralímpica para a cidade do Rio de Janeiro, representada pelo prefeito Eduardo Paes, um show de oito minutos, que misturou dança e música, reuniu artistas brasileiros como Thalma de Freitas, Carlinhos Brown e a banda Paralamas do Sucesso, além da participação dos bailarinos brasileiros Thiago Soares e Roberta Marquez, que integram o Royal Ballet de Londres. Eles se apresentaram com as bailarinas cegas da Associação de Ballet e Artes para Cegos.

Os Jogos Paralímpicos do Rio serão realizados logo depois dos Jogos Olímpicos, que ocorrem entre 5 e 21 de agosto de 2016, e contarão com cerca de 4.200 atletas de mais de 150 países.

A competição na capital fluminense terá a inclusão de dois novos esportes, o paratriatlo e a paracanoagem, e totalizará 22 modalidades. A expectativa é que 5.500 jornalistas, 30 mil voluntários e 2 milhões de espectadores estejam presentes no evento.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

JOGOS PARALÍMPICOS DE LONDRES: BRASIL EM 7º LUGAR NO QUADRO DE MEDALHAS

O Brasil está em sétimo lugar no quadro de medalhas dos Jogos Paraolímpicos de Londres, após um domingo marcado por medalhas no atletismo.

Foto: AFP
O velocista Alan Fonteles conquistou ouro nos 200m raso, classe T44, ao desbancar o favorito Oscar Pistorius.

A vitória do sul-africano parecia certa, mas Fonteles arrancou na reta final e deixou a concorrência para trás.

Nos 200m, classe T11, para cegas, quase deu pódio verde-e-amarelo, mas uma decisão polêmica limitou o sucesso das brasileiras à dobradinha Terezinha Guilhermina e Jerusa Geber.

Com o tempo de 24s82, Terezinha ainda bateu o recorde paraolímpico e levou o bicampeonato.

Outro brasileiro bateu o recorde mundial e levou o ouro: Yohansson Nascimento nos 200 m da classe T46.

Ele ainda aproveitou a ocasião para pedir a namorada em casamento – e a moça aceitou o pedido.

Com sete medalhas de ouro, três de prata e três de bronze, o Brasil está em sétimo lugar no quadro da Paraolimpíada de Londres, atrás dos Estados Unidos.

Em primeiro lugar, está a China, com 35 ouros, seguida pelo Reino Unido, com 16 ouros, e Austrália, com 14.

sábado, 1 de setembro de 2012

BRASIL FECHA TERCEIRO DIA DE COMPETIÇÕES COM NOVE MEDALHAS NA PARALIMPÍADAS DE LONDRES

Brasil encerrou o terceiro dia dos Jogos Paralímpicos de Londres com mais três medalhas, totalizando nove até o momento. Os nadadores Daniel Dias e André Brasil conquistaram o ouro e estabeleceram novos recordes nos 200 metros livre da classe S5 e 100m borboleta da classe S10. Além deles, o experiente Antônio Tenório, judoca com deficiência visual tetra campeão paralímpico, ganhou o bronze nesta edição.

André Brasil e Daniel Dias começam a fazer suas coleções de medalhas nos jogos de Londres. Com as de hoje, André já soma três medalhas e Dias, duas. Nas Paralimpíadas de Pequim, há quatro anos, o primeiro subiu cinco vezes ao pódio, sendo quatro delas no lugar mais alto, e o segundo foi o recordista de medalhas daquela edição, com nove, sendo quatro de ouro e quatro de prata.

Com as conquistas deste sábado (1º), o Brasil se aproxima da meta de ficar entre as sete primeiras nações no quadro de medalhas. Com quatro ouros, o país está na oitava posição, também com duas pratas e três bronzes.

Nas Paraolimpíadas, os atletas são separados, em cada modalidade, em cinco tipos de categorias de deficiência: paralisados cerebrais, deficientes visuais, atletas em cadeira de rodas, amputados e les autres (pessoas com esclerose múltipla ou nanismo). Além disso, são classificados de acordo com suas capacidades físicas e competitivas, colocando deficiências semelhantes em um mesmo grupo, buscando o nivelamento mais justo.

domingo, 12 de agosto de 2012

NO ENCERRAMENTO, LONDRES " PASSOU BASTÃO" PARA O RIO DE JANEIRO

Os Jogos Olímpicos de Londres foram oficialmente encerrados na noite deste domingo, com a cerimônia que aconteceu no Estádio Olímpico e "passou o bastão" para o Rio. Agora, a cidade brasileira passa a ser a capital da Olimpíada, já que receberá o evento daqui quatro anos. Por isso, o Brasil teve espaço considerável na festa que marcou o adeus britânico.

Brasil teve espaço considerável na festa
que marcou o adeus britânico
Algumas referências à cultura brasileira foram feitas durante a festa, com direito a shows. Foram oito minutos destinados ao Brasil, que foi representado pelos cantores Seu Jorge, BNegão e Marisa Monte, os atletas Robert Scheidt e Maurren Maggi, a modelo Alessandra Ambrósio e até por um gari, Renato Sorriso. Para completar, Pelé também apareceu na festa.

O clima da cerimônia britânica era uma mistura de alívio, pelo sucesso da organização dos Jogos, e orgulho, pela qualidade do evento. O esporte deu espaço à arte e a festa tinha o claro objetivo de mostrar a cultura local, tudo com muita luz e música. No total, foram mais de 4.100 participantes, sendo 3.500 voluntários adultos e 380 crianças.

A primeira parte da cerimônia tratou da cultura britânica. Desde as paisagens de Londres até sensações experimentadas na cidade eram retratadas. A parte musical recebeu muita atenção dos organizadores, que fizeram questão de mostrar os estilos ouvidos no país. Desde roqueiros históricos, como John Lennon e Freddie Mercury, até a nova banda pop One Direction, todos tiveram seu espaço.

A cerimônia começou com um cenário representando Londres, com os principais pontos turísticos da capital inglesa, como a London Eye, a Tower Bridge e o Big Ben. O objetivo era justamente levar os espectadores a uma viagem de um dia pelas ruas da cidade, com o contraste entre as belas paisagens do local e o estresse do trânsito.

Mas a festa estava mesmo voltada à música e os primeiros traços esportivos só começaram a aparecer em meio à apresentação da cantora Emile Sande. No telão, imagens de atletas emocionados por suas vitórias e derrotas durante a Olimpíada. Entre elas, o meia Lucas desolado pela derrota para o México e o judoca Felipe Kitadai, feliz com a medalha de bronze.

