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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Eleições 2026: Lula venceria todos os adversários em eventual segundo turno, diz Genial/Quaest


Divulgada nesta quarta (11), a Pesquisa da Genial/Quaest para presidência da República mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os adversários em um eventual segundo turno do pleito.

O levantamento aponta Lula com cinco pontos percentuais à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.

O presidente também aparece à frente de mais seis nomes testados.

A pesquisa testou, ao todo, sete cenários de segundo turno.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenário 1

Lula (PT): 43%
Flávio Bolsonaro (PL): 38%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Indecisos: 2%

Cenário 2

Lula (PT): 43%
Ratinho Jr. (PSD): 35%
Branco/nulo/não vai votar: 19%
Indecisos: 3%

Cenário 3

Lula (PT): 42%
Ronaldo Caiado (PSD): 32%
Branco/nulo/não vai votar: 22%
Indecisos: 4%

Cenário 4

Lula (PT): 43%
Romeu Zema (Novo): 32%
Branco/nulo/não vai votar: 21%
Indecisos: 4%

Cenário 5

Lula (PT): 42%
Eduardo Leite (PSD): 28%
Branco/nulo/não vai votar: 26%
Indecisos: 4%

Cenário 6

Lula (PT): 44%
Aldo Rebelo (DC): 25%
Branco/nulo/não vai votar: 27%
Indecisos: 4%

Cenário 7

Lula (PT): 44%
Renan Santos (Missão): 25%
Branco/nulo/não vai votar: 27%
Indecisos: 4%

1º turno

Instituto testou 7 possíveis cenários de primeiro turno. De acordo com o levantamento, Lula lidera em todos eles. Veja os cenários testados:

1º cenário

Lula (PT): 35%
Flávio Bolsonaro (PL): 29%
Ratinho Jr. (PSD): 8%
Romeu Zema (Novo): 4%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Indecisos: 7%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

2º cenário

Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 30%
Romeu Zema (Novo): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Indecisos: 7%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

3º cenário

Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Romeu Zema (Novo): 4%
Eduardo Leite (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 2%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Indecisos: 6%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

4º cenário

Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Ratinho Jr. (PSD): 7%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Indecisos: 6%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

5º cenário

Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Romeu Zema (Novo): 4%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Indecisos: 6%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

6º cenário

Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 2%
Aldo Rebelo (DC): 1%

7º cenário

Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Eduardo Leite (PSD): 4%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Indecisos: 7%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

Pesquisa espontânea

Pesquisa também realizou levantamento espontâneo, quando não é apresentada uma lista de nomes de pré-candidatos. Os resultados também mostram Lula à frente dos demais nomes citados pelos entrevistados.

Lula (PT): 19%
Flávio Bolsonaro (PL): 10%
Jair Bolsonaro* (PL): 2%
Outros: 4%

*O ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas pessoalmente, entre os dias 5 e 9 de fevereiro. O nível de confiança é de 95% e a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00249/2026.


Com Imagem de: Reprodução/TSE

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Pequenos negócios de Pernambuco lideram criação de vagas em 2025


Em um cenário nacional de desaceleração na criação de vagas formais, as micro e pequenas empresas (MPEs) de Pernambuco emergiram como o principal motor da empregabilidade no estado no ano de 2025. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Sebrae, revelam que as MPEs pernambucanas encerraram o ano com um saldo positivo de 52.538 empregos, registrando um crescimento de 3,45% frente a 2024.

As médias e grandes empresas (MGEs) também contribuíram para o mercado de trabalho local, com um saldo de 16.403 postos. No entanto, o protagonismo foi inequívoco dos pequenos negócios: considerando apenas as vagas geradas por empresas, as MPEs foram responsáveis por 76,2% do saldo positivo total de Pernambuco.

Este desempenho estadual contrasta fortemente com a tendência nacional. No Brasil, embora mantido positivo, o ritmo de geração de empregos desacelerou em ambos os portes. Entre as MPEs, a criação de vagas caiu 15,9% na comparação anual. Já nas médias e grandes empresas, a retração foi de 58,8%.

