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sábado, 3 de outubro de 2026

Concurso da Polícia Civil de Pernambuco tem 1.315 vagas e salários de até R$ 13,5 mil


O Governo de Pernambuco divulgou, na sexta-feira (2), o edital do novo concurso da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). Ao todo, são ofertadas 1.315 vagas distribuídas para os cargos de agente, escrivão e delegado. Os salário podem chegar até R$ 13,5 mil.

Os interessados podem se inscrever de 15 de outubro a 16 de dezembro, através do site da banca organizadora, a Cebraspe.

Para os três cargos é necessário ter no mínimo 18 anos na data da posse, ter nacionalidade brasileira, estar em dia com as obrigações eleitorais e possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B. É necessário diploma de nível superior em qualquer área de formação para ser agente ou escrivão. Para o cargo de delegado é preciso ter bacharelado em direito e comprovação de, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou policial.

Das 1.315 vagas, 1.200 são destinadas ao cargo de agente de polícia, 70 para escrivão e 45 para delegado. O certame reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência, 25% para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.


Os candidatos passarão por provas objetivas e discursivas, exame médico, avaliações de aptidão física e psicológica e investigação social. Os postulantes ao cargo de delegado também farão prova oral e avaliação de títulos. No cargo de escrivão, será aplicada uma prova prática de digitação.

As provas para os cargos de escrivão de polícia e agente de polícia serão aplicadas no dia 7 de março de 2027. Já a do cargo de delegado de polícia acontecerá em 14 de março de 2027. Os exames serão aplicados em Arcoverde, Caruaru, Recife e Petrolina.

Na segunda etapa do concurso está prevista a realização do Curso de Formação Profissional, sob responsabilidade da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS).


Fotografia de: Divulgação/PCPE

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Vem aí a 1ª corrida da Padroeira, 5km, em Belo Jardim

 

ATENÇÃO, CORREDORES DE BELO JARDIM! ⚠️

Você que gosta de correr, temos um convite especial! 🏃‍♂️🏃‍♀️

A Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho (09 a 18 de outubro) traz uma novidade: a CORRIDA DA PADROEIRA!

📅 18 de outubro - 6h da manhã
📍 Saída: em frente à Igreja do Bom Conselho - trajeto em Belo Jardim

🏅 Premiação: Medalhas para 1º, 2º e 3º lugar. Pódio feminino e masculino

💰 Inscrição: R$ 30,00
Incluso: número de peito, água, frutas e medalha de participação.

💙 AÇÃO SOLIDÁRIA: Corrida em prol da Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho. Toda renda revertida para a Festa da Padroeira.

🎽 O QUE O ATLETA RECEBE:
✓ Número de peito
✓ Hidratação (água e frutas)
✓ Medalha de participação
✓ Concorrendo ao pódio: 3 primeiros masculino e 3 primeiros feminino

🗺️ TRAJETO: Saída da Igreja, passa pela Moura da Serra, Rua da Palhada, Alfredo Matias (retorno na pracinha da linha do trem), Rua Agostinho Rodrigues, Av. Natalício Amaro, Av. Coronel João Leite e finaliza subindo a Av. do Bom Conselho até a Igreja.

1º lote ainda por R$ 30,00

Com a postagem da Redação

Fotografia da: Assessoria

Carro com seis pessoas capota e criança de 3 anos morre em Pesqueira, PE


Uma criança de 3 anos e 2 meses morreu após o carro em que estava capotar na manhã desta sexta-feira (2), na PE-219, em Pesqueira, no Agreste de Pernambuco. Seis pessoas, incluindo a criança, ocupavam o veículo. O acidente aconteceu na região de Couro Dantas, no acesso à área indígena do município.

De acordo com testemunhas, estavam no veículo a criança, os pais dela, as duas avós e um amigo da família. A criança foi identificada como Ítalo Góes. Os outros ocupantes não tiveram os nomes divulgados.

Ítalo chegou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município sem sinais vitais. As outras cinco vítimas foram socorridas e receberam atendimento médico na unidade.

De acordo com a Polícia Civil, o carro era conduzido pelo pai da criança, de 30 anos. O veículo capotou na rodovia, mas a dinâmica do acidente ainda não foi informada pela polícia.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros participaram do socorro. Um dos feridos foi encaminhado para a sala vermelha da UPA e outro permaneceu em observação, conforme as informações iniciais divulgadas pela Prefeitura de Pesqueira.