Foi então que os porta-bandeiras de cada delegação entraram no estádio. Destaque para o britânico Ben Ainslie, que se tornou o maior velejador olímpico da história ao conquistar sua quarta medalha de ouro, e quinta no total. A bandeira brasileira foi carregada pelo boxeador Esquiva Falcão, um dos principais personagens do País nesta Olimpíada, que conquistou a medalha de prata na categoria até 75kg.

A festa então passou a ser comandada pelos atletas. De forma original, alguns deles surgiam no meio do público e desfilavam pelo campo. Diferentemente da organização na abertura dos Jogos, a entrada dos competidores nesta cerimônia de encerramento se dava de forma mais espontânea. Muitos deles aproveitavam para tirar fotos e alguns até dançavam.

Após a saída dos atletas aconteceu a premiação da maratona, vencida por Stephen Kiprotich, de Uganda, e que teve o Quênia na segunda e terceira colocações, com Bel Kirui e Wilson Kipsang Kiprotich, respectivamente. Mas logo a festa voltou a dar espaço a apresentações artísticas, com um coral de crianças cantando a música "Imagine", de John Lennon - o ex-Beatle, já morto, teve sua imagem projetada no telão em meio a um show de luzes.

Depois de apresentações de George Michael e Kaiser Chiefs, a cerimônia homenageou as modelos britânicas, como Naomi Campbell e Kate Moss. A viagem pela música do país continuou, com Russell Brand cantando Beatles. Jessie J, Tinie Tempah e Taio Cruz desfilaram em carros, interpretando suas músicas. Depois, no palco, cantaram Bee Gees. Na sequência, as Spice Girls e Liam Gallagher, do Oasis, continuaram o show pop.

Após inúmeras apresentações musicais, a bandeira grega foi hasteada e o hino da Grécia foi tocado para dar início ao próximo ciclo olímpico oficialmente. Então foi feita a transferência da bandeira olímpica para as mãos do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A bandeira brasileira também foi hasteada, ao lado da grega, e o Hino Nacional mostrava que a Olimpíada já era de responsabilidade do País.

Começou então o show brasileiro, com o gari Renato Sorriso "ensinando" um segurança a sambar e comandando a batucada, ao lado de passistas. A cantora Marisa Monte, vestida de Iemanjá, entrou para interpretar Villa-Lobos, rodeada de índios. O maracatu se juntou à mistura com a chegada de BNegão, que cantou "Maracatu Atômico".

A modelo Alessandra Ambrósio entrou no estádio, seguida pelo cantor Seu Jorge, vestido de sambista e interpretando Wilson Simonal. Em um clima bem carioca, com o calçadão retratado no chão, Seu Jorge, Marisa Monte e BNegão se juntaram para cantar "Aquele Abraço". Então, a grande surpresa da noite: Pelé, que entrou para dar fim à festa brasileira.

Para colocar um ponto final definitivo no ciclo olímpico britânico, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de 2012, Sebastian Coe, fez um discurso emocionado e foi muito aplaudido. "Quando chegou nosso momento, fizemos direito", resumiu. Presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge declarou o término oficial da Olimpíada e o apagar da chama olímpica confirmou que Londres já não era mais a capital do esporte.

Para fechar, a banda "The Who" levou o público ao delírio e uma longa queima de fogos coloriu o céu londrino para deixar o clima ainda mais festivo. Agora, a família olímpica só volta a se encontrar em 2016, no Rio.

BRASIL TERMINA OLIMPÍADAS EM 22º LUGAR EM MEDALHAS

Fotomontagem; G1

MESMO COM DECEPÇÕES, BRASIL BATE RECORDE DE PÓDIOS EM LONDRES

O Brasil não conseguiu em Londres sua melhor participação olímpica, mas quebrou o recorde de pódios. Se a delegação brasileira conquistou dois títulos a menos do que teve nos Jogos de Atenas, em 2004, ao menos deixou a capital britânica com um total de 17 medalhas (três de ouro, cinco de prata e nove de bronze). O desempenho superou a expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que era de repetir as 15 medalhas de Atlanta/1996 e Pequim/2008 - as maiores marcas até então.

Cesar Cielo exibe o Bronze 
A performance dos atletas brasileiros em Londres seguiu um padrão: os favoritos decepcionaram e quem não estava cotado como favorito surpreendeu. A natação teve dois exemplos desses extremos. Maior atleta brasileiro da história das piscinas, Cesar Cielo não conseguiu repetir os títulos olímpico e mundial nos 50 metros livre e ficou com o bronze. Já Thiago Pereira desbancou ninguém menos do que o fenômeno norte-americano Michael Phelps para conquistar a prata nos 400 metros medley, prova que não é sua especialidade.

O vôlei brasileiro repetiu a tradicional eficiência e faturou quatro medalhas em Londres, em meio a alegrias e frustrações. Na areia, Alison/Emanuel e Juliana/Larissa não confirmaram a condição de favoritos e ficaram com a prata e o bronze, respectivamente. Na quadra, a seleção feminina começou o torneio de forma irregular, mas cresceu de produção e conquistou o bicampeonato com uma vitória espetacular diante dos Estados Unidos. Já a equipe masculina perdeu o ouro pela segunda vez seguida, mas, desta vez, com requintes de crueldade: na final, chegou a estar vencendo a Rússia por 2 a 0 e a ter dois match points no terceiro set, mas sofreu uma virada histórica.

Assim como o vôlei, o judô também conquistou quatro medalhas, dentro do que a Confederação Brasileira de Judô havia planejado. A judoca Sarah Menezes foi responsável pelo primeiro ouro do Brasil em Londres, enquanto Felipe Kitadai, Rafael Silva e Mayra Aguiar ficaram com o bronze. Principal nome brasileiro na modalidade, Leandro Guilheiro era favorito na categoria até 81kg, mas foi eliminado nas quartas de final e perdeu a chance de ser medalhista pela terceira Olimpíada seguida.

A outra medalha dourada do Brasil em Londres veio na ginástica artística, de forma inédita. Arthur Zanetti venceu a disputa nas argolas e compensou mais uma atuação decepcionante da principal estrela da equipe. Assim como já havia ocorrido em Pequim, Diego Hypólito caiu na prova do solo, mas, desta vez, não conseguiu nem ao menos classificação para a final. Daiane dos Santos, outro grande nome da modalidade, despediu-se da seleção brasileira com desempenho discreto e também não chegou à final do solo.