Para Sylvia Siqueira, Líder de Inteligência de Mercado do Sebrae-PE, os números pernambucanos demonstram resiliência. “Os dados mostram que Pernambuco conseguiu ampliar o mercado de trabalho, mesmo em um contexto nacional de desaceleração. Esse resultado indica maior resiliência dos pequenos negócios no estado e uma relevante contribuição deste grupo para reduzir a taxa de desocupação”, analisa a economista.

Ademais, o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, reforça a importância estratégica do segmento. “Quando as micro e pequenas empresas crescem, o emprego se espalha pelos territórios. Esse resultado mostra que investir no fortalecimento dos pequenos negócios é investir em desenvolvimento econômico local”, destacou através de nota da assessoria.

Setores e municípios em destaque
A construção civil liderou a criação de empregos entre as MPEs, com destaque para a atividade de construção de edifícios, que gerou 5.659 admissões líquidas. Na sequência, aparecem os serviços combinados de escritório e apoio administrativo (2.849) e as obras de montagem industrial (2.599).

Geograficamente, Recife concentrou sozinha 27,2% das novas vagas das MPEs, respondendo por uma a cada quatro contratações formais do segmento no estado, com um saldo de 14,3 mil empregos. Os municípios com população entre 100 mil e 900 mil habitantes foram, coletivamente, os que mais geraram oportunidades, respondendo por 42% do total.

Após Recife, os municípios que mais criaram empregos através dos pequenos negócios foram: Cabo de Santo Agostinho (4,5 mil), Caruaru (3,5 mil), Jaboatão dos Guararapes (3 mil) e Goiana (2,4 mil). Por fim, completam a lista Petrolina (2,3 mil), Ipojuca (2,1 mil), Garanhuns (1,3 mil), Olinda (1,2 mil) e Paulista (1 mil).


Com Imagem de: Freepik

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Confira como vão funcionar os bancos durante o carnaval


Os dias 16 e 17 de fevereiro serão pontos facultativos na administração pública federal, relativos ao período de carnaval. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) também estabeleceu ponto facultativo até as 14 horas da Quarta-feira de Cinzas.

Devido à folia do Momo, os bancos estarão fechados na segunda-feira (16) e na terça-feira (17) de carnaval e retomam atividades e atendimento presencial nas agências na Quarta-feira de Cinzas (18) a partir das 12 horas, no horário de Brasília. Neste dia, o encerramento das atividades ocorrerá no horário normal de fechamento das agências.

Em informe sobre o expediente bancário durante o período de carnaval, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que as compensações bancárias não serão efetivadas nessas datas, incluindo a à Transferência Eletrônica Disponível (TED). Mas o Pix vai funcionar 24 horas todos os dias, incluindo os feriados, e poderá ser feito normalmente.

Os caixas eletrônicos e os aplicativos de banco funcionam normalmente durante o feriado, caso o cliente precise de dinheiro vivo para gastar nos bloquinhos de carnaval ou em outras situações.

A Febraban orienta os usuários a lidar, preferencialmente, com os canais digitais, como sites e aplicativos nestes dias, para fazer transferências de valores e pagamento de contas.

Os boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefone, entre outros) com vencimento nos dias em que não há compensação (16 e 17 de fevereiro) poderão ser pagos, sem acréscimo de juros, na Quarta-feira de Cinzas.

No caso de tributos e impostos, caso vençam durante o carnaval, é necessário que o pagamento seja antecipado para evitar a incidência de juros e multa.

Nas cidades onde as agências fecham tradicionalmente antes das 15 horas, o início do expediente bancário será antecipado para garantir o mínimo de três horas de atendimento presencial ao público.


Com Imagem de: Cristina Indio do Brasil/Arquivo

Final de semana registra mais de 8,2 mil raios em Pernambuco, com maior incidência no Interior


Pernambuco registrou mais de 8,2 mil raios entre sexta-feira (6) e domingo (8), segundo dados do Climatempo analisados pela Neoenergia Pernambuco. O aumento expressivo no número de descargas atmosféricas, somado a chuvas intensas e ventos fortes, impactou diretamente o fornecimento de energia elétrica em diversas regiões do Estado, com maior concentração de ocorrências no interior.

