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sábado, 14 de março de 2026

Privatização da BR distribuidora prejudica consumidor em momento de crise


Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras - em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 - não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia "do poço ao posto", o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 "mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias" partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada
Segundo Bacelar, a majoração de preços - que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação - ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas "ferramentas institucionais" de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso
A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

Corte de tributos e pagamento de subvenções
Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.


Com Imagem de: Marcello Casal Jr

sexta-feira, 13 de março de 2026

Avó e neto morrem após serem arremessados de 'cinquentinha' e atropelados na BR-232, em Belo Jardim


Um acidente de trânsito deixou duas pessoas mortas em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, na noite da quinta-feira (12). As vítimas, que não tiveram os nomes divulgados, são avó e neto. Ambos estavam em uma cinquentinha quando foram atingidas por uma caminhonete e depois atropeladas por outro veículo.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o condutor da cinquentinha tinha 17 anos e a passageira era uma idosa de 87. eles trafegavam na altura do quilômetro 182 quando foram atingidos por uma caminhonete, arremessados do ciclomotor e depois atropelados por outro veículo.

Os motoristas das caminhonetes permaneceram no local até a chegada da polícia. Os dois fizeram o teste do bafômetro e o resultado foi normal. Nenhum dos dois sofreu ferimentos.

Devido o impacto e a gravidade dos ferimentos, as vítimas vieram a óbito no local. Equipes do Instituto de Criminalística e IML foram acionados. A Polícia Civil irá investigar o caso de atropelamento com vítimas fatais.


Com Imagem de: Reprodução/PRF

quinta-feira, 12 de março de 2026

Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência. 

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.

Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):

“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”  

Impacto econômico
Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.  

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.

“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.

“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.

Fiscalização e Transparência
O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.

“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.

Alíquota de exportação
A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.

“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

BR Distribuidora
Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo. 

“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.


Com Imagem de: Marcelo Camargo

quarta-feira, 11 de março de 2026

Professores de Pernambuco promovem protestos nas escolas nesta quinta-feira (12)


O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Estadual de Ensino (SINTEPE) convocou para esta quinta-feira (12) uma mobilização em escolas de todo o estado. A ação dá continuidade à campanha salarial de 2026 e, segundo a entidade, não se trata de uma paralisação, mas de protestos em frente às unidades de ensino para pressionar o governo estadual por respostas às reivindicações da categoria.

Os atos ocorrerão em diversas escolas e têm como objetivo chamar a atenção para problemas estruturais, como “rede elétrica precária, falta de climatização, alimentação de baixa qualidade e reformas atrasadas”. De acordo com o sindicato, a situação das unidades de ensino escancara a necessidade de investimentos urgentes.

A pauta de reivindicações do professores foi entregue ao governo no último dia 6 de fevereiro, mas até o momento não houve retorno positivo. A entidade alerta que qualquer projeto de lei de reajuste para servidores estaduais precisa ser aprovado pela Assembleia Legislativa até o dia 4 de abril, em razão das normas eleitorais.

Entre as principais exigências da campanha deste ano estão a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) para todos os profissionais da educação. Além da flexibilização da jornada de trabalho, permitindo a opção entre 30 ou 40 horas semanais para analistas educacionais, assistentes e auxiliares administrativos. Por fim, pautas relacionadas a concurso público, gratificações e formação continuada.


Com Imagem da: Agência JCMazella/Sintepe

terça-feira, 10 de março de 2026

Conectividade avança e 95,9% das escolas públicas de PE têm acesso à internet, aponta Censo


Pernambuco está próximo de universalizar o acesso à internet nas escolas públicas de educação básica. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que 95,9% das unidades de ensino infantil, fundamental e médio do estado estão conectadas à rede.

O índice representa um avanço de 52,3 pontos percentuais em relação a 2015, quando apenas 43,6% das instituições tinham acesso à internet. O resultado também supera a média nacional registrada neste ano, de 93,1%.

Nas áreas urbanas, o acesso à internet nas escolas públicas pernambucanas já é praticamente universal. O percentual passou de 79,4% em 2015 para 99% em 2025, crescimento de 19,6 pontos percentuais. Nas zonas rurais, o avanço foi mais expressivo: saiu de 18,2% para 92,4% no mesmo período, aumento de 74,2 pontos percentuais.