A maior surpresa do Brasil nos Jogos de Londres foi o boxe, que conseguiu três medalhas e derrubou um jejum de 44 anos sem pódios, desde o bronze de Servílio de Oliveira na Cidade do México/1968. Esquiva Falcão Florentino foi o primeiro pugilista do País a chegar a uma final olímpica e, numa decisão polêmica com o japonês Ryota Murata, ficou com a prata na categoria até 75kg. Seu irmão mais velho, Yamaguchi Falcão Florentino, ganhou o bronze na categoria até 81kg. Na disputa feminina, estreante no programa da Olimpíada, Adriana Araújo também conquistou o bronze, na categoria até 60kg. A nota triste foi a eliminação logo na estreia do brasileiro Everton Lopes, campeão mundial da categoria até 64kg.

A vela manteve a tradição de pódios olímpicos para o Brasil e trouxe o bronze com Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star - de qualquer maneira, a expectativa era de que eles conseguissem o ouro. Já o pentatlo moderno entrou na galeria das modalidades brasileiras que subiram ao pódio olímpico com o inédito bronze de Yane Marques na última competição em disputa em Londres.

Duas modalidades não trouxeram medalha, mas tiveram sucesso de crítica. O handebol feminino terminou a primeira fase como líder de seu grupo, com quatro vitórias em cinco partidas, e caiu nas quartas de final, diante da Noruega, que se tornaria bicampeã olímpica. Já o basquete masculino, que voltou aos Jogos Olímpicos depois de 16 anos, saiu da fase inicial como vice-líder de seu grupo, com direito a vitória sobre a Espanha, mas parou nas quartas de final diante da Argentina, seu costumeiro algoz. Ainda no basquete, a frustração ficou por conta da equipe feminina, que perdeu quatro dos cinco jogos que disputou e se despediu ainda na primeira fase.

O badalado futebol brasileiro colecionou tropeços na Olimpíada. Mesmo com a estrela Marta, a seleção feminina confirmou sua fase decadente e pela primeira vez não chegou à semifinal olímpica - parou nas quartas de final, diante do Japão. Já o time do técnico Mano Menezes foi mais à frente e voltou a disputar uma decisão depois de 24 anos, mas perdeu o ouro para o México com atuação decepcionante de Neymar e companhia.

O atletismo ficou pela primeira vez sem medalha depois de quatro edições de Jogos Olímpicos. Prejudicada por uma lesão no quadril, Maurren Maggi não conseguiu defender o título no salto em distância conquistado em Pequim e nem sequer foi à final em Londres. A campeã mundial Fabiana Murer também foi eliminada ma fase classificatória do salto com vara e culpou o vento pela má atuação. O melhor resultado foi na maratona, em que pela primeira vez os três brasileiros cruzaram a linha de chegada entre os 15 primeiros colocados: Marilson Gomes dos Santos ficou em quinto, Paulo Roberto Paula em oitavo e Franck Caldeira em 13º.

BRASIL TEM "APAGÃO" E DEIXA ESCAPAR OURO OLÍMPICO CONTRA A RÚSSIA EM LONDRES

A seleção brasileira masculina de vôlei teve um início excelente de partida, mas não conseguiu conquistar o seu terceiro título olímpico. Neste domingo (12), na final dos Jogos de Londres, a equipe perdeu, de virada, para a Rússia por 3 sets a 2, com parciais de 19/25, 20/25, 29/27, 25/22 e 15/9, em 2 horas e 8 minutos, na Earls Court.Assim, o Brasil, campeão olímpico em 1992 e 2004, passa a acumular três medalhas de prata. As outras foram obtidas nos Jogos de Los Angeles/1984 e Pequim/2008. 

Esta foi a terceira final olímpica seguida da seleção brasileira masculina de vôlei, que foi campeã há oito anos, em Atenas, com triunfo sobre a Itália na decisão, e vice em 2008, em Pequim, quando perdeu para os Estados Unidos. 

Desde a chegada de Bernardinho, em 2001, o Brasil tem impressionante domínio do vôlei masculino, tanto que é o atual tricampeã mundial, mas ficou com a medalha de prata nas últimas duas edições da Olimpíada. Com essa derrota, Dante, Serginho, Giba, Ricardinho e Rodrigão, que foram campeões em 2004, não conseguiram repetir a conquista em Londres. 

Na campanha da medalha de prata, o Brasil sofreu uma derrota antes da final, para os Estados Unidos, na fase de classificação, quando passou pela Rússia, por 3 sets a 0. As outras vitórias na etapa inicial foram sobre Alemanha, Sérvia e Tunísia. No mata-mata, o desempenho da seleção brasileira foi perfeito até a decisão, com vitórias por 3 a 0, sobre a Argentina, nas quartas de final, a Itália, nas semifinais. Mas na decisão a equipe parou nos russos. 

Com a prata obtida deste domingo, Bernardinho se torna o único brasileiro com seis medalhas olímpicas. Ainda como jogador, ele ficou com a prata em 1984. Depois, foi bronze em 1996 e 2000 como treinador da seleção brasileira feminina de vôlei. Além disso, foi o técnico no título da seleção masculina em 2004 e no vice-campeonato de 2008. A conquista da medalha de prata neste domingo encerra o excelente desempenho do vôlei brasileiro na Olimpíada de Londres. O País foi campeão olímpico com a equipe feminina, além de ter sido vice-campeão na praia com Alison e Emanuel. Já Juliana e Larissa conquistaram o bronze. 

O JOGO - A seleção brasileira teve um início espetacular de partida, venceu os dois primeiros sets com facilidade, mas depois não conseguiu manter o mesmo ritmo. Com mudanças, a Rússia foi superior no terceiro e quarto sets e empatou o duelo. O tie-break também foi dominado pelos russos, que, assim, conquistaram a medalha de ouro. 

O russo Dmitriy Muserskiy foi o principal responsável pelo triunfo ao fazer 31 pontos, quatro a mais do que o brasileiro Wallace. O Brasil começou melhor do que a Rússia, apostando em bolas de velocidade e foi ao primeiro tempo técnico vencendo por 8/5. A Rússia tentou equilibrar o duelo com saques forçados, mas a estratégia não surtiu efeito. Além disso, a equipe cometia muitos erros diante da seleção brasileira, que mantinha uma regularidade e chegou a abrir 14/8. Depois, foi ao segundo tempo técnico vencendo por 16/11.