A Polícia Civil informou que registrou a ocorrência por meio da 105ª Circunscrição, em Pesqueira. O caso será investigado para esclarecer as circunstâncias do acidente.


Fotografia de: Reprodução

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Datafolha: Raquel tem 46% e João, 44% para o Governo de Pernambuco


A nova rodada da pesquisa divulgada pelo Datafolha, nesta quinta-feira (1º), aponta a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) com 46% das intenções de voto, enquanto João Campos (PSB) soma 44% do total na consulta estimulada para o primeiro turno.

O candidato Ivan Moraes (PSOL) somou 2% na pesquisa atual (antes, tinha 1%), enquanto Renan Hallais (Missão), registrou 1% (antes, não havia pontuado). Professora Camila (UP), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) não pontuaram. Brancos, nulos e pessoas que não devem votar permanece em 4%, enquanto indecisos foram 3% (antes, eram 2%).

Nos votos válidos, Raquel Lyra ficou com 50% (antes, 51%), enquanto João Campos marcou 47% (antes, tinha 46%). Ivan Moraes somou 2% (antes, 1%) e Renan Hallais se manteve com 1% do total.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-06822/2026. Foram ouvidas 1.204 pessoas entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%


Veja os números do 1º turno:

Raquel Lyra (PSD): 46% (eram 48% em 24 de setembro);
João Campos (PSB): 44% (eram 44%);
Ivan Moraes (PSOL): 2% (era 1%);
Renan Hallais (Missão): 1% (era 1%);
Professora Camila (UP): 0% (era 1%);
Victor Assis (PCO): 0% (era 0%);
Guilherme Fonseca (PSTU): 0% (era 0%);
Branco/nulo/nenhum: 4% (eram 4%);
Indecisos: 3% (eram 2%).


Fotografia de:Sandy James/DP Foto

Lombadas eletrônicas da BR-232 serão desligadas durante o fim de semana das eleições


As lombadas eletrônicas da BR-232, no trecho entre Recife e Caruaru, até o entroncamento com a BR-104, serão temporariamente desligadas durante o fim de semana das eleições 2026. A medida integra a operação especial de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE).

O desligamento temporário começa às 5h do sábado e segue até às 5h da segunda-feira. Ao longo do trecho, o DER-PE também posicionará Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) para orientar os condutores e reforçar as mensagens de segurança viária.

A desativação temporária da fiscalização eletrônica não altera os limites de velocidade regulamentados. O departamento orienta os motoristas a respeitarem a sinalização e manterem velocidade compatível com as condições da via.

“Essa iniciativa foi planejada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal para melhorar a fluidez do trânsito durante o fim de semana das eleições. Vamos reforçar as orientações aos motoristas, que devem respeitar os limites de velocidade e dirigir com prudência”, disse André Fonseca, presidente do DER-PE.


Fotografia de: Reprodução

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

TRE-PE traz dicas para atualizar ou instalar o e-Título para as eleições 2026


Quem já possui o e-Título instalado no celular há algum tempo deve ficar atento à atualização do aplicativo para as Eleições 2026. A orientação da Justiça Eleitoral é reemitir o e-Título, baixando a versão atualizada da ferramenta. 

A atualização permite que eleitoras e eleitores tenham acesso às novas funcionalidades e aos serviços disponíveis na versão mais recente do aplicativo. Por isso, mesmo quem já utiliza o e-Título deve verificar se está com a versão atualizada. 

Novas funcionalidades 
A nova versão do e-Título reúne diferentes serviços da Justiça Eleitoral em um único ambiente. Entre as funcionalidades, estão o acompanhamento de requerimentos feitos pelo Título Net, a emissão de certidão de filiação partidária e a geração de código de autenticação para acesso a sistemas parceiros da Justiça Eleitoral. 

O aplicativo também permite o pagamento de débitos eleitorais por Pix ou cartão de crédito, por meio do PagTesouro. A ferramenta conta ainda com o módulo Boletim na Mão e com a possibilidade de validar a autenticidade de documentos por meio de QR Code. 

Atualização 
O e-Título é gratuito e está disponível nas lojas de aplicativos para celulares com sistemas Android e iOS. A recomendação é que a atualização seja feita com antecedência, antes dos dias de votação. 