O volume de raios registrado em apenas três dias superou todo o mês de fevereiro de 2025, quando foram contabilizados 3.107 eventos em Pernambuco. A intensidade e a concentração das descargas em um curto intervalo de tempo evidenciam um cenário de instabilidade climática acima do padrão, resultando em um número maior de ocorrências na rede elétrica.

A maior incidência foi observada no interior do Estado, onde as condições meteorológicas foram mais severas. As regiões mais afetadas foram o Sertão do São Francisco, com mais de 2,5 mil raios, Sertão do Pajeú, com aproximadamente dois mil, e Sertão do Araripe, com mais de 500. Essas descargas atmosféricas estão entre os principais fatores externos que afetam a rede elétrica, podendo provocar desligamentos automáticos dos sistemas de proteção.

Diante do cenário, a Neoenergia Pernambuco intensificou o monitoramento da rede e reforçou a mobilização de equipes nas áreas mais impactadas. Agreste e Sertão estão com mais do que o dobro do número de eletricistas de plantão desde a sexta-feira e deve permanecer desta forma até o último cliente ser atendido. A distribuidora segue acompanhando as condições meteorológicas e atuando para restabelecer o fornecimento de energia com segurança e no menor tempo possível.


Com Imagem de: Divulgação/Neoenergia Pernambuco

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Instalação de cisternas no Estado cresce 29.200% nos últimos quatro anos, diz Governo Federal


Pernambuco recebeu 11.600 novas cisternas nos últimos dois anos. O número ilustra um crescimento de instalação de equipamentos de captação e armazenamento de água em áreas de escassez hídrica: entre 2022 e 2025, o serviço cresceu 29.200% no Estado. Os dados são do Governo Federal.

A instalação de cisternas é importante para garantir o consumo de água familiar e escolar, e também em lavouras e criação de animais. Em 2024, 7.200 novas cisternas foram instaladas em território pernambucano, e 4.400 em 2025. Os serviços fazem parte do Programa Cisternas, do Governo do Brasil.

Brasil

O Programa Cisternas fechou 2025 com 104.300 unidades de captação e armazenamento de água entregues desde o início deste mandato do presidente Lula. Na comparação entre 2025 (48.900) e 2022 (quando foram entregues 6,7 mil cisternas em todo o país), o crescimento é de 630%, divulgou o Governo.

Estados

Ainda de acordo com informações da gestão nacional, do total de estruturas finalizadas desde o início do mandato, 88,6% estão no Nordeste. Em 2025, das 48.900 entregas, 43 mil foram na região.

Outros avanços expressivos ocorreram no Maranhão, de 19 para 701 (3.500%), e no Rio Grande do Norte, de 218 para 2.300 (955%). O Ceará (28.900) é o estado com a maior quantidade de entregas desde 2023, seguido pela Bahia, com 21.200.

Sobre o Programa Cisternas

O projeto promove o acesso à água por meio de tecnologias simples e de baixo custo. O público-alvo é composto por famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo, e equipamentos públicos rurais atingidos pela seca ou falta regular de água. As famílias devem estar no Cadastro Único do Governo do Brasil.

O semiárido brasileiro é a região prioritária de atendimento, destaca o Governo. Nela, a principal tecnologia são as cisternas de placas, que captam e armazenam água de chuva para uso nos meses mais críticos de estiagem.

O programa tem um conjunto extenso de tecnologias sociais: as cisternas de 16 mil litros são voltadas ao consumo humano. As cisternas de 52 mil litros têm o objetivo de viabilizar a produção rural e pecuária.

Há, ainda, vertentes específicas para escolas públicas rurais e sistemas multiuso, em modelos individuais e comunitários, implementadas principalmente na região Norte.


Com Imagem de: Arquivo/Divulgação

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Lula defende PEC da Segurança Pública e diz que vai criar ministério


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (6), que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo governo em abril do ano passado.