O ataque e o saque do Brasil funcionavam bem e a Rússia não conseguia pontuar no bloqueio, tendo enorme dificuldade para barrar Murilo, que fez oito pontos no primeiro set, vencido por 25/19 com certa facilidade. A Rússia tentou equilibrar o duelo no começo do segundo set, chegou a abrir 2 a 0 com Tetyukhin no saque, mas o Brasil logo reagiu. Com saques forçados, a seleção brasileira dificultava a recepção dos russos e foi ao primeiro tempo técnico vencendo por 8/5. 

Os jogadores russos continuaram com dificuldades para pontuar em contra-ataques, enquanto a seleção brasileira defendia muito bem e Wallace era o principal destaque nos ataques. Assim, o Brasil foi ao segundo tempo técnico vencendo por 16/12. A Rússia se aproveitou de erros brasileiros para fazer três pontos seguidos e diminuir a vantagem brasileira para 16/15.

O Brasil, porém, voltou a se impor e abriu 19/15. Assim, forçando o saque até o final da parcial, com bom desempenho do bloqueio e volume de jogo, a equipe fechou o segundo set em 25/20 para abrir 2 a 0 na decisão do vôlei masculino na Olimpíada de Londres. Com mudanças táticas, como a colocação de Muserskiy na função de oposto, a Rússia reagiu no terceiro set, equilibrou o duelo e foi ao primeiro tempo técnico vencendo por 8/7. 

O Brasil, porém, voltou a liderar o jogo com o bom desempenho nos contra-ataques, principalmente de Wallace, e abriu 13/10. A Rússia voltou a equilibrar o jogo, mas o Brasil foi ao segundo tempo técnico com vantagem de um ponto (16/15). A seleção brasileira, no entanto, novamente retomou o controle do duelo. Bruno acionou Wallace nos momentos de definição, a defesa funcionou a equipe abriu 22/19. Mas a Rússia não desistiu. Empatou em 22/22, salvou dois match points e contou com o ótimo desempenho de Muserskiy para vencer por 29/27. 

A seleção brasileira começou o quarto set sem Dante, com dores no joelho esquerdo, que foi substituído por Giba. O início da parcial foi muito equilibrado, com as duas equipes forçando o saque. A Rússia foi ao primeiro tempo técnico vencendo por 8/7. O duelo seguiu equilibrado até os russos marcarem quatro pontos seguidos. Assim, fizeram 16/12 amparados pelo ótimo desempenho de Muserskiy. Enquanto isso, Giba tinha atuação ruim. Assim, o treinador trocou Gilba por Thiago Alves, mas o Brasil não conseguiu reagir. 

Superior, a Rússia abriu 20/14. Bernardinho fez algumas mudanças e a seleção brasileira reagiu e diminuiu a vantagem dos russos, que cometeram alguns erros, para 22/19. Mesmo assim, a Rússia venceu por 25/22 e forçou a realização do tie-break.O Brasil cometeu erros no começo do tie-break e permitiu que os russos abrissem 6/3. Agressiva e sem sentir a pressão, a Rússia fez 9/4. O Brasil não conseguiu mais incomodar a defesa da seleção russa, que confirmou a sua superioridade no set decisivo e venceu por 15/9 para conquistar a medalha de ouro na Olimpíada de Londres. 

sábado, 11 de agosto de 2012

BRASIL É BICAMPEÃO OLÍMPICO NO VÔLEI FEMININO EM LONDRES

A seleção brasileira feminina de vôlei superou um começou ruim nos Jogos de Londres para conquistar neste sábado o bicampeonato olímpico. Na reedição da final da Olimpíada de Pequim, em 2008, a equipe de José Roberto Guimarães voltou a vencer os Estados Unidos em uma decisão ao batê-los por 3 sets a 1, com parciais de 11/25, 25/17, 25/20 e 25/17, em 1 hora e 40 minutos, na Earls Court. A conquista deste sábado (11) é histórica para Zé Roberto, já que o treinador se tornou o primeiro brasileiro a ter três títulos olímpicos. 

Foto: AFP
Além dos dois ouros conquistados com a seleção feminina de vôlei, o técnico foi campeão em 1992, com a equipe masculina de vôlei do Brasil. Paula Pequeno, Thaisa, Fabiana, Jaqueline, Sheilla e Fabi, que fizeram parte do grupo de 2008, se sagraram bicampeãs olímpicas. Esse título veio após um começo irregular na primeira fase nos Jogos de Londres. A equipe chegou a estar ameaçada de eliminação e somou apenas três vitórias, sobre Turquia, China e Sérvia, e duas derrotas, para os Estados Unidos e a Coreia do Sul. O início do mata-mata também não foi fácil.



O Brasil precisou salvar seis match points no jogo contra a Rússia, vencido contra a Rússia de forma dramática por 3 sets a 2. Na semifinal, superou o Japão por 3 a 0 e garantiu o reencontro com as norte-americanas.Neste sábado, a equipe foi massacrada no primeiro set, mas conseguiu uma reação impressionante para conquistar o bicampeonato olímpico diante das americanas e entra para a história do esporte nacional. Jacqueline foi o principal destaque do triunfo ao fazer 18 pontos, três a mais do que Sheilla.

O JOGO - A seleção norte-americana começou bem superior a decisão do vôlei feminino. Com agressividade, a equipe abriu 5/1 e foi ao primeiro tempo técnico vencendo por 8/3 com desempenho praticamente perfeito na defesa. As jogadoras brasileiras tinham dificuldade para passar do bloqueio das norte-americanas, que fizeram 13/5 e forçaram o técnico José Roberto Guimarães a parar o jogo pela segunda vez. O treinador fez mudanças na equipe, promoveu a entrada de Paula Pequeno, que saiu rapidamente de quadra, mas a equipe não reagiu. 

O Brasil não conseguia passar do bloqueio norte-americano, cometeu muitos erros - deu nove pontos para as adversárias apenas no primeiro set - e foi facilmente derrotado pelos Estados Unidos por 25/11. O Brasil mudou o seu comportamento no começo da segunda parcial e passou a defender mais. Assim, fez 6/3 no início e depois abriu 11/6, principalmente em razão da evolução da levantadora Dani Lins, que passou a usar bem as bolas de fundo. As norte-americanas reagiram e empataram o duelo em 12/12.