O e-Título permite consultar o local de votação, emitir certidões eleitorais, justificar a ausência às urnas e consultar débitos eleitorais, entre outros serviços da Justiça Eleitoral. 

Nas Eleições 2026, o primeiro turno será realizado em 4 de outubro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 25 de outubro. 


Fotografia de: Reprodução

Mudanças na emissão e no controle de receitas médicas entram em vigor


A partir desta quarta-feira (30), o Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passa a disponibilizar funcionalidades específicas para a emissão e o controle eletrônico de receitas médicas.

Em nota, a Anvisa destacou que a mudança não significa o fim das receitas em papel nem a obrigatoriedade de emissão eletrônica. A nova etapa, segundo a agência, apenas amplia as possibilidades disponíveis para prescritores, sistemas de prescrição, farmácias e drogarias.

Ainda de acordo com a Anvisa, a adoção das funcionalidades eletrônicas será gradual, conforme a preparação de cada setor e os prazos previstos para cada tipo de receita.

Novidades

Entre as principais novidades está a possibilidade de emissão eletrônica das notificações de receita, como as de cor azul e amarela, que, até então, eram emitidas somente em papel.

A nova etapa também amplia o controle eletrônico de outros tipos de receitas, como as receitas de controle especial e as receitas sujeitas à retenção, incluindo as de antimicrobianos e agonistas de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

“As receitas em papel continuam válidas e seguem sendo utilizadas, de acordo com as regras aplicáveis a cada tipo de receita”, reforçou a Anvisa.

Entenda
O Sistema Nacional de Controle de Receituários foi criado pela Anvisa com o objetivo de centralizar a gestão e ampliar a fiscalização de receitas utilizadas na prescrição de medicamentos sujeitos a controle especial.

O sistema entrou em funcionamento em julho de 2024, inicialmente para apoiar as vigilâncias sanitárias na concessão e no controle das numerações.

Com o SNCR, a numeração das notificações de receita passou a ser gerenciada em uma base nacional. As vigilâncias sanitárias, entretanto, permanecem responsáveis pela concessão e pelo controle das numerações – agora, com o apoio do sistema nacional.

O que muda
A partir de 30 de setembro, uma nova via de emissão passa a estar disponível: a emissão eletrônica integrada ao SNCR.

As notificações de receita podem ser emitidas eletronicamente, de acordo com os modelos e as regras definidos pela Anvisa. Estão contempladas notificações de receita A, B e B2, além das destinadas a retinoides de uso sistêmico e à talidomida.

“Os modelos eletrônicos são específicos para uso em sistemas de prescrição integrados ao SNCR e são diferentes dos modelos destinados à impressão”, destacou a agência.

Transição de receitas brancas

A implantação das funcionalidades eletrônicas será gradual. No caso das receitas de controle especial e das receitas sujeitas à retenção, chamadas de receitas brancas, haverá um período de transição para integração ao SNCR.

Até 29 de outubro, poderão coexistir:
  • receitas em papel;
  • receitas brancas eletrônicas sem integração ao SNCR;
  • receitas brancas eletrônicas integradas ao SNCR.
“A emissão eletrônica continua sendo uma possibilidade. Os serviços poderão adotar a nova via à medida que estiverem preparados”, detalhou a Anvisa.

Já a partir de 30 de outubro, quando uma receita branca for emitida eletronicamente, ela deverá estar integrada ao SNCR. “Isso não significa que a emissão eletrônica se torna obrigatória. As receitas em papel continuam sendo uma opção, conforme as regras aplicáveis”.

De acordo com a agência, a lógica é permitir uma adaptação gradual dos diferentes setores, sem substituir de imediato uma via pela outra.

Para quem prescreve

Ainda de acordo com a Anvisa, os profissionais continuarão utilizando seus sistemas de prescrição eletrônica, que deverão se integrar ao SNCR para utilizar os serviços necessários à emissão dos receituários eletrônicos.

No caso das notificações de receita, a solicitação da numeração à vigilância sanitária local continua sendo necessária, lembrando que as numerações destinadas às receitas eletrônicas são diferentes das destinadas às receitas físicas.

“Depois de disponibilizada a numeração pela vigilância sanitária, o sistema de prescrição se comunica com o SNCR para emitir a receita eletrônica, de acordo com o modelo e as regras aplicáveis”, informou a agência.