Segundo ele, a ideia é estabelecer um orçamento novo para “colocar dinheiro de verdade” no combate ao crime organizado e às facções.

Aprove a PEC, que o ministério [da Segurança Pública] será criado. Será criado um orçamento novo, para que a gente possa colocar dinheiro de verdade, para melhorar a vida dos policiais, para melhorar a inteligência da polícia e para a gente poder fazer o combate da fronteira à capital”, afirmou Lula.

A proposta é uma das apostas do governo federal para ampliar a segurança do cidadão, que prevê, entre outras questões, uma maior integração entre a União e os entes federados, e dar respaldo constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018.

Em entrevista à TV Aratu, em Salvador (BA), Lula explicou que a PEC visa definir qual é a participação do governo federal na segurança pública e que um dos objetivos é aumentar o efetivo das forças federais para intervir nos estados “quando necessário, a pedido do governador”.

O texto propõe atualizar as competências das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).

“Eu quero aprovar essa PEC para mudar a cara da segurança pública nesse país e que o governo federal não seja apenas um repassador de pequeno recurso. O governo federal só tem R$ 2 bilhões no fundo de segurança pública”, destacou.

"Se o governo federal vai entrar na questão, nós temos que ter um orçamento especial, com muito dinheiro, para que a intervenção seja teórica e prática ao mesmo tempo”, completou Lula.

A PEC, entretanto, vem sofrendo resistências no Parlamento e por parte de governadores, em especial, contra dispositivo que atribui à União a elaboração do plano nacional de segurança pública que deverá ser observado pelos estados e Distrito Federal.

“Quem não concordou são os estados que não querem que o governo federal tenha qualquer intervenção. Goiás, São Paulo, Minas Gerais, alguns estados do Sul não quiseram. Mas a PEC é para dizer o seguinte, o governo federal está disposto a participar ativamente em parceria com o governo dos estados na questão da segurança pública”, disse o presidente.


Com Imagem de: Ricardo Stuckert

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

SESI-PE abre 500 vagas para Educação de Jovens e Adultos e Profissionalizante


O Serviço Social da Indústria de Pernambuco (SESI-PE) abriu 500 vagas para a Educação de Jovens e Adultos e Profissionalizante. Os interessados, maiores de 18 anos, podem realizar a matricula até o dia 28 de fevereiro no site do SESI-PE, através do endereço: pe.sesi.org.br.

O programa faz parte do SEJA Pro+, iniciativa que prevê um auxílio financeiro de R$ 100 para os estudantes.

A EJA Profissionalizante abrange o Ensino Fundamental anos finais (do 6º ao 9º ano) e o Ensino Médio (do 1º ao 3º). A parceria com o SENAI-PE oferece certificação profissional por meio de 500 vagas para cursos profissionalizantes com duração de 2 meses em diversas áreas, como Alvenaria, Padeiro, Eletricista Instalador Predial, Almoxarife, Instalador de Sistemas Fotovoltaicos, entre outros. Ao longo do programa, os estudantes terão atividades online e encontros presenciais.

Para a superintendente do SESI-PE, Claudia Cartaxo, o programa é uma forma de ampliar a escolaridade e criar novas oportunidades para jovens que precisaram deixar a escola e agora buscam um recomeço profissional. “O programa é uma oportunidade de gerar crescimento profissional para os pernambucanos, aumentando as chances de se inserir no mercado de trabalho e, consequentemente, de melhorar o próprio futuro”, pontua, destacando que o estudante irá concluir a educação básica ao mesmo tempo em que se qualifica para o mercado de trabalho, sem ampliar o tempo total de formação.


Com Imagem de: Divulgação

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

MPPE arquiva inquérito em que Assembleia de Deus pedia silêncio a blocos de carnaval


O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Condado, decidiu arquivar o Inquérito Civil que apurava um pedido da Igreja Assembleia de Deus para restringir o funcionamento dos blocos carnavalescos durante os horários de culto do município, localizado na Zona da Mata do estado. O arquivamento foi formalizado na terça-feira (3).