Mas as brasileiras não se abateram com a perda da vantagem. A equipe retomou o controle da partida, contou com uma atuação inspirada de Jacqueline e um excelente desempenho no saque para fechar a parcial com certa facilidade por 25/17. A seleção brasileira seguiu com boa atuação no começo do terceiro set, com Fabi se destacando pelas defesas e Jacqueline tendo êxito nos ataques. Assim, a equipe chegou a abrir 6/3. As norte-americanas ainda tentaram equilibrar o duelo, mas o Brasil foi ao primeiro tempo técnico à frente, por 8/5, graças ao saque forçado e ao bom desempenho do bloqueio. A seleção brasileira ainda viu as norte-americanas se aproximarem com alguns erros em contra-ataques. 

Mesmo assim, o Brasil manteve o duelo sob controle e triunfou por 25/20. Com bom desempenho de Fabiana no bloqueio, a seleção brasileira continuou soberana do começo do quarto set e abriu 5/2. A equipe, consistente, foi ao primeiro tempo técnico vencendo por 8/6. Concentrado, o Brasil dominava o duelo. Dani Lins acionava bem Jaqueline, Sheilla e Fernanda Garay e a equipe abriu 15/10. Os Estados Unidos não tinham forças para reagir e a defesa do Brasil funcionava com perfeição. A seleção brasileira chegou a fazer 19/11, cometeu alguns erros, mas controlou a ansiedade, mas fechou o jogo em 25/17, com o último ponto sendo feito por Fernanda Garay, para conquistar a medalha de ouro do vôlei feminino nos Jogos de Londres.


MENINAS DO VÔLEI GANHAM O OURO E SÃO BICAMPEÃS OLÍMPICAS EM LONDRES

O Brasil é bicampeão olímpico no vôlei feminino. A seleção das pernambucanas Jaqueline e Dani Lins venceram os Estados Unidos por 3 sets a 1, neste sábado à tarde (horário de Brasília), em Londres, e garantiram a terceira medalha de ouro nas Olimpíadas 2012 - as outras medalhas foram no judô feminino e nas argolas da ginástica olímpica masculina. Os sets 10/25, 25/17, 25/20 e 25/17.

O título foi também o terceiro conquistado pelo técnico Zé Roberto Guimarães - além do ouro em Pequim/2008 com a seleção feminina que também derrotou os EUA, ele faturou o título masculino em Barcelona/1992.

Mais informações em instantes

LONDRES 2012: SONHO DO OURO NO FUTEBOL MASCULINO DO BRASIL CONTINUA SENDO UM SONHO

Como nos últimos 60 anos, o Brasil iniciou o torneio de futebol masculino das Olimpíadas de Londres garimpando pela medalha de ouro. E o garimpo da equipe de Mano Menezes ia bem. Com cinco vitórias, todas por três gols, a Seleção chegou neste sábado à decisão no estádio de Wembley embalada e favorita. Mas na última etapa do trabalho, garimpou errado. No último passo, em vez de encontrar o esperado ouro, achou pela terceira vez a prata. Com muitas falhas individuais e graças a uma atuação objetiva do México, que venceu por 2 a 1 com direito a gol aos 29 segundos.

Jogadores recebem a medalha de prata no pódio
montado no gramado de Wembley (Foto: Reuters)
Assim como em 1984, em Los Angeles, e em 1988, em Seul, a seleção brasileira ficou com o vice-campeonato olímpico (o país ainda tem duas medalhas de bronze, em 1996, em Atlanta, e 2008, em Pequim). Leandro Damião acabou como artilheiro, com seis gols. A esperança de que a geração de Neymar & cia. conquistasse o título que falta à galeria da Seleção era grande, mas o México, com um time bem entrosado - apesar do desfalque de Giovani dos Santos -, começou a acabar com o sonho verde e amarelo de maneira relâmpago.

O gol de Peralta, aos 29 segundos do primeiro tempo, desestabilizou o time de Mano Menezes. A falha do lateral-direito Rafael no lance abateu o grupo, que chegou a ter o comando da partida novamente, mas não foi efetivo como o adversário, que com Peralta assegurou o título ao fazer 2 a 0 aos 29 minutos do segundo tempo. Com essa vantagem, o México apenas administrou, enquanto os brasileiros se desesperaram. Juan, aliás, chegou a dar uma dura em Rafael após passe de letra já perto do apito final.

Valente, o Brasil foi para o tudo ou nada e diminuiu com Hulk, aos 46. Animado, o time verde e amarelo pressionou e teve uma chance (literalmente) de ouro com Oscar, na pequena área, mas o meia, sozinho, cabeceou para fora. Sem a tão sonhada medalha, a Seleção segue a preparação para a Copa do Mundo de 2014 já na próxima quarta-feira, contra a Suécia, em Estocolmo. O jogo é amistoso.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

BRASIL ATROPELA JAPÃO POR 3 SETs A 0 E BUSCA BI OLÍMPICO CONTRA ESTADOS UNIDOS EM LONDRES

A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei tentará o bicampeonato olímpico em Londres-2012. Nesta quinta-feira, a equipe comandada por José Roberto Guimarães derrotou o Japão por 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/15 e 25/18, e chegou à decisão, em que enfrenta os Estados Unidos.

Foto: FACEBOOK
Em Pequim-2008, o Brasil conquistou o ouro derrotando justamente as norte-americanas na decisão, mas equipe dos Estados Unidos cresceu de rendimento nas últimas temporadas e tem sido a principal algoz da Seleção. Nas últimas três edições do Grand Prix, as norte-americanas foram campeãs, deixando as brasileiras com a prata.

Os times já se enfrentaram nas Olimpíadas de Londres-2012 e a vitória foi dos Estados Unidos, que marcaram 3 sets a 1 sobre as brasileiras e venceram o jogo pela segunda rodada na fase de grupos.

As norte-americanas chegaram à decisão dos Jogos ao derrotarem a Coreia do Sul por 3 sets a 0, na semifinal. As duas nações asiáticas derrotadas nesta quinta-feira se enfrentam na decisão pelo bronze.