O profissional não precisa acessar diretamente o SNCR para emitir a receita. "A comunicação com o sistema será feita pelo serviço de prescrição eletrônica. A Anvisa já disponibilizou a documentação técnica da API e ambiente de treinamento para que desenvolvedores e empresas possam adaptar e testar seus sistemas.”

Como ficam farmácias e drogarias

Ao receber uma receita eletrônica, o estabelecimento poderá consultar as informações no SNCR e utilizar as funcionalidades disponíveis para:
  • verificar a autenticidade da numeração;
  • confirmar os dados do prescritor;
  • registrar a utilização da receita.
O registro da utilização permite acompanhar o uso da receita e contribui para evitar a reutilização da mesma numeração.

Nos modelos eletrônicos de notificação de receita, o QR Code também permitirá consultar as informações no SNCR e facilitar a verificação da numeração e o registro de utilização.


Fotografia de: Raffa Neddermeyer

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Brasil cria 165,8 mil postos de trabalho em agosto, aponta Caged


Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 165.827 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em agosto. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 183,1% maior em relação a julho, quando o país criou 58.568 empregos.

A criação de empregos subiu 7,2% em comparação a agosto do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 154.683 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de agosto desde 2020, no entanto, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

Acumulado
De janeiro a agosto, o Caged registrou queda de 25,2% no acumulado de vagas formais:

•    1.134.033 (oito meses de 2026);

•    1.516.881 (oito meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores
Na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em agosto.

•    Serviços: +110.346 postos;

•    Construção civil: +20.848;

•    Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +16.613;

•    Comércio: +16.565;

•    Agropecuária: +1.452;

Tradicionalmente, o mês de agosto é fraco para a agropecuária, por causa do início de plantio. No entanto, marca o pico da atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de educação, com a abertura de 25.416 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 19.142 vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 16.819 postos.

Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para construção, que abriu 8.415 empregos formais. Em segundo, vêm as obras de infraestrutura, com 7.396 postos.

Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 10.171 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.311) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.845).

Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em agosto.

•    Sudeste: +73.167 postos;

•    Nordeste: +59.356;

•    Norte: +13.603;

•    Sul: +10.850;

•    Centro-Oeste: +8.699.

Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428).

As unidades da Federação que eliminaram empregos formais em agosto foram Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. Em Rondônia, estão relacionadas à indústria alimentícia. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.

Salário médio de admissão
O salário médio real de admissão em agosto totalizou R$ 2.410,74. Isso representa:

•    redução de R$ 0,74 (-0,03%) em relação a julho (R$ 2.411,48);

•    aumento de R$ 24,31 (+1,02%) em relação a agosto de 2025 (R$ 2.386,43).

Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou agosto em 48.244.696, alta de 1% em relação a julho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.


Fotografia de: José Paulo Lacerda/CNI/Direitos reservados

Quaest: Raquel Lyra e João Campos empatam em 42% no primeiro turno


A cinco dias para a eleição, a nova pequisa da Quaest, divulgada no final da tarde desta terça-feira (29), mostra Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) numericamente empatados em 42%, no levantamento estimulado, quando os candidatos são apresentados aos entrevistados. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada dia 23 deste mês, a pessedista tinha 41% e o socialista 39%.

Ivan Moraes (PSOL) mantém 1%. Renan Hallais (Missão), Professora Camila (UP), Guilherme Fonseca (PSTU) e Victor Assis (PCO) não pontuaram. Os indecisos registram 10%, antes eram 12%. Brancos/nulos/não vão votar sobem um ponto e anotam 5%.

A Quaest foi contratadas pela Globo e entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, de 25 a 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00324/2026.

Segundo turno

O estudo também simula o 2º turno. João Campos tem 44% (antes 41%) e Raquel Lyra mostra 44% (antes 43%). Indecisos são 7% (antes 10%), enquanto brancos/nulos/nenhum recuam para 5% (antes 6%).


Fotografia de: Reprodução/Youtube

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

João Campos aparece na frente de Raquel Lyra em nova pesquisa eleitoral


O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) assumiu a liderança na disputa ao governo de Pernambuco, aponta a pesquisa RealTime, divulgada nesta segunda-feira (28). Apesar do empate com a governadora Raquel Lyra (PSD) dentro da margem de erro, o líder do PSB abriu uma leve vantagem para a adversária.

No 1º turno, João Campos atingiu 45% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra aparece na cola, com 43%. Já os candidatos Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) marcaram 2%, ambos. Indecisos representam 3% dos entrevistados e outros 4% indicaram voto branco ou nulo.