O crescimento também aparece em modalidades específicas de ensino. Nas escolas de educação especial, o acesso à internet passou de 63,2% em 2015 para 97,3% em 2025, um salto de 34,2 pontos percentuais. Entre as escolas indígenas, o índice cresceu de 10,5% para 91,2%, avanço de 80,7 pontos percentuais. Já nas escolas quilombolas, o percentual saiu de 26,7% para 94,7%, aumento de 67,9 pontos percentuais.

Quando considerado o uso da internet diretamente nas atividades de ensino e aprendizagem, o crescimento também foi significativo. Entre 2019 e 2025, o percentual de escolas públicas do estado com internet disponível para fins pedagógicos passou de 30,3% para 77,3%, crescimento de 47 pontos percentuais.

Outro indicador relacionado à inclusão digital é a disponibilidade de computadores para estudantes. O número de escolas públicas com desktops ou laptops para uso dos alunos passou de 42,2% em 2015 para 59,3% em 2025, aumento de 17,1 pontos percentuais.

Os dados dialogam com políticas federais voltadas à ampliação da conectividade nas escolas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) reúne ações para expandir o acesso à internet de qualidade, melhorar a infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e incentivar o uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, aproximadamente R$ 3 bilhões foram destinados a ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em parceria com estados e municípios.

“Nós queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Segundo o ministro, a meta é garantir que a conexão chegue de fato às salas de aula.

“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor, para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. E é por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou.

Realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Censo Escolar reúne informações de cerca de 178,8 mil escolas de educação básica no país. A divulgação dos dados de 2025 ocorreu em 26 de fevereiro de 2026.

Os indicadores servem de base para formulação e avaliação de políticas públicas educacionais, além de orientar programas do Ministério da Educação junto a estados e municípios.

As informações também subsidiam o cálculo de indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e influenciam o repasse de recursos federais, como os do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Além do Censo Escolar, o Ministério da Educação utiliza o Indicador Escolas Conectadas (INEC) para avaliar se a internet disponível atende às condições necessárias para o uso pedagógico.

O indicador considera critérios como velocidade da conexão, presença de Wi-Fi nos ambientes escolares e infraestrutura elétrica adequada, além de integrar medições técnicas e informações fornecidas pelos gestores escolares.


Com Imagem de: Kayo Sousa/MCom

segunda-feira, 9 de março de 2026

Estado de PE é condenado a indenizar jovem torturado e forçado a atravessar a nado o Rio Capibaribe por PMs


O estado de Pernambuco foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização a um jovem torturado por policiais militares durante o carnaval de 2006, no Recife. Edicleoton Marques da Silva, que tinha 14 anos à época, foi espancado junto com um grupo de amigos e obrigado a atravessar a nado o Rio Capibaribe. Dois adolescentes foram encontrados mortos no rio no dia seguinte.

A sentença foi assinada no último dia 15 de fevereiro. A ação foi ajuizada pela Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), que argumenta que Edicleoton foi submetido a "atos de violência física e psicológica".

"Não foi considerada sua condição de menor de idade, pelo que deveria ter sido levado ao plantão da GPCA (Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente), mas, ao contrário, foram transportados em viaturas para a chamada Ponte Joaquim Cardozo, sobre o Rio Capibaribe, local onde foram submetidos a torturas, tendo, inclusive, os adolescentes Diogo Rosendo Ferreira e Zinael José Souza da Silva não suportado a uma das sessões de afogamento, sendo seus corpos encontrados dois dias depois", diz a Defensoria.

Na delegacia, à época dos fatos, Edicleoton declarou que estava indo acompanhado de amigos ao Bairro do Recife, no centro da capital, para curtir o carnaval. Eles foram abordados por policias em duas viaturas, que mandaram que entrassem na mala.

Segundo ele, os militares exigiram que todos deitassem no chão, passando a agredi-los com cassetetes.
"Em seguida, mandaram afastar as pernas e começaram a chutar seus órgãos genitais assim como de seus colegas", o jovem declarou.