O jogo - As japonesas iniciaram a partida dando demonstrações de que, mais uma vez, a defesa seria seu ponto forte no duelo contra o Brasil. Mas a Seleção também começou bem o confronto, principalmente no bloqueio, o que deixou a disputa equilibrada em seu primeiro set.

Sem nenhuma equipe abrir vantagem no início da parcial, a vencedora do set foi decidida nos detalhes. Uma condução da levantadora japonesa permitiu que a Seleção abrisse 17 a 15. Na sequência, o Brasil venceu um incrível rali em um bloqueio de Sheilla e chegou a três pontos de frente. Mantendo o ritmo, a equipe de Zé Roberto Guimarães aumentou a vantagem e fechou em 25/18 com um ataque de Fabiana.

No segundo set, a Seleção conseguiu abrir vantagem mais cedo na parcial e chegou à segunda parada técnica já com cinco pontos de frente, aproveitando a queda de rendimento das japonesas. Com facilidade, o Brasil fechou também o segundo set e abriu 2 a 0.

As japonesas se abalaram psicologicamente com a derrota nos dois primeiros set e não conseguiram esboçar reação na partida. Na terceira parcial, a Seleção se manteve à frente do marcador desde o início e conseguiu a vaga na final em um ataque de Jaqueline.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

BRASIL PASSA FÁCIL PELA ARGENTINA E GARANTE VAGA NA SEMIFINAL NO V^LEI MASCULINO EM LONDRES

A exemplo da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino, a masculina também garantiu passagem às semifinal dos Jogos Olímpicos de Londres, ao derrotar a Argentina, por 3 sets a 0, com parciais de 25/18, 25/17 e 25/20. 

Maiores pontuadores do Brasil foram Murilo,
com 14 pontos, Sidão, 12, e Wallace, 11
Foi o primeiro duelo entre brasileiros e argentinos em Londres. Nesta quarta-feira à tarde, às 16h, as Seleções também se enfrentam no basquete, que promete ser bem mais emocionante.


Nessa terça, a Seleção do técnico José Roberto Guimarães havia proporcionando um dos momentos mais emocionantes do esporte brasileiro nesses Jogos de Londres, quando derrotou a Rússia, por 3 sets a 2, com 21/19 no tie-break.

Mas nesta quarta-feira, o time masculino não sofreu e nem fez o torcedor sofrer. Foi uma vitória tranquila, que coloca o time de Bernardinho na briga por uma medalha e com chance de sua terceira final consecutiva.

Os maiores pontuadores do Brasil foram Murilo, com 14 pontos, Sidão, 12, e Wallace, 11. O adversário das semifinais sai do confronto entre EUA e Itália.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

FUTEBOL E VÔLEI SÃO OS DESTAQUES BRASILEIROS DESTA TERÇA EM LONDRES

Num dia de altos e baixos, o esporte mais popular do País fez a torcida brasileira sorrir. Depois de sofrer nos primeiros 15 minutos, a seleção brasileira deslanchou e conseguiu uma vitória relativamente tranquila diante da Coreia do Sul por 3x0 e garantiu sua terceira decisão de uma medalha de ouro no futebol masculino. O vôlei feminino, atual campeão olímpico, tirou forças do fundo do baú e confirmou presença na semifinal. A decepção ficou na areia, literalmente. Maurren Maggi e a dupla Juliana/Larissa ficaram fora das finais no salto em distância e vôlei de praia, respectivamente.

Brasileiros festejam gol diante da Coreia
Foto: AFP
A primeira partida decisiva do dia ficou para o handebol. As meninas do Brasil, apesar da grande campanha, tiveram o azar de cruzar nas quartas de final com as atuais campeões olímpicas e mundiais, a Noruega. As meinas chegaram a abrir seis gols de vantagem mas permitiram a virada na reta final. Terminaram sucumbindo por 21x19.

Depois, a dupla Alison e Emanuel entrou na arena para decidir uma vaga na final contra os letões Plavins e Smedinds. Com 21/15 e 22/20 não deram sopa para o azar. A bola continuou no ar com as meninas do vôlei, nas quartas de final. Num jogo muito parelho contra a Rússia, a decisão veio apenas no tie break e de virada, para vingar a semifinal de Atenas há oito anos.

Pouco antes de o futebol entrar em campo, Maurren Maggi foi para pista defender seu ouro conquistado em Pequim. Saltou muito mal e com o 15º lugar sequer chegou à decisão. Já os comandados de Mano Menezes souberam se impor e, de quebra, fizeram Leandro Damião artilheiro. Ele marcou duas vezes e chegou a seis.

OUTROS RESULTADOS - O velejador Ricardo Wincki, o Bimba, ficou em nono lugar na classe RS:X, sua pior classificação em Jogos Olímpicos. A dupla Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, da classe 470 não pederam o quinto lugar, mas precisam melhorar para entrar mais forte na luta por medalhas.

No atletismo, Fabiano Peçanha e Evelyn dos Santos foram eliminados em suas semifinais. O primeiro ficou fora da final dos 800 metros, enquanto a brasileira não conseguiu chegar à decisão dos 200 metros.

Do NE10

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

BRASIL VENCE A ESPANHA E PODE PEGAR A ARGENTINA NAS QUARTAS DE FINAL DO BASQUETE MASCULINO EM LONDRES

Sem Nenê, que não jogou sob a alegação de dores no pé esquerdo, o Brasil venceu a Espanha, nesta segunda-feira, por 88 a 79. O resultado coloca a seleção nas quartas de finais, na quarta-feira, em Londres, como segundo colocado do Grupo B, com quatro vitórias em cinco jogos.

Com marcação de Marc Gasol, Tiago Splitter para
fazer "bandeja", na vitória do Brasil contra a Espanha
Os espanhóis ficaram com o terceiro posto, atrás da Rússia, a líder, e o Brasil. A definição dos confrontos só sairá após o duelo entre Estados Unidos e Argentina, a partir das 18h (de Brasília).

Se os argentinos perderem para o Dream Team, terminam como terceiros no Grupo A e duelam com o Brasil. Caso contrário, a seleção enfrentará a França. Mas isso seria em caso de zebra.

Um triunfo americano somado ao resultado do Brasil hoje coloca as duas seleções em rota de colisão na semifinal do torneio olímpico -se as duas equipes chegarem até lá. Já a Espanha só encontrará com o Dream Team em uma hipotética final.