No 2º turno, Raquel diminuiu a distância para João, mas ainda aparece atrás do candidato. Neste cenário, o levantamento aponta que João Campos seria eleito com 46% dos votos e Raquel Lyra alcançaria 45% das urnas. Indecisos correspondem a 5%, enquanto brancos e nulos alcançam 4% das intenções.

A pesquisa RealTime/Big Data ouviu 1,6 mil eleitores entre entre os dias 23 e 26 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.


Fotografia de: Júlio Gomes/Arquivo

sábado, 26 de setembro de 2026

Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a liberação irrestrita do acesso à internet móvel durante as eleições pode provocar picos de tráfego capazes de interromper a conectividade em aparelhos celulares, em especial na proximidade de zonas eleitorais.

Na quinta-feira (24), Zanin havia dado 48 horas para a Anatel apresentar um parecer sobre um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Partido Verde (PV) para que a internet móvel seja liberada em todo o país nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada turno de votação.

Entre os principais argumentos do pedido está o de que a limitação provocada por franquias pré-pagas gera uma desigualdade no acesso à informação por parte das camadas mais pobres da população.

Isso porque quando acaba o crédito, a velocidade da internet é drasticamente reduzida, ficando liberado apenas o tráfego em aplicativos patrocinados por empresas, como serviços de mensageria, por exemplo.

Para os autores da ação, isso favorece a desinformação nos dias que antecedem o pleito, uma vez que os eleitores não conseguem checar eventuais notícias falsas em fontes idôneas na internet.

Colapso
Para a Anatel, o argumento não condiz com a realidade. A agência frisou que o combate às chamadas fake news envolve desafios sociais e regulatórios que não passam pela questão da conectividade móvel.

A agência reforça que uma pesquisa feita pelo próprio órgão em 2025 constatou que 70% dos usuários de franquias móveis pré-pagas utilizam a internet por meio de conexões wi-fi fixas, seja em casa ou na rua, de modo a não gastar a franquia pré-paga.

Por outro lado, a Anatel apontou que, diferentemente das conexões fixas, que são em geral via cabos e podem ter a capacidade ampliada sem limite, as conexões móveis dependem de um espectro limitado de transmissão eletromagnética pelo ar.

Dessa maneira, liberar o tráfego em datas específicas pode levar os consumidores a intensificar exponencialmente o consumo naqueles dias, antecipando downloads e streamings, por exemplo. A agência alerta ser provável que isso leve a um congestionamento e à queda de sinal.

Esse cenário pode “levar a um colapso das redes de telecomunicações, dificultando ou impedindo que grande parte da população possa se comunicar adequadamente em período tão relevante para a democracia do país”, diagnosticou a Anatel.

O órgão também levantou uma série de outras questões técnicas e regulatórias que seriam obstáculos para a liberação da internet nos celulares, incluindo o argumento de que isso seria uma invasão da competência exclusiva da Anatel de reger as regras relativas às telecomunicações.

Antes de decidir sobre o pedido de liminar (decisão urgente e provisória), o ministro Cristiano Zanin deve receber o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o tema.

Eleições
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores deverão votar para os cargos de deputado federal, estadual ou distrital, governador, senador e presidente da República.

Caso necessário, o segundo turno deve ocorrer em 25 de outubro. A nova rodada de votação pode ocorrer somente na disputa para os cargos de governador e presidente, se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.


Fotografia de: Tânia Rêgo

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Após cinco meses, conta de luz voltará à bandeira verde em outubro


As contas de luz voltarão em outubro à bandeira verde, sem cobrança de tarifas adicionais, informou nesta sexta-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A bandeira tarifária voltará a vigorar após cinco meses de bandeira amarela, que tem custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo a Aneel, o retorno da bandeira verde se deve ao aumento no volume de chuvas, em especial nas regiões Sul e Sudeste, o que estabiliza o armazenamento nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

A agência reguladora explica que, por esse motivo, será possível reduzir o uso de fontes de energia mais caras, como as usinas termelétricas, à base de combustíveis.

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Conheça os valores das bandeiras tarifárias
  • bandeira verde: nenhum acréscimo;
  • bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • bandeira vermelha, no Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumidos; 
  • bandeira vermelha, no Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumidos.