Ele diz que foi obrigado a entrar no rio, mas que fugiu. "Imprimiu fuga porque esperava o pior, ou seja, ser abatido por aqueles PMs que acabara de espancá-los", diz documento policial da época.

Defesa

O estado de Pernambuco, em sua defesa, destacou que a responsabilidade ainda estava sendo apurada na esfera criminal, defendendo que somente após o trânsito em julgado da sentença haveria obrigação de indenizar. A defesa também alegou que o autor da ação não reuniu provas mínimas dos danos alegados.
Por fim, o estado afirmou que não houve espancamento ou coação física para que Edicleoton atravessasse o rio a nado.

Para reforçar sua defesa, o estado apresentou o interrogatório do tenente Sebastião Antônio Félix, envolvido no caso. Segundo ele, as detenções ocorreram para "evitar arrastões no Recife Antigo".

"Os menores foram liberados mediante a simples advertência de que, se fossem pegos novamente no Recife Antigo, seriam levados à delegacia, ao que os jovens teriam saído correndo, alguns em direção ao mangue e outros beirando a maré, sem que houvesse qualquer ordem para entrarem na água ou apontamento de armas de fogo contra eles", diz o interrogatório do tenente.

Na sentença, o juiz Augusto Napoleão Sampaio Angelim, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), destaca que o conjunto probatório é expressivo e coerente. "A versão da Fazenda Pública, no sentido de que os jovens teriam sido apenas liberados e que ingressaram espontaneamente em área de risco, não encontra respaldo consistente nos autos", escreve.

"Ao contrário, a convergência entre laudo médico, documentação investigativa e repercussão institucional revela que a atuação policial ultrapassou os limites do exercício regular do poder de polícia", completa.

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) informa que ainda não recebeu intimação da sentença e que, após a notificação, o caso será analisado dentro do prazo legal para avaliar a possibilidade de recurso.

Três policiais foram condenados e três absolvidos criminalmente pelo caso. O tenente Sebastião Antônio Félix recebeu uma pena de 150 anos e seis meses de prisão pela morte de dois adolescentes e tentativa de homicídio de outros 11.


Com Imagem de: Reprodução/Google Street View

sábado, 7 de março de 2026

Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro 43% das intenções de voto em cenário de 2º turno, aponta Datafolha


Um levantamento do Datafolha, publicado neste sábado (7) pelo jornal Folha de S.Paulo, indica um cenário mais apertado em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com a pesquisa, o atual presidente aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar soma 43%.

Os números mostram uma redução na diferença registrada no levantamento anterior do instituto. Em dezembro, Lula tinha 51% das preferências, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Já em julho de 2025, o petista aparecia com 48%, enquanto o senador marcava 37%.

Veja os números:

Lula (PT) - 46% (eram 51% em dezembro);
Flávio Bolsonaro (PL) - 43% (eram 36% em dezembro);
Branco/nulo/nenhum - 10% (eram 12% em dezembro);
Não sabem - 1% (era 1% em dezembro).

Para realizar o levantamento, o instituto ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, entre segunda-feira (3) e quinta-feira (5). As entrevistas foram feitas em 137 municípios espalhados pelo país.

Segundo o Datafolha, a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.


Com Imagem de: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Fabio Rodrigues Pozzebom

sexta-feira, 6 de março de 2026

Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos


Um novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação. 

O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país.

Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose.

"Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos", afirmou.

Crianças e idosos
A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante.

Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças.

Por essa razão, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 aos 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir dos 2 anos.

"Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço", explicou a diretora médica do Butantan.

Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem.

"O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina", explicou.

O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo.

"Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização", complementa.

Segurança
O estudo de longo prazo da Butantan-DV foram publicados na quarta-feira (4), na revista Nature Medicine e explica que a vacina foi, de modo geral, bem tolerada e não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo."

Eles foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil pacientes, sendo que cerca de 10 mil receberam a vacina, e quase 6 mil receberam placebo, para compor um grupo de comparação.

"Em termos estratégicos é fundamental que a gente tenha uma pesquisa nacional conseguindo chegar a esses produtos de ponta, eficazes e seguros. Possibilita que a gente consiga abastecer mais fácil o nosso Programa Nacional de Imunizações e também é um ativo de negociação com outros países", destaca o diretor da SBIM.

A diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, confirma que a prioridade absoluta é abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, assim que a demanda nacional for suprida, a instituição pública, vinculada ao estado de São Paulo, deve negociar a venda de doses para outros países, especialmente da América Latina, que também tem sofrido com epidemias da doença.


Com Imagem de: Walterson Rosa/MS

quinta-feira, 5 de março de 2026

Motoristas morrem após colisão de caminhões na BR-232, em Belo Jardim, PE


Um acidente registrado na manhã desta quinta-feira (5) resultou na morte de dois motoristas na BR-232, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão envolveu dois caminhões.

Um vídeo feito por motoristas que passavam no trecho mostra o estrago que os veículos sofreram após a batida (veja vídeo acima). Conforme a polícia, a colisão foi frontal. Devido a força do impacto, as cabines dos veículos ficaram destruídas e parte da carga ficou espalhada pela rodovia.

Equipes da PRF, Corpo de Bombeiros e Samu foram acionadas. Um dos motoristas foi encontrado morto ainda no local. O outro condutor ficou gravemente ferido e foi socorrido para um hospital em Belo Jardim. Devido a gravidade dos ferimentos, ele não resistiu e veio a óbito.

Por meio de nota, a PRF informou que continua no local aguardando a chegada do Instituto de Criminalística e do IML. A Polícia Civil irá investigar o caso.

Orientações da PRF para evitar acidentes
  • Mantenha distância segura do veículo à frente;
  • Conheça bem o tipo de veículo que está dirigindo;
  • Use corretamente as luzes do carro, especialmente em situações de neblina;
  • Faça ultrapassagens apenas quando for seguro;
  • Redobre a atenção em pistas molhadas.

Com Imagem de: Reprodução/PRF

quarta-feira, 4 de março de 2026

Com mais de 500 casos registrados, estado abre 43 leitos para pacientes com doenças respiratórias graves


A rede estadual de saúde de Pernambuco abriu 43 novos leitos voltados ao atendimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) diante do início do período de maior circulação de vírus respiratórios, que costuma ocorrer entre março e agosto.

Do total, 24 leitos de enfermaria foram abertos na rede própria desde a última semana de fevereiro. Eles estão distribuídos no Hospital Barão de Lucena (5), Hospital de Jaboatão Prazeres (10) e Hospital Geral de Areias (6), no Recife, e no Hospital Regional Dom Moura (3), em Garanhuns.

Outros 19 leitos foram contratualizados na rede complementar, sendo 10 leitos de UTI pediátrica no Hospital Vale do Una, em Palmares, e 9 leitos de enfermaria no Centro Hospitalar Santa Maria, em Vitória de Santo Antão. Ao todo, são 33 leitos de enfermaria e 10 de UTI abertos em 2026 para enfrentamento da sazonalidade.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a abertura integra o Plano de Contingência para Doenças Respiratórias na Infância, que prevê monitoramento de circulação viral, solicitações e ocupação de leitos, além de índices de positividade para vírus respiratórios. A pasta informa que o planejamento de ampliação é feito de forma escalonada, conforme o aumento da demanda.

“Depois da pandemia da Covid-19, a sazonalidade na pediatria se tornou um problema de saúde pública em alguns estados. Pernambuco é um desses estados considerados sazonais. Quando a gente observa a curva epidemiológica dos últimos anos, percebe que, logo após a volta às aulas, especialmente depois do período de Carnaval, há um aumento da circulação viral”, explica o secretário-executivo de Gestão Estratégica e Coordenação Geral (SEGECG), Anderson Oliveira.

Casos em 2026
Até 28 de fevereiro (Semana Epidemiológica 8), Pernambuco notificou 504 casos de Srag. Desse total, 248 (49,2%) ocorreram em crianças de 0 a 2 anos.

Em 2025, o estado registrou 7.375 casos da síndrome, sendo 4.038 (54,7%) nessa mesma faixa etária, o que reforça o impacto maior entre crianças pequenas.