O procedimento foi instaurado após a igreja acionar o MPPE solicitando que os blocos respeitassem o horário das celebrações religiosas, realizadas diariamente das 19h às 21h, e que mantivessem silêncio, sem uso de equipamentos sonoros, ao transitar em frente aos templos durante esse período.

Após análise do caso, a Promotoria concluiu que a situação envolvia um conflito entre dois direitos fundamentais, como a liberdade religiosa e a liberdade de expressão cultural. Na avaliação do órgão, a ponderação entre esses direitos deve preservar a tradição cultural do Carnaval, sem que isso represente desrespeito à prática religiosa.

Durante a apuração, o MPPE promoveu reuniões com a Prefeitura de Condado e recebeu respostas de representantes dos principais blocos carnavalescos da cidade. Segundo a Promotoria, ficou constatado que os itinerários e horários dos desfiles seguem um traçado histórico e tradicional, adotado há anos no município.

Para o Ministério Público, a alteração das rotas ou a imposição de silêncio total nos termos solicitados pela igreja configuraria uma restrição desproporcional à manifestação cultural e à tradição local. O entendimento é de que não ficou demonstrado que a realização do carnaval, nos moldes tradicionais, inviabilize de forma absoluta o exercício da liberdade religiosa.

No parecer, a Promotoria também destacou que alternativas para mitigação de ruídos podem ser adotadas pelos templos religiosos, como o direcionamento de caixas de som para o interior das igrejas ou a adoção de isolamento acústico, enquanto a exigência de silêncio total em um evento de rua foi considerada inviável.

Diante disso, o MPPE concluiu que não houve ilegalidade nem abuso de poder por parte do Município de Condado ou dos blocos carnavalescos que justificasse o ajuizamento de uma Ação Civil Pública. 


Com Imagem de: Reprodução/Google Street View

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Ônibus que capotou e deixou 15 mortos em Alagoas estava irregular


A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disse nesta terça-feira (3) que o ônibus que capotou em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, realizava transporte clandestino de passageiros e operava de forma irregular. O veículo transportava cerca de 60 romeiros, e o sinistro de trânsito deixou 15 pessoas mortas.

A nota divulgada pela agência reguladora informa que o ônibus, de placa JJB3D75, não possuía habilitação na ANTT, certificado de Segurança Veicular (CSV) nem seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) para o deslocamento realizado.

A ANTT disse ainda que acompanha o caso junto aos órgãos competentes e segue com as ações de fiscalização para coibir o transporte clandestino no país.

O ônibus transportava romeiros de Juazeiro do Norte, no Ceará, para o município de Coité do Noia, em Alagoas.

Luto
O Governo do Estado de Alagoas disse que mobilizou uma força-tarefa para o atendimento na rodovia AL-220, no povoado Caboclo, no município de São José da Tapera, que fica a mais de 200 quilômetros de Maceió. Também foi decretado luto oficial de três dias no estado.

Em nota, a prefeitura do município de Coité do Noia disse que mobilizou imediatamente suas equipes desde o momento em que tomou conhecimento do acidente.

A administração municipal afirma prestar toda a assistência necessária às vítimas e seus familiares, incluindo “suporte psicológico e social, auxílio no translado dos corpos e acompanhamento dos feridos”.

“Neste momento de dor imensurável, a Prefeitura de Coité do Noia se solidariza com as famílias e amigos das vítimas, colocando-se à inteira disposição para o que for necessário. Decretamos luto oficial no município como sinal de nosso profundo respeito e tristeza.


Com Imagem de: Divulgação/Governo de Alagoas

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Duas pessoas morrem em acidente na BR-232 em Sanharó; uma das vítimas era empresário de Caruaru


Duas pessoas morreram em um grave acidente na BR-232, em Sanharó, no Agreste de Pernambuco. O caso foi registrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante a tarde. As vítimas foram identificadas por Timóteo Valença, um empresário de Caruaru, no Agreste e uma mulher identificada inicialmente por Célia. A idade deles não foi confirmada.