Fotografia de: Tânia Rêgo

Caruaru, Garanhuns e mais 46 municípios do interior de PE mudam locais de votação; saiba onde votar


Eleitores de Caruaru, Garanhuns e outros 46 municípios do interior de Pernambuco terão mudanças nos locais de votação nas Eleições 2026. No total, 771 seções eleitorais de 90 municípios do estado funcionarão em endereços diferentes dos utilizados nas eleições de 2024, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Entre os municípios do interior com alterações estão Gravatá, com 23 seções; Cortês, com 19; Garanhuns, com 14; Caruaru e Jatobá, com 13 cada; e Jucati, Panelas e Toritama, com 11 cada. A lista completa também inclui cidades do Agreste, Sertão, Zona da Mata e outras regiões do estado.

A relação divulgada pelo TRE-PE permite consultar, seção por seção, o endereço utilizado em 2024, o novo local de votação e o tipo de alteração. A lista completa das seções eleitorais com mudanças foi divulgada na internet.

Confira a quantidade de seções eleitorais alteradas em cada município:
  • Afogados da Ingazeira - 1
  • Água Preta - 7
  • Arcoverde - 3
  • Belo Jardim - 3
  • Bezerros - 2
  • Bom Conselho - 1
  • Brejão - 6
  • Brejo da Madre de Deus - 7
  • Brejinho - 2
  • Camocim de São Félix - 2
  • Caruaru - 13
  • Cortês - 19
  • Cupira - 5
  • Custódia - 1
  • Floresta - 7
  • Gameleira - 3
  • Garanhuns - 14
  • Gravatá - 23
  • Inajá - 5
  • Ingazeira - 4
  • Itaíba - 7
  • Jataúba - 1
  • Jatobá - 13
  • Jucati - 11
  • Jupi - 7
  • Manari - 7
  • Palmares - 5
  • Panelas - 11
  • Passira - 5
  • Riacho das Almas - 2
  • Saloá - 1
  • Santa Cruz do Capibaribe - 6
  • Santa Maria do Cambucá - 10
  • São Benedito do Sul - 4
  • São Bento do Una - 1
  • São Caitano - 4
  • São Joaquim do Monte - 4
  • São José do Egito - 8
  • Sertânia - 2
  • Solidão - 1
  • Tabira - 6
  • Tacaratu - 3
  • Toritama - 11
  • Tupanatinga - 5
  • Tuparetama - 5
  • Venturosa - 10
  • Vertente do Lério - 2
  • Xexéu - 7
As alterações não são todas iguais. Em alguns casos, a mudança é permanente, porque a seção foi transferida para outro endereço ou incorporada a outra seção. Também há mudanças que valem somente para as eleições deste ano, quando a votação acontecerá em um endereço provisório.

De acordo com o TRE-PE, a distribuição dos eleitores foi feita buscando manter as novas unidades próximas dos locais onde as seções funcionavam anteriormente.

Como consultar
O eleitor pode consultar o endereço atualizado pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no site da Justiça Eleitoral. Outra opção é entrar em contato com o TRE-PE pelo telefone ou WhatsApp (81) 3194-9400.

Para fazer a consulta, é possível informar o nome, CPF ou número do título de eleitor. Também é possível procurar a própria seção na lista divulgada pelo TRE-PE, usando os números da zona e da seção que aparecem no título de eleitor.

O TRE-PE orienta que eleitoras e eleitores façam a consulta antecipadamente e não considerem automaticamente que votarão no mesmo endereço das últimas eleições. Mudanças também podem ocorrer por questões imprevisíveis.

Quem ainda não tem o e-Título deve baixar e instalar o aplicativo com antecedência para evitar imprevistos no dia da eleição.

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado no domingo, 4 de outubro, das 8h às 17h, no horário de Brasília.


Fotografia de: Reprodução

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Campanha alerta que eleitores terão dois votos para o Senado em 2026


Nas eleições de 2026, cada eleitor terá dois votos para o Senado Federal. A regra ainda é desconhecida por grande parte da população: segundo pesquisa Genial/Quaest, apenas 34% dos brasileiros sabem que poderão escolher dois candidatos para o cargo. Os outros 66% indicaram outra quantidade de votos ou disseram não saber responder.

O levantamento foi realizado entre 31 de julho e 3 de agosto e ouviu presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06591/2026 e BR-07661/2026.