“Neste momento, não estamos em situação de emergência. Não há fila elevada nem tempo de espera alto. Porém, já observamos aumento nas solicitações de leitos. Ao identificar esse crescimento, iniciamos a abertura de forma preventiva. Também temos credenciamento aberto para a rede privada e filantrópica ofertarem leitos ao Estado, se necessário”, pontua Anderson.

O secretário executivo pontua que o tempo médio para liberação de um leito é de 17 horas e que a situação é considerada de emergência quando este prazo ultrapassa as 31 horas.

Vacinação de gestantes
Como estratégia preventiva, o Estado iniciou em dezembro a vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Desde então, 25.836 gestantes foram imunizadas.

A vacina é indicada a partir da 28ª semana de gestação e aplicada em dose única. A proteção ocorre por meio da transferência de anticorpos da mãe para o bebê, reduzindo o risco de complicações como bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida.

“A principal estratégia é a vacinação. Iniciamos a vacinação contra o vírus sincicial respiratório para um público específico e também reforçamos a importância da vacina contra a Influenza. Ao reduzir a circulação da Influenza, diminuímos a pressão assistencial, permitindo que a rede esteja mais preparada para atender casos de VSR”, complementa o secretário-executivo.

Ele destaca que o Ministério da Saúde ainda não atua com metas em relação a este tipo de vacinação, mas que a gestão estadual visa aplicar todas as doses que receber do governo federal. “No entanto, precisamos de novos envios do Ministério da Saúde para ampliar a cobertura. Há previsão de chegada de novo lote agora em março.”

Além da vacina em gestantes, Pernambuco passou a ofertar o anticorpo monoclonal nirsevimabe pelo SUS. O imunobiológico é indicado para bebês prematuros (com menos de 36 semanas e 6 dias de gestação) e crianças menores de 2 anos com comorbidades elegíveis.

A aplicação é realizada em maternidades e serviços de saúde especializados. Crianças prematuras nascidas após agosto de 2025 devem receber o anticorpo no início da sazonalidade deste ano, desde que tenham menos de seis meses de vida. Também podem ser incluídas crianças menores de 24 meses com comorbidades que não tenham recebido palivizumabe.

A SES-PE informou que segue monitorando a evolução dos casos e a demanda por leitos ao longo do período sazonal.


Com Imagem de: Divulgação/SES-PE

terça-feira, 3 de março de 2026

Polícia encontra carro sem motorista com 18 bodes a bordo em Caruaru, PE


Um carro sem motorista, parado no acostamento de uma rodovia em Caruaru (PE), foi encontrado pela polícia na madrugada desta terça-feira (3). No interior, os policiais encontraram 18 bodes transportados amontoados no banco traseiro. Sete animais estavam mortos.

De acordo com a polícia, os animais estavam na parte de trás do carro, que estava estacionado na altura do quilômetro 62 da rodovia federal. Conforme a PRF, equipes do Grupo de Patrulhamento Tático realizavam uma ronda e viram o veículo no acostamento sem ninguém por perto.

O veículo estava destravado e ao abrir as portas e o porta-malas, a equipe se deparou com os bodes amontoados e sem nenhuma ventilação. Dos 18 bodes, sete perderam a vida devido ao aperto e falta de oxigênio.

Os animais que sobreviveram foram encaminhados ao pátio da Delegacia da PRF de Caruaru, onde receberam água e alimentação, para serem encaminhados à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro).

A PRF informou que os animais foram roubados de uma fazenda. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, para identificação do proprietário do veículo e adoção das medidas legais cabíveis.

Conforme a legislação, o transporte irregular de animais é proibido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pode configurar crime de maus-tratos ou tráfico de animais silvestres, dependendo da situação. As penalidades incluem multas, pontos na CNH, retenção do veículo e até prisão.


Com Imagem de: Reprodução/PRF

segunda-feira, 2 de março de 2026

Conta de luz sem cobrança adicional: Aneel anuncia bandeira verde em março


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta segunda-feira (2), a manutenção da bandeira tarifária verde até o fim do mês de março.

Isso significa que não haverá cobrança adicional na fatura de energia dos consumidores brasileiros.

Segundo a agência, houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios das usinas.

Essa condição favoreceu a continuidade da bandeira verde para março. Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas.