Segundo a PRF, o sinistro aconteceu na altura do quilômetro 191 da rodovia federal por volta das 16h e envolveu dois carros, um SUV e um sedan, que colidiram frontalmente.

Célia era uma das passageiras do SUV. Após a colisão, ela faleceu no local, antes de receber atendimento médico. Segundo a PRF, dois outros ocupantes do veículo ficaram feridos e foram encaminhados para uma unidade de saúde local.

Timóteo estava conduzindo o sedan. Ao g1, a PRF disse que o motorista chegou a ser socorrido para uma unidade hospitalar local, mas não resistiu e veio a óbito. Por meio de nota, a MT Iphones e Conex, lamentou o falecimento de Timóteo, que é fundador das duas empresas.

Equipes da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística (IC) foram acionadas para iniciar as investigações sobre o acidente. Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.


Com Imagem da: PRF

sábado, 31 de janeiro de 2026

Pernambuco é o 4º estado mais violento do Brasil, aponta Anuário de Segurança


Pernambuco permanece entre os estados com os índices mais elevados de violência letal no Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2024, o estado registrou taxa de 36,2 mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes e ficou ao lado do Amapá, Bahia, Ceará e Alagoas.

O indicador pernambucano está acima da média nacional, que foi de 20,8 mortes por 100 mil habitantes, a menor desde 2012, e também supera a média da Região Nordeste, que fechou 2024 com 33,8 mortes por 100 mil. Embora o Brasil venha apresentando uma tendência de queda nas mortes violentas desde 2018, essa redução ocorre de forma desigual entre estados e regiões, com o Nordeste concentrando alguns dos principais focos de violência letal do país.

As mortes violentas intencionais englobam homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais. De acordo com o anuário, em Pernambuco, a taxa elevada é resultado de conflitos armados, principalmente em áreas urbanas e periferias, onde disputas entre facções criminosas seguem impactando os indicadores de segurança pública.

Taxa de MVI por 100 mil habitantes em 2024:

Amapá - 45,1
Bahia - 40,6
Ceará - 37,5
Pernambuco - 36,2
Alagoas - 35,4

Entre os dez municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e maiores taxas de Mortes Violentas Intencionais em 2024, duas cidades pernambucanas figuram no ranking. Cabo de Santo Agostinho ocupa a 5ª posição, com taxa de 73,3 mortes por 100 mil habitantes e 159 vítimas em números absolutos.

Do total de vítimas, apenas quatro mortes decorreram de intervenção policial, o equivalente a 3% das MVI, indicando que a violência letal no município está majoritariamente associada a homicídios e outros crimes intencionais.

Logo em seguida, São Lourenço da Mata aparece na 6ª colocação, com taxa de 73,0 e 86 mortes registradas no ano. No município, apenas uma morte foi registrada por intervenção policial, representando 1% do total, uma das menores proporções entre as cidades listadas.

Recorte por regiões

No recorte regional, o Nordeste aparece como a região mais violenta do país em 2024, com taxa 155% superior à do Sudeste, que registrou 13,3 mortes por 100 mil habitantes, a menor de sua série histórica. Estados como Bahia (40,6), Ceará (37,5) e Alagoas (35,4) apresentam números próximos ou superiores aos de Pernambuco, evidenciando um padrão regional de letalidade elevado.

Pernambuco se distancia de estados com menores índices de violência. São Paulo, por exemplo, teve taxa de 8,2 mortes por 100 mil habitantes em 2024, enquanto Santa Catarina manteve índice de 8,5, ambos considerados patamares baixos para os padrões nacionais.

Esses estados se beneficiam de dinâmicas distintas do crime organizado e de políticas de segurança mais consolidadas ao longo do tempo.

Já na Região Norte, apesar de ainda apresentar taxas elevadas, alguns estados registraram quedas entre 2023 e 2024.

O Amapá, mesmo liderando o ranking nacional com 45,1 mortes por 100 mil habitantes, apresentou a maior redução proporcional do país, com queda de 30,6% no período. Tocantins, Roraima e Sergipe também tiveram recuos superiores a 20%.