Os dados são usados como ponto de partida para a campanha ‘Voto pro Senado’, iniciativa cívica e apartidária do Instituto Update. A proposta é explicar a votação para o cargo e chamar a atenção para o chamado abandono do voto para o Senado.

Como será a votação
Em 2026, serão escolhidos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal. Com isso, 54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas. Os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos.

Na urna, o eleitor fará dois votos para o Senado, em momentos diferentes. As escolhas devem ser para candidatos diferentes. Caso a mesma pessoa seja escolhida nas duas oportunidades, o segundo voto será considerado nulo, conforme as regras definidas pelo TSE.

O Senado tem 81 parlamentares, três por estado e pelo Distrito Federal, com mandatos de oito anos. Entre as atribuições dos senadores estão elaborar e votar leis, fiscalizar o Poder Executivo e exercer competências exclusivas, como aprovar determinadas autoridades indicadas pelo governo e processar e julgar o presidente da República em crimes de responsabilidade.

Para Carolina Althaller, diretora executiva do Instituto Update, conhecer as atribuições do Senado ajuda o eleitor a compreender a importância das duas escolhas.

“São decisões que mexem com a economia, com as instituições e com a fiscalização do próprio governo. Quando o eleitor entende o que está em jogo, fica mais fácil avaliar as candidaturas e dar o peso certo aos dois votos que vai ter neste ano”, declara.

Mulheres e pessoas de menor renda sabem menos
A pesquisa também identificou diferenças no acesso à informação sobre a votação. Entre as mulheres entrevistadas, 28% disseram saber que terão dois votos para o Senado. Entre os homens, o percentual foi de 40%.

A diferença também aparece conforme a renda e a escolaridade. Entre pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos, 26% sabem da regra. O índice chega a 45% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.

Em relação à escolaridade, 25% dos entrevistados com ensino fundamental sabem que terão dois votos. Entre quem possui ensino superior, o percentual chega a 46%.

Para Carolina, a diferença também representa uma desigualdade no acesso às informações necessárias para a votação. “As mulheres vivem as políticas públicas na prática e estão muito próximas de seus efeitos no cotidiano, seja no cuidado com a família, na saúde, na educação ou no acesso aos serviços públicos. Quando a informação sobre a votação para o Senado não chega até elas, existe uma desigualdade no acesso ao exercício pleno do voto“, afirma.

Abandono do voto
A campanha também chama atenção para o chamado abandono do voto para o Senado, situação em que o eleitor comparece às urnas e vota para outros cargos, mas não registra um voto válido para senador.

Em 2018, quando também estavam em disputa duas vagas para o Senado em cada estado, foram registrados 63,3 milhões de votos brancos e nulos para o cargo, segundo dados do TSE citados pela campanha. Em 2022, quando apenas uma vaga estava em disputa por estado, foram 23 milhões.

Campanha
Com a mensagem “são dois votos”, a campanha Voto pro Senado começou a divulgar conteúdos nas redes sociais e em seu site. A estratégia prevê vídeos, spots de rádio e peças de mídia exterior em diferentes estados.

O conteúdo será ampliado até o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro de 2026.


Fotografia de: Marcelo Camargo/Agência Brasil

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

No 1º turno de PE, Raquel tem 41% e João Campos, 39%, aponta Quaest


A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto João Campos (PSB) registra 39%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 23. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos porcentuais.

Na comparação com o levantamento de 8 de setembro, Raquel oscilou de 43% para 41%, enquanto João Campos passou de 37% para 39%. Com isso, a diferença entre os dois passou de seis para dois pontos porcentuais.

Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) registram 1% cada. Professora Camila (UP), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) não pontuaram. Os indecisos somam 12% e brancos, nulos ou os que dizem que não vão votar, 6%.

Segundo turno
Em um eventual segundo turno, Raquel Lyra tem 43% das intenções de voto e João Campos, 41%. Os dois também estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Na rodada anterior, Raquel registrava 45% e João, 39%. Os indecisos permanecem em 10% e brancos, nulos ou nenhum, em 6%.

A Quaest ouviu 1.302 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro. O levantamento foi encomendado pela Globo. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-05671/2026.


Fotografia de: Júlio Gomes/Arquivo

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027


O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, de 2,5% para 2,3%. As novas projeções constam do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta terça-feira (22).

Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente os efeitos dos juros ainda restritivos sobre a atividade econômica, com impacto mais acentuado nos setores de serviços e indústria. A equipe econômica também passou a considerar uma trajetória de flexibilização monetária "marginalmente mais gradual do que o previsto" anteriormente.