O mecanismo das bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para indicar o custo real da energia.

Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, e o acionamento de fontes de geração.

Programa

Além disso, a Neoenergia Pernambuco reforçou o Projeto Vale Luz, iniciativa que contribui com o orçamento doméstico por meio da troca de resíduos recicláveis por descontos na conta de energia.

O Projeto Vale Luz integra o Programa de Eficiência Energética da Neoenergia, regulado pela Aneel. Os participantes podem entregar metais (latinhas de alumínio e ferro), papel, papelão, plásticos (garrafas PET e embalagens de produtos de limpeza e higiene), óleos vegetais (como coco, cozinha, soja, canola, girassol e milho), vidros e eletrônicos (exceto geladeiras, refrigeradores e condicionadores de ar). Os materiais devem estar limpos e, no caso dos papéis, organizados e empilhados para facilitar a pesagem.

“Cada material possui um valor por quilo. Ao chegar em um dos pontos de atendimento, o cliente pesa o resíduo separado por tipo. O valor total é creditado imediatamente na próxima fatura de energia elétrica. O processo é simples e rápido para que o máximo de pessoas possa participar”, afirmou o analista de Eficiência Energética da Neoenergia Pernambuco, Douglas Travassos.

Além de reduzir o valor da conta de luz, o programa incentiva o uso racional dos recursos naturais e contribui para diminuir os impactos ambientais provocados pelo descarte inadequado de resíduos, reforçando a sustentabilidade como um dos pilares da empresa.

Como participar

Para aderir ao Vale Luz, o cliente da Neoenergia deve estar em dia com a concessionária. Sem débitos, basta comparecer a um dos pontos de troca itinerantes portando a conta contrato e um documento oficial com foto.

Locais fixos de coleta
  • Madalena – Rua Real da Torre, s/n (em frente ao nº 449), Recife
  • Imbiribeira – Rua Srg. Silvio Delmar Holembach, 200, Recife
  • Jaqueira – Praça Souto Filho, s/n, Recife
  • Várzea – Rua João Francisco Lisboa, 385, Recife
  • Limoeiro (Hiper Cordeiro) – PE-050, nº 295, Limoeiro – PE
Pontos de coleta até o próximo sábado (7)
  • Brejo de Beberibe e Córrego do Jenipapo (segunda-feira)
  • Vila Tamandaré (terça-feira)
  • Bomba do Hemetério, Ibura de Baixo e San Martin (quarta-feira)
  • Aritana/Imbiribeira, Ilha de Deus e UR-7 Várzea (quinta-feira)
Os atendimentos ocorrem, em geral, entre 9h e 14h, variando conforme o local. O ponto da Bomba do Hemetério funciona até as 11h. Já os pontos de Aritana/Imbiribeira, Ibura de Baixo e Ilha de Deus atendem até as 11h30.


Com Imagem de: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Pernambuco convoca 315 novos policiais penais aprovados em concurso público


Neste sábado (28), Pernambuco publicou no Diário Oficial a convocação de 315 novos policiais penais aprovados no último concurso público da área. Com essa nova chamada, o estado chega a 1.307 nomeações desde o início de 2023.

Em nota, a governadora Raquel Lyra afirmou que a nomeação de todos os aprovados estava no planejamento da gestão. “Nomeamos todos os 1.307 policiais penais aprovados no último concurso público, cumprindo aquilo que foi planejado pelo Governo de Pernambuco para reforçar o sistema prisional do Estado”.

Segundo a gestão estadual, a convocação faz parte de um conjunto de ações em áreas prioritárias. O objetivo é fortalecer as forças de segurança e ampliar as estratégias de prevenção à violência.

“Essa é uma medida concreta para garantir melhores condições de trabalho aos profissionais e mais eficiência na gestão, contribuindo também para a ressocialização das pessoas privadas de liberdade e para a tranquilidade da população pernambucana”, destacou a governadora Raquel Lyra, através de nota.