O Anuário aponta que, no plano nacional, a redução das mortes violentas está associada a fatores como políticas públicas baseadas em evidências, mudanças demográficas e maior controle de armas.


Com Imagem de: Rafael Vieira/DP

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde na conta de luz


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária no mês de fevereiro. Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, disse a Aneel.

Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, no dia 27 de fevereiro sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março, 

Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas Bandeiras. 

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte. 

Os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido. 

Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido. 


Com Imagem de: Marcello Casal Jr

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Preços altos derrubam consumo de café no Brasil em 2025


A alta do preço do café nos últimos anos acabou fazendo com que o consumo do produto no mercado brasileiro caísse no ano passado. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo da bebida caiu 2,31% entre os meses de novembro de 2024 e outubro de 2025 em comparação com o mesmo período anterior, passando de 21,9 milhões de sacas de 60 kg em 2024 para 21,4 milhões no ano passado. O recorde foi obtido em 2017, quando o consumo interno chegou a atingir 22 milhões de sacas.

Quanto aos preços, a alta foi de 5,8% para o consumidor, resultado da volatilidade dos anos anteriores. Nos últimos cinco anos, informou a Abic, a matéria-prima aumentou 201% na espécie conilon e 212% na arábica. Já no varejo, o café aumentou 116%.

Segundo Pavel Cardoso, presidente da Abic, o aumento de preços em 2025 é resultado dos problemas enfrentados nos últimos anos de safras ruins, devido ao clima, e baixos estoques. 

“Desde 2021 houve um descasamento nessa cadeia global de oferta e demanda. Em 2021 tivemos problemas climáticos sucessivos, trazendo frustrações com o tamanho da safra”, explicou em entrevista na tarde desta quinta-feira, na capital paulista.

Apesar dessa queda no consumo, Pavel encara como positivo o resultado obtido no ano passado. “Nós tivemos essa escalada de preços da matéria-prima desde 2021 e o consumo brasileiro seguiu bem em todos esses anos, demonstrando de forma inequívoca o quão resiliente é o café para o brasileiro. O brasileiro não abre mão do café”. 

Ainda segundo Pavel, “mesmo com essa leve redução de 2,31%, nós reportamos isso como uma notícia positiva, haja vista esse histórico dos últimos cinco anos, onde enfrentamos aumentos impressionantes, acima de 200% para a matéria-prima e acima de 116% para o consumo”.

Mesmo com essa queda, o Brasil se mantém na segunda posição de país mais consumidor de café no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. E quando se considera o consumo per capita, o Brasil supera os Estados Unidos, com cada brasileiro consumindo, em média, 1,4 mil xícaras de café por ano.

Expectativas
A queda no consumo interno brasileiro não significou perdas para o faturamento da indústria, que cresceu 25,6% em 2025, somando R$ 46,24 bilhões. Segundo a Abic, esse crescimento no faturamento foi resultado principalmente do aumento do preço do café nas gôndolas.

Para este ano de 2026, a expectativa da Abic é de que não haverá uma queda significativa no preço do café, mas um ambiente mais estável em função da entrada de uma safra que deve ser muito boa. O preço do produto ao consumidor só deverá começar a cair daqui a duas safras, já que os estoques ainda estão baixos em todo o mundo. Enquanto isso não ocorre, a Abic aposta em promoções para atrair o consumidor.

“Os estoques globais nos países produtores para os consumidores são historicamente baixos. Então, quando essa safra chegar [com expectativa de boa florada], se ela der realmente o número que se espera e com algum conforto, teremos menor volatilidade [nos preços]”, avalia Pavel.

“A nossa leitura é que, ainda que haja um arrefecimento de volatilidade, não temos grandes espaços para reduções substanciais [no preço do produto] porque os estoques estão historicamente baixos. O entendimento de alguns operadores de mercado é de que precisaremos de pelo menos duas safras para a gente ter essa redução [de preço] numa proporção mais confortável para o consumidor”, disse.

