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sábado, 6 de junho de 2026

União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro


A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial  publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor. 

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade 
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos".

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.


Com Imagem de: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Lula sanciona lei que garante renovação automática da CNH


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (5) a lei que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores.

A medida autoriza a renovação sem custos para motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses. 

A sanção presidencial ocorreu após o Senado aprovar a Medida Provisória (MP) 1327/25), criada em dezembro do ano passado pelo governo federal beneficiar os condutores.

De acordo com o Palácio do Planalto, cerca de 2 milhões de motoristas já foram beneficiados com a renovação automática.

Economia
De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a renovação gratuita já fez a população economizar R$ 854,8 milhões.

Confira as principais mudanças na renovação da CNH

  • Renovação da CNH: A nova lei garante a renovação automática sem custos para motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNP).
  • Exames: Os exames de aptidão física e mental continuam obrigatórios. Os procedimentos só poderão ser feitos por médicos e psicólogos especialistas em medicina do tráfego e em psicologia do trânsito.
  • Custos: A lei tabelou os preços dos exames, que deverão ser fixados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além disso, ficou instituído o reajuste anual dos preços dos exames pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

Com Imagem de: Ricardo Stuckert/PR

quinta-feira, 4 de junho de 2026

TCE-PE determina fechamento de lixão reativado no Agreste de Pernambuco


O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) determinou o fechamento e o bloqueio imediato de uma área utilizada irregularmente para descarte de resíduos em Riacho das Almas, no Agreste do Estado. A medida cautelar foi expedida pelo conselheiro Marcos Loreto e aprovada por unanimidade pela Segunda Câmara da Corte de Contas, durante sessão realizada nesta quinta-feira (4).

A decisão foi motivada pela constatação de que um antigo lixão do município voltou a receber resíduos de forma irregular, situação que, segundo o TCE, representa riscos ao meio ambiente e à saúde da população.

A cautelar foi baseada em inspeções realizadas entre março e abril deste ano por equipes da Gerência de Fiscalização de Obras Municipais Norte do Tribunal e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Durante as vistorias, os técnicos encontraram descarte de resíduos a céu aberto, presença de animais e insetos, forte odor e acúmulo de restos provenientes de matadouro.

Os auditores também identificaram o depósito inadequado de resíduos urbanos, hospitalares e orgânicos diretamente sobre o solo e em valas abertas, prática considerada incompatível com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo o Tribunal, a situação configura ainda potencial crime ambiental previsto na legislação federal.

Ao ser notificado, o prefeito de Riacho das Almas, Dioclécio Rosendo de Lima Filho, reconheceu a existência do lixão, mas afirmou que os descartes irregulares seriam realizados por particulares, sem participação da administração municipal. O gestor informou ao Tribunal que notificou o responsável pelo depósito clandestino, determinou o fechamento da área e manteve o envio regular dos resíduos do município para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Caruaru.

Apesar das providências informadas pela prefeitura, uma nova inspeção realizada em maio apontou que a situação permanecia praticamente inalterada. Embora placas proibindo o descarte de lixo tenham sido instaladas, os fiscais concluíram que o isolamento da área era insuficiente para impedir o acesso ao local.

Diante da reincidência do problema, o TCE determinou que o município adote medidas imediatas para impedir novos descartes. Entre as exigências estão o cercamento definitivo da área, reforço da sinalização, vigilância permanente com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, além da instalação de sistema de videomonitoramento.

As responsabilidades pela retomada das atividades do lixão estão sendo apuradas em auditoria especial instaurada pelo Tribunal. Paralelamente, o TCE avalia a celebração de um Termo de Ajuste de Gestão com a prefeitura, estabelecendo compromissos para solucionar definitivamente a destinação irregular de resíduos.

Alerta estadual

O caso de Riacho das Almas ocorre menos de um mês após o próprio TCE divulgar um alerta sobre o risco de retorno dos lixões em municípios pernambucanos. Três anos depois de anunciar a erradicação desse tipo de descarte no Estado, a Corte identificou falhas na gestão de resíduos em algumas cidades, incluindo Riacho das Almas.

Segundo o Tribunal, problemas relacionados à destinação final do lixo têm sido monitorados por auditorias e inspeções realizadas em diferentes regiões de Pernambuco, diante da preocupação com possíveis retrocessos na política de resíduos sólidos.


Com Imagem de: Divulgação/TCE-PE

Neoenergia oferece 54 vagas gratuitas em curso de eletricista; Saiba como se inscrever


A Neoenergia abriu inscrições para a Escola de Eletricistas em Pernambuco. A empresa oferece 54 vagas gratuitas em duas turmas, sendo uma em Garanhuns e outra em Serra Talhada. Os interessados podem se inscrever até o dia 8 de junho por meio deste link.

Homens e mulheres com mais de 18 anos podem participar da seleção. Os candidatos precisam ter ensino médio completo e carteira nacional de habilitação definitiva nas categorias B, C ou D.