Com Imagem de: Hesíodo Góes/Secom e Janaína Pepeu/Secom

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Ponte de acesso a Calçado, Pernambuco, desaba e aulas são suspensas, após chuvas


A forte chuva que atingiu o Agreste pernambucano entre a noite da quinta-feira (26) e a madrugada desta sexta-feira (27) provocou prejuízos no município de Calçado. A principal ponte de acesso à cidade cedeu após o aumento do volume de água de um rio que corta a região, interrompendo a passagem de veículos e pedestres.

Segundo a prefeitura, as aulas na rede municipal foram suspensas nesta sexta-feira (27) por causa dos pontos de alagamentos da cidade. Ainda não há previsão para retomada das atividades escolares.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram como ficou a ponte após desabar. Os registros também mostram dois homens sendo levados pela força da água. Segundo a prefeitura de Calçado, eles foram resgatados sem ferimentos

A ponte era considerada estratégica por ligar o município a cidades vizinhas do Agreste, como Canhotinho e Jurema. Com o desabamento, o acesso passou a ocorrer apenas por rotas alternativas, através de estradas internas e localidades como Estado de Barro e o município de Lajedo.

Apesar de ter chovido na cidade, o maior volume de água veio de municípios localizados na mesma bacia hidrográfica. O rio recebe águas de cidades como Jupi, o que provocou rápida elevação do nível durante a madrugada e acabou causando o colapso da ponte.

Ainda segundo a prefeitura, a chuva começou por volta das 22h, mas o impacto maior ocorreu devido ao volume acumulado ao longo do curso do rio. Até o momento, não há registro de pessoas feridas, desabrigas ou desalojadas.

Governo derruba alta de imposto para smartphones e eletrônicos


Após repercussão negativa no Congresso e nas redes sociais, o governo federal decidiu revogar parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início do mês.

A medida foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A decisão restabelece as alíquotas anteriores para 15 produtos de informática, incluindo smartphones e notebooks. A Camex também zerou a tarifa de importação para 105 itens classificados como bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) e produtos das áreas de informática e telecomunicações.

Nos dois casos, a redução de tarifas de importação ocorre por meio do mecanismo de ex-tarifário, que reduz alíquotas para itens sem produção de similar ou equivalente no Brasil.

Smartphones 
Com o recuo, a alíquota de importação de smartphones retorna a 16%. A proposta anterior previa elevação para 20%. Em alguns casos, o aumento poderia chegar a até 7,2 pontos percentuais.

Também tiveram as tarifas restabelecidas produtos como notebooks, que retornam à alíquota original de 16%; gabinetes com fonte de alimentação (10,8%); placas-mãe (10,8%); mouses e track-balls (10,8%); mesas digitalizadoras (10,8%) e unidades de memória SSD (10,8%).

Segundo o governo, as alterações passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa de produtos beneficiados está disponível no site da Camex.

Desgaste político
O aumento inicial atingia cerca de 1,2 mil itens e gerou reação de parlamentares da oposição e de setores empresariais, que alertaram para possível impacto nos preços ao consumidor.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vinha defendendo a medida sob o argumento de proteção à indústria nacional e de correção de distorções no comércio exterior. Ele esclareceu que mais de 90% dos produtos afetados são produzidos no Brasil, e o aumento só atingia produtos importados.

No caso de eletrônicos produzidos ou montados no país com insumos importados, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) esclareceu que os componentes seriam beneficiados pelo mecanismo de drawback, que reduz o Imposto de Importação de insumos usados para fabricar produtos destinados à exportação.

O governo estimava arrecadar até R$ 14 bilhões em 2026 com a elevação das alíquotas. A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão consultivo do Senado, previa receita maior, de R$ 20 bilhões neste ano.

Pressão 
Diante da pressão política, o Executivo optou por um recuo parcial. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a decisão acolheu pedidos protocolados por empresas até 25 de fevereiro e já estava prevista nas regras de ex-tarifário, mecanismo que permite zerar imposto para produtos sem similar nacional. A pasta informou que as alíquotas mais altas anunciadas no início do mês não chegaram a entrar em vigor.

Os 105 produtos que tiveram a tarifa reduzida a zero permanecerão com isenção por 120 dias. Novas revisões poderão ocorrer nas próximas reuniões do Gecex, que delibera mensalmente sobre realinhamentos tarifários.


Com Imagem de: Bruno Peres

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