Tarifaço
De acordo com o presidente da Abic, toda a cadeia do café ainda luta para reduzir as tarifas que foram aplicadas pelo governo dos Estados Unidos ao café solúvel. Embora o governo estadunidense tenha suspendido, em novembro do ano passado, a tarifa de 40% sobre o café em grão, o café solúvel foi deixado de lado e continua sendo taxado.

Pavel disse que essa taxação do café solúvel continua em discussão e a expectativa da cadeia é de que essa medida seja revertida em poucos meses.

O presidente da Abic avalia que a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia traz perspectivas positivas para o setor. “O Brasil é de longe o maior produtor de café do mundo, sendo que 40% do que o mundo produz sai desse país. A oportunidade do novo acordo entre a União Europeia e o Mercosul traz grandes e positivos desafios para a indústria brasileira”, reforçou.


Com Imagem de: Marcelo Camargo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

BC mantém juros básicos em 15% ao ano pela quinta vez seguida


Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Essa é a quinta reunião seguida em que o Copom mantém os juros básicos. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

No comunicado, o Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", informou o BC.

A decisão unânime ocorreu com o Copom desfalcado. No fim de 2025, expirou o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só encaminhará as indicações dos substitutos na volta do Congresso Nacional, em fevereiro.

Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho do ano passado, sendo mantida nesse nível desde então.

Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA ficou em 4,26% , o menor nível anual desde 2018. Com o resultado, o indicador voltou a ficar dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro de 2026, a inflação desde fevereiro de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária diminuiu para 3,5% a previsão do IPCA para 2026, mas a estimativa será revista, por causa do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o antigo Relatório de Inflação, será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4%, levemente acima acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,05%.

Crédito caro
O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Política Monetária, o Banco Central aumentou de 1,5% para 1,6% a projeção de crescimento para a economia em 2026.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,8% do PIB em 2026.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.


Com Imagem de: Rafa Neddemeyer

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Petrobras reduz em 7,8% preço de venda do gás natural a distribuidoras


A Petrobras informou, nesta terça-feira (27), que os preços de venda da molécula de gás natural para as distribuidoras terão redução média de cerca de 7,8% em relação ao trimestre anterior. Os novos valores passam a vigorar no dia 1º de fevereiro. 

O modo como essa redução será sentida pelo consumidor final dependerá de outros fatores, como custos de transporte, impostos e margens de lucros de distribuidoras e revendedoras.

A atualização não impacta o preço do gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel. Já o gás natural veicular (GNV) é afetado.

Desde dezembro 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de 38%, incluindo o efeito da redução de fevereiro, conforme informou a empresa. 

A redução anunciada hoje leva em consideração a parcela indexada ao Henry Hub, referência para o mercado de gás natural nos Estados Unidos, que começou a valer no início de 2026, para as distribuidoras que optaram por essa alternativa de indexação. 

Além da variação do Henry Hub, segundo a Petrobras, os contratos de venda de gás natural às distribuidoras preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás, considerando as oscilações do petróleo no mercado internacional e da taxa de câmbio real/dólar (R$/US$). 

"Para o trimestre que inicia em fevereiro de 2026, considerando a variação do petróleo Brent, do Henry Hub, do câmbio e a ponderação dos volumes contratados pelas distribuidoras junto à Petrobras, o efeito combinado dessas referências resultará na redução média de preços da parcela molécula em cerca de 7,8%", comunicou a empresa. 

Preços 
A companhia destaca que as efetivas variações finais dos preços por distribuidora dependerão dos produtos contratados e dos volumes efetivamente retirados, considerando os prêmios criados pela Petrobras a partir de 2024: o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda. Os prémios possibilitam a redução do preço a depender dos volumes retirados. 

Já o preço final do gás natural ao consumidor, de acordo com a Petrobras, não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens e pelos tributos federais e estaduais. No caso do Gás Natural Veicular (GNV), depende ainda dos postos de revenda. 

A Petrobras ressalta ainda que as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas.


Com Imagem de: Fernando Frazão

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