Os espanhóis chegaram a abrir 11 pontos de vantagem no terceiro período, mas parecem ter diminuído o ritmo na etapa final. Durante boa parte do tempo, as duas equipes atuaram com jogadores reservas.

O cestinha do jogo foi o pivô Pau Gasol com 25 pontos. No lado brasileiro, Leandrinho foi o maior pontuador, com 23 pontos.

No primeiro período, a Espanha confiou seu jogo todo em Pau Gasol, a estrela do time e do Los Angeles Lakers. Ele não teve dificuldades para executar suas jogadas ofensivas ante a marcação de Tiago Splitter e Varejão. Pau anotou 13 dos 26 pontos espanhóis na primeira etapa. Foi quase a mesma quantidade marcada pelos brasileiros nos 10 minutos iniciais: 17.

Na segunda parcial, os dois treinadores aproveitaram para colocar em quadra os times reservas. O argentino Rubén Magnano, treinador da seleção brasileira, manteve os armadores Raulzinho e Larry Taylor boa parte do tempo jogando. Os espanhóis sacaram Pau Gasol, Marc Gasol, Juan Carlos Navarro e Rudy Fernandez. Foi quando o Brasil se aproveitou para diminuir a distância no marcador. O terceiro quarto começou com os espanhóis ainda à frente, mas com 44 a 38.

Os irmãos Gasol retornaram ao jogo e, mais uma vez, o Brasil não conseguiu pará-los. Pau, por exemplo, anotou cinco pontos, Marc, nove. Serge Ibaka foi o responsável por outros seis. E os espanhóis mantiveram uma liderança confortável antes dos dez minutos finais: 66 a 57.

O Brasil encostou no placar com duas cestas de Marquinhos logo no início do quarto período. Magnano manteve a responsabilidade da armação para Raulzinho e Larry Taylor. Com duas cestas de três pontos de Leandrinho, restando quatro minutos para o final, a seleção, finalmente, assumiu a liderança no placar: 75 a 73.

Huertas só retornou à quadra faltando dois minutos e meio para o estouro do cronômetro e com o Brasil à frente por 80 a 76. A Espanha não pareceu se esforçar para terminar o duelo como vencedor. E o resultado final foi Brasil 88 x 82 Espanha.

BRASIL GANHA DA ALEMANHA NO VÔLEI MASCULINO E AVANÇA EM 2º NO GRUPO EM LONDRES

Com seu time já classificado para as quartas de final, Bernardinho quase teve seus planos atrapalhados por dois sets complicados contra a Alemanha. Mas, como o técnico havia desenhado, foi possível dar mais ritmo a Giba, que ainda tenta recuperar ritmo de jogo. 

Brasil venceu Alemanha com tranquilidade e ainda
deu ritmo de jogo para Giba (Foto: Agência AFP)
Deu também para colocar outros reservas para jogar, como Wallace, Rodrigão e Thiago Alves. E foi justamente com esses quatro jogadores em quadra que o Brasil teve mais tranquilidade nesta segunda-feira, no terceiro set. Apesar de repetir alguns momentos de desatenção durante a partida, a seleção masculina venceu com facilidade por 3 sets a 0 (25/21, 25/22 e 25/19) e terminou a primeira fase das Olimpíadas de Londres na segunda posição do Grupo B.

Após o sorteio realizado para definir as quartas de final, o Brasil terá pela frente a Argentina, terceira colocada do Grupo A. O jogo acontece às 10h (de Brasília). 

LONDRES 2012: ARTHUR ZANETTI CONQUISTA OURO NAS ARGOLAS E GANHA PRIMEIRA MEDALHA OLÍMPICA DA GINÁSTICA BRASILEIRA

O brasileiro Arthur Zanetti entrou nesta segunda-feira (6) para a história do esporte brasileiro. Ele faturou o ouro nas argolas na ginástica artística, conquistou o segundo título do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres e a primeira medalha na história da modalidade para o País.

Zanetti comemora muito o ouro nas
argolas (Foto: Mike Blake /Reuters)
O brasileiro conseguiu a nota de 15.900 e deixou para trás o campeão olímpico e tetracampeão mundial do aparelho, o chinês Chen Yibing, que ficou com a prata.

Logo na primeira prova, Yibing começou muito bem e fez a sua série perto da perfeição, conseguindo a pontuação de 15.800. O russo Aleksandr Balandin também foi bem e ficou com a nota de 15.666, e o italiano Matteo Morandi conseguiu nota pontuação maior, 15.733, colocando ainda mais pressão no brasileiro.

Contudo, Zanetti fez uma prova praticamente impecável e, apesar de ter dado um passo na saída, ficou com a histórica medalha de ouro. Ele aumentou a sua dificuldade em relação à prova feita nas eliminatórias, quando ficou na quarta posição.

O ouro de Arthur Zanetti acaba com a "zica" da ginástica brasileira. Com resultados expressivos desde 2002, o Brasil nunca tinha conseguido uma medalha olímpica, apesar de ter chegado como favorito em algumas provas em Atenas 2004 e Pequim 2008.

Na Grécia, Daiane dos Santos era favorita e campeã mundial no solo, mas pisou fora do tablado na final e ficou apenas na quinta posição. Quatro anos depois, o favorito brasileiro no solo era Diego Hypolito. Ele se encaminhava para o ouro, mas caiu na última acrobacia e também ficou fora do pódio.


Este ano, a ginástica artística brasileira também não teve grandes resultados em Londres. Após o corte de Jade Barbosa, melhor brasileira da atualidade, as meninas não conseguiram bons resultados. Hypolito caiu novamente no solo e saiu desolado de Londres. Mas o melhor ainda estava por vir.

Com o título de Zanetti, o Brasil chegou a dois ouros, uma prata e cinco bronzes em Londres.

Do R7

domingo, 5 de agosto de 2012

BRASILEIRAS VENCEM ANGOLANAS NO HANDEBOL E SONHAM COM O 1º LUGAR NAS OLIMPÍADAS

A seleção brasileira teve muitas dificuldades no fim do jogo, mas derrotou Angola por 29 a 26 neste domingo (05) na Copper Box e ainda tem chances de ser a primeira colocada do grupo A no torneio feminino de handebol dos Jogos Olímpicos de Londres. 

Agência EFE
O Brasil terminou o primeiro tempo em vantagem de cinco pontos no placar (14 a 9), e com 12 minutos na segunda etapa vencia por 21 a 13.