A Neoenergia realiza o programa em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A iniciativa tem o objetivo de ampliar a qualificação profissional e criar oportunidades de ingresso no setor elétrico.

O curso tem carga horária de 540 horas. Os alunos terão 164 horas de aulas online e participarão de atividades presenciais com práticas em campo. A formação tem duração de seis meses e garante auxílio-transporte aos participantes.

Os alunos receberão certificação profissional ao concluir o curso. A Neoenergia também incluirá os participantes no banco de talentos da companhia para futuras oportunidades de trabalho.

A Escola de Eletricistas já formou 1.990 profissionais em Pernambuco desde a criação do programa. A Neoenergia contratou 1.660 desses profissionais, incluindo 253 mulheres.

A Neoenergia busca ampliar a diversidade no setor elétrico por meio da iniciativa. A empresa destaca que o programa incentiva a participação feminina em uma área tradicionalmente ocupada por homens.


Com Imagem de: Reprodução/Neoenergia

quarta-feira, 3 de junho de 2026

STF derruba idade mínima para aposentadoria em atividades nocivas


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (3) derrubar a regra da reforma de previdência de 2019 que fixou idade mínima para aposentadoria especial de trabalhadores que exercem atividades com exposição a agentes nocivos à saúde. Entre eles estão mergulhadores de plataformas de petróleo e trabalhadores de minas subterrâneas.

Por 6 a 5, a Corte declarou a inconstitucionalidade ao Artigo 19 da Emenda Constitucional n° 103 de 2019, norma aprovada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A emenda fixou idade mínima de 55 anos para aposentadoria de trabalhadores em atividades especiais que exigem mínimo 15 anos de contribuição, 58 anos para atividades que exigem 20 anos de contribuição e 60 anos quando se tratar de 25 anos de contribuição.

Com a decisão do Supremo, os trabalhadores poderão se aposentar após cumprirem o tempo mínimo de contribuição.

Votos
Prevaleceu no julgamento o voto do ministro André Mendonça.

Segundo o ministro, a reforma da previdência criou uma regra disfuncional e não protege o trabalhador das consequências das atividades nocivas, conforme determina a Constituição.

"No que tange à exigência de idade mínima para fruição do benefício da idade mínima para aposentadoria especial, mesmo após a exposição a 15, 20 ou 25 anos a determinado agente nocivo à saúde do trabalhador, está-se diante de regra que tolhe qualquer possibilidade de escolha do segurado, obrigando a prosseguir no mercado de trabalho, sujeito as mesmas condições adversas", afirmou.

O caso chegou ao STF por meio de uma ação protocolada em 2020 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI).

Para a entidade, a exigência de idade mínima para aposentadoria obriga o trabalhador a permanecer no serviço de risco após obter o direito a se aposentar.

“A criação do requisito etário irá obrigar o segurado a permanecer na área de risco por tempo superior ao tempo mínimo quando a implementação do requisito tempo de contribuição de 15, 20 e 25 anos ocorrer antes da idade mínima exigida, pois não é razoável crer que o segurado, ao completar o tempo mínimo, irá pedir o seu desligamento da sua atividade para buscar novo emprego em outra atividade para a qual não tem conhecimento". 

O posicionamento de Mendonça foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Rosa Weber (aposentada). Os votos contrários foram proferidos pelos ministros Luís Roberto Barroso (aposentado), Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Luiz Fux.


Com Imagem de: Fabio Rodrigues-Pozzebom

terça-feira, 2 de junho de 2026

Petrobras abre 254 vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional no IFPE


Estão abertas as inscrições para os cursos de Auxiliar de Serviços Diversos (Campus Cabo de Santo Agostinho), de Eletricista Industrial (Campus Igarassu e Ipojuca), Caldeireiro, Montador de Andaimes e Soldador (Campus Ipojuca), oferecidos gratuitamente pelo Programa Autonomia e Renda Petrobras em parceria com o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).

As inscrições ocorrem de forma online e gratuita, desta terça (2) até o próximo dia 15, através do site do Programa.

Para se candidatar a uma das 254 vagas disponíveis, é necessário ter idade mínima de 18 anos, ter cursado todo o Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) completo para os cursos de Auxiliar de Serviços Diversos, Caldeireiro, Montador de Andaimes e Soldador, e ter cursado o Ensino Médio Completo para o curso de Eletricista Industrial.

Os cursos são voltados prioritariamente a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, sem vínculo formal de emprego ou de baixa renda, moradoras dos municípios do Cabo de Santo Agostinho, Igarassu e Ipojuca.

O processo seletivo adota ações afirmativas, com reserva de vagas para mulheres, pessoas pretas e pardas, pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas, pessoas trans, refugiadas ou imigrantes.

Todos os estudantes selecionados receberão auxílio financeiro mensal de R$ 660 durante todo o período do curso.

Para mulheres com filhos de até 11 anos, o valor da bolsa é ampliado para R$ 858 mensais. Além disso, há um auxílio para alimentação no valor de R$ 300 por mês (no âmbito da parceria com os IFs).

Os benefícios buscam contribuir para a permanência e o êxito dos alunos.