Inflação em 4,9%
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 5,1% para 4,9%. Apesar da melhora, a estimativa continua acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.

A meta contínua estabelecida para o país é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite superior, portanto, é de 4,5%.

Segundo a SPE, a revisão incorpora os resultados do IPCA até julho, que ficaram parcialmente abaixo do previsto anteriormente, principalmente no caso dos preços de alimentos consumidos nos domicílios e, em menor medida, dos serviços.

A Fazenda também citou a melhora das expectativas de inflação e a manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em nível contracionista, que desestimula a atividade econômica.

"A revisão também incorpora a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026", ressaltou a SPE no relatório.

Serviços e indústria
A revisão do crescimento para 2026 foi concentrada principalmente nos setores mais sensíveis às condições de crédito e à demanda doméstica.

As novas estimativas são:
  • Serviços: de 2,4% para 1,8%;
  • Indústria: de 2,1% para 1,7%;
  • Agropecuária: de 1,8% para 2,8%.
A melhora esperada para a agropecuária compensou apenas parcialmente a piora nas projeções para serviços e indústria.

No caso dos serviços, a Fazenda atribui a revisão ao "carrego mais fraco deixado pelo primeiro semestre" e à transmissão, com defasagem, da política monetária sobre a demanda doméstica.

O endividamento das famílias também aparece como fator de restrição ao consumo. Segundo o boletim, embora o endividamento permaneça estável em relação à renda, o comprometimento com o pagamento das dívidas atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre.

"O comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, o que limita a conversão do avanço da massa de rendimentos em consumo", destacou o relatório.

Pressão sobre 2027
Para o próximo ano, o cenário traçado pela Fazenda combina crescimento econômico menor e inflação mais alta em relação às estimativas anteriores.

As projeções passaram a ser:
  • PIB: de 2,5% para 2,3%;
  • IPCA: de 3,6% para 3,8%.
A elevação da previsão de inflação é atribuída, entre outros fatores, aos possíveis efeitos de um El Niño mais intenso sobre a produção agrícola.

O fenômeno climático pode afetar inicialmente os preços de grãos e, posteriormente, exercer pressão sobre outros alimentos, incluindo carnes.

"A projeção para 2027 foi revisada para cima em razão dos efeitos de primeira ordem do El Niño sobre a produção de grãos e de segunda ordem sobre os preços das carnes", informou a SPE.

Juros e recuperação
A Fazenda também revisou a avaliação sobre o ritmo de transmissão da política monetária para a economia. A expectativa é que os efeitos de eventuais cortes da Selic apareçam gradualmente no crédito, no consumo e nos investimentos.

De acordo com o boletim, a redução dos juros tende a beneficiar setores mais sensíveis ao ciclo econômico.

"A queda da Selic iniciada em 2026 transmite-se gradualmente ao crédito e à demanda doméstica, estimulando a indústria de transformação, a construção e os serviços mais cíclicos", destacou o documento.

A secretaria também prevê efeitos positivos sobre o investimento à medida que o custo de capital for diminuindo.

Riscos no cenário
Além do comportamento dos juros e da inflação, o documento aponta fatores externos e climáticos que podem alterar as projeções.

Entre os principais pontos de atenção estão:
  • efeitos do El Niño sobre a produção e os preços de alimentos;
  • comportamento do preço do petróleo;
  • condições do crédito para famílias e empresas;
  • ritmo de recuperação da demanda doméstica;
  • desempenho das exportações e da indústria extrativa.
A SPE também destacou que conflitos internacionais podem elevar a volatilidade dos preços de energia e gerar efeitos sobre outras cadeias produtivas.

Parâmetros para o Orçamento
O Boletim Macrofiscal é divulgado periodicamente pela Secretaria de Política Econômica e reúne as principais projeções macroeconômicas utilizadas pelo governo na elaboração e atualização do Orçamento da União. Os números orientarão a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, a ser divulgado na próxima quinta-feira (24) pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

O documento apresenta estimativas para indicadores como PIB, IPCA e Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e serve como referência para o planejamento das contas públicas.

As revisões permitem à equipe econômica atualizar os parâmetros utilizados nas projeções de receitas, despesas e demais componentes do planejamento fiscal conforme a evolução do cenário econômico.


Fotografia de: Marcelo Camargo

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