As africanas reagiram na parte final do confronto e chegaram a ficar apenas dois pontos atrás, mas ficaram com uma jogadora a menos e sucumbiram à pressão adversária. A brasileira Dani Piedade fechou o placar marcando um gol a cinco segundos do fim. A seleção comandada pelo dinamarquês Morten Soubak somou a quarta vitória em cinco partidas e encerrou a fase de grupos com sete pontos e, no momento, lidera a chave. No entanto, Rússia e Croácia, que ainda hoje enfrentarão respectivamente Montenegro e Grã-Bretanha, ainda podem ganhar a posição das brasileiras.

Já a seleção de Angola está eliminada. As africanas fizeram jogos muito duros com as favoritas do grupo, mas perdeu para todas elas e, apesar de ter derrotado as britânicas, não conseguiu se colocar entre as quatro primeiras colocadas.

sábado, 4 de agosto de 2012

BRASIL VENCE A SÉRVIA POR 3 A 2 E ADIA VAGA NO VÔLEI EM LONDRES

A seleção brasileira de vôlei teve muito mais trabalho do que o esperado, mas conquistou a sua terceira vitória em quatro jogos na Olimpíada de Londres ao fazer 3 sets a 2 na Sérvia neste sábado, 4. As parciais foram de 22/25, 25/15, 20/25, 25/22 e 15/9, em 1 hora e 59 minutos de jogo.


Seleção entrou em quadra desconcentrada
Foto: AP
A equipe de Bernardinho manteve-se na vice-liderança do Grupo B, mas como somou apenas dois pontos por ter vencido no tie-break, não conseguiu assegurar antecipadamente a classificação às quartas de final. Tudo será definido na última rodada, marcada para a próxima segunda-feira. O Brasil pode entrar em quadra contra a Alemanha (às 18 horas, de Brasília) com a vaga já garantida, desde que antes a Rússia não perca da Sérvia por 3 a 0 ou 3 a 1. Se um desses dois placares acontecerem, o time brasileiro precisará ganhar ao menos dois sets dos alemães.

Apesar da vitória, o jogo deste sábado evidenciou a falta de regularidade do time brasileiro, que entrou em quadra desconcentrado e sem vibração. Apático, Dante insistia em largadas que não caíam e a equipe não aproveitava os contra-ataques. O saque também não funcionou - não marcou nenhum ponto e deu seis pontos de graça para o adversário. Mesmo irregular, a Sérvia abriu duas vezes três pontos de vantagem. Na segunda, manteve a diferença até o fim e fechou em 25 a 22.

O que não funcionou no começo da partida virou trunfo no segundo set. O Brasil conseguiu seis pontos de saque, três deles com Murilo, e melhorou a eficiência nos contra-ataques. Dante entrou no jogo e passou a virar, seja no ataque, no bloqueio e no serviço. Foi um vareio do time de Bernardinho, que fechou em 25 a 15, sua maior diferença em toda a Olimpíada.

O Brasil tinha o terceiro set controlado até fazer 15 a 12. Mas Leandro Vissotto errou três ataques seguidos e Bernardinho perdeu a paciência tanto com o oposto quanto com o levantador Bruninho, por sua insistência em não variar as jogadas. Ricardinho e Wallace entraram em quadra, mas o estrago já estava feito. Amarrado, o time assistiu à Sérvia fechasse com tranquilidade em 25 a 20.

A equipe brasileira começou o quarto set com Wallace e Rodrigão e as mudanças surtiram efeito. O time chegou a abrir cinco pontos de vantagem em 12 a 7, mas novamente sofreu com a irregularidade e permitiu o empate em 19 a 19. Foi aí que os substitutos decidiram: Rodrigão fez um bloqueio crucial em 21 a 19 e Wallace marcou um ponto numa defesa que caiu na quadra sérvia em 23 a 20. O Brasil só administrou o jogo e definiu a parcial em 25 a 22.

Qualquer equilíbrio possível no tie-break foi quebrado logo no início, em que a equipe brasileira abriu 4 a 1 logo de cara e desestabilizou os sérvios. A vantagem foi subindo ao longo do set, que terminou em tranquilos 15 a 9.

Adeus, invencibilidade - O sábado foi marcado pelo fim das duas últimas invencibilidades no vôlei masculino em Londres. Em maratona de 2 horas e 16 minutos de duração, a Rússia venceu por 3 a 2 os Estados Unidos, que ainda assim mantiveram a liderança do Grupo B. Detalhe: os norte-americanos abriram 2 a 0 e tinham 22 a 19 a favor no terceiro set, mas tomaram a virada histórica. No Grupo A, a Argentina surpreendeu e fez 3 a 1 na Bulgária, que agora divide a primeira colocação com a Polônia.

LONDRES 2012: BRASIL ARRASA CHINA, GARANTE VAGA E DECIDE SEGUNDO LUGAR DO GRUPO COM A ESPANHA

O Brasil não encontrou resistência para vencer a China por 98 x 59, neste sábado, pela quarta rodada do Grupo B do torneio de basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Londres. 

Assim, o time se recupera da derrota para a Rússia, na rodada anterior, e disputará com a Espanha, na segunda-feira, a segunda colocação da chave – ainda neste sábado, os russos venceram também os espanhois, por 77 x 74. O cestinha da partida foi ala Marquinhos, com 14 pontos.


Depois da dolorida derrota para Rússia, quando o time levou uma cesta de três pontos nos segundos finais, o Brasil entrou com um ritmo forte contra a China. Rápido no ataque e duro na defesa, o time de Ruben Magnano abriu vantagem cedo no marcador e não olhou mais para trás. Com boas atuações de Landrinho e Tiago Splitter, o primeiro quarto terminou com o placar de 25 x 9 para os brasileiros.

No período seguinte, a China conseguiu equilibrar um pouco o duelo, mas movido aos gritos do treinador, que não deixava a tensão diminuir, o Brasil ampliou. No intervalo, a vantagem já era de 21 pontos: 42 x 21.

Um lance no começo do terceiro quarto, quando Tiago Splitter tentou duas vezes a cesta no garrafão até que ele conseguisse a cesta e a falta, mostrou o quão focado estava o time brasileiro. Assim, o placar foi a 70 x 38 no fim do período. Nos últimos 10 minutos, mesmo com a equipe reserva em quadra, o Brasil fechou a partida com tranquilidade e 39 pontos de vantagem.

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