A seleção dos estudantes será por sorteio público, no dia 19/06/2026, no canal do YouTube da Faifsul. As aulas acontecerão no IFPE Campus Cabo de Santo Agostinho - com previsão de início em 01/09/2026 – e nos campi Igarassu e Ipojuca - com previsão de início em 03/08/2026.

Os Editais nº 138/2026, nº 140/2026 e nº 141/2026, que regem os processos seletivos, podem ser acessados no site do programa. 

Sobre o Programa

O Programa é uma iniciativa da Petrobras, em parceria com os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), a Fundação de Apoio ao IFSul (FaifSul) e a Firjan/Senai/Sesi.

Seu objetivo é qualificar pessoas residentes das áreas de abrangência das operações da Petrobras, por meio da oferta de cursos gratuitos e bolsas-auxílio, para aumentar as chances de ingresso no mercado de trabalho, promovendo autonomia e geração de renda.

Para mais informações sobre cursos, oportunidades com inscrições abertas, locais de oferta e outros assuntos, acesse o site do programa.


Com Imagem de: Divulgação/PetroBras

segunda-feira, 1 de junho de 2026

IRPF 2026 bate recorde com 44,4 milhões de declarações enviadas


A Receita Federal recebeu 44,39 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, número recorde e acima da expectativa inicial de 44 milhões de documentos enviados. O resultado representa um crescimento de 2,4% em relação ao ano passado, quando 43,34 milhões de contribuintes prestaram contas ao Fisco dentro do prazo.

Os dados divulgados pela Receita mostram também um avanço expressivo na digitalização do processo de declaração, impulsionado principalmente pela declaração pré-preenchida e pelo aplicativo Meu Imposto de Renda.

Pré-preenchida avança
A declaração pré-preenchida alcançou em 2026 o maior nível de adesão da série histórica. O modelo foi utilizado em 59,8% das declarações entregues, consolidando-se como a principal ferramenta para simplificar o preenchimento do documento.

Apesar da praticidade, a Receita alerta que os contribuintes devem revisar todas as informações antes do envio. Segundo o Fisco, os dados inseridos na declaração são fornecidos por terceiros, que também podem cometer erros.

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Mais canais digitais
Outro destaque da campanha foi o crescimento do uso do Meu Imposto de Renda (MIR), sistema disponível por aplicativo e internet.

Em 2026, a ferramenta respondeu por 22% das declarações transmitidas, o maior percentual já registrado. Ainda assim, o Programa Gerador da Declaração (PGD), instalado no computador, permaneceu como principal canal de entrega, concentrando 78% dos envios.

A Receita avalia que os números refletem uma mudança gradual no comportamento dos contribuintes, que têm migrado cada vez mais para plataformas digitais.

Restituições aceleradas
Uma das principais novidades deste ano foi a redução do calendário de restituições. Em vez de cinco lotes, como ocorria tradicionalmente, os pagamentos serão feitos em quatro etapas.

A mudança permitirá que os contribuintes recebam os valores em um prazo menor. Cerca de 56% das declarações entregues têm direito à restituição.

O primeiro lote, pago em 29 de maio, somou R$ 16 bilhões, o maior valor já liberado pela Receita Federal em uma única rodada de pagamentos. O crédito beneficiou quase 9 milhões de contribuintes.

A expectativa do órgão é que, com o segundo lote, previsto para 30 de junho, cerca de 80% dos contribuintes com direito à restituição já tenham recebido os valores. Os pagamentos restantes estão programados para 31 de julho e 31 de agosto.

Prazo encerrado
Quem perdeu o prazo de entrega ainda deve enviar a declaração o mais rápido possível pelos canais disponibilizados pela Receita Federal.

O atraso gera multa mínima de R$ 165,74, podendo aumentar conforme o tempo de demora e o imposto devido. Além disso, o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do contribuinte pode ficar com status de “pendente de regularização”, o que pode dificultar operações como abertura de empresas e acesso a determinados serviços financeiros.

Destinações sociais
As doações feitas diretamente na declaração para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e para os Fundos da Pessoa Idosa totalizaram R$ 419,6 milhões em 2026.

O valor supera os R$ 394,6 milhões registrados no ano passado e demonstra a consolidação do mecanismo, que permite ao contribuinte direcionar parte do imposto devido para projetos sociais.

Apesar do crescimento, a Receita estima que o potencial de destinação seja muito maior, chegando a aproximadamente R$ 16,7 bilhões. Isso significa que ainda existe amplo espaço para que mais contribuintes utilizem essa possibilidade.

Balanço da campanha
Para a Receita Federal, os resultados do IRPF 2026 confirmam a expansão dos serviços digitais e a consolidação da declaração pré-preenchida como principal ferramenta de apoio aos contribuintes.

O recorde de declarações entregues e o aumento da adesão às plataformas digitais indicam maior familiaridade dos brasileiros com os sistemas eletrônicos, além da simplificação do cumprimento das obrigações tributárias.


Com Imagem de: Rafa Meddermeyer

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