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terça-feira, 10 de março de 2026

Conectividade avança e 95,9% das escolas públicas de PE têm acesso à internet, aponta Censo


Pernambuco está próximo de universalizar o acesso à internet nas escolas públicas de educação básica. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que 95,9% das unidades de ensino infantil, fundamental e médio do estado estão conectadas à rede.

O índice representa um avanço de 52,3 pontos percentuais em relação a 2015, quando apenas 43,6% das instituições tinham acesso à internet. O resultado também supera a média nacional registrada neste ano, de 93,1%.

Nas áreas urbanas, o acesso à internet nas escolas públicas pernambucanas já é praticamente universal. O percentual passou de 79,4% em 2015 para 99% em 2025, crescimento de 19,6 pontos percentuais. Nas zonas rurais, o avanço foi mais expressivo: saiu de 18,2% para 92,4% no mesmo período, aumento de 74,2 pontos percentuais.

O crescimento também aparece em modalidades específicas de ensino. Nas escolas de educação especial, o acesso à internet passou de 63,2% em 2015 para 97,3% em 2025, um salto de 34,2 pontos percentuais. Entre as escolas indígenas, o índice cresceu de 10,5% para 91,2%, avanço de 80,7 pontos percentuais. Já nas escolas quilombolas, o percentual saiu de 26,7% para 94,7%, aumento de 67,9 pontos percentuais.

Quando considerado o uso da internet diretamente nas atividades de ensino e aprendizagem, o crescimento também foi significativo. Entre 2019 e 2025, o percentual de escolas públicas do estado com internet disponível para fins pedagógicos passou de 30,3% para 77,3%, crescimento de 47 pontos percentuais.

Outro indicador relacionado à inclusão digital é a disponibilidade de computadores para estudantes. O número de escolas públicas com desktops ou laptops para uso dos alunos passou de 42,2% em 2015 para 59,3% em 2025, aumento de 17,1 pontos percentuais.

Os dados dialogam com políticas federais voltadas à ampliação da conectividade nas escolas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) reúne ações para expandir o acesso à internet de qualidade, melhorar a infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e incentivar o uso pedagógico das tecnologias digitais. Entre 2023 e 2025, aproximadamente R$ 3 bilhões foram destinados a ações de conectividade em escolas estaduais e municipais, em parceria com estados e municípios.

“Nós queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, para auxiliar a aprendizagem do aluno e ser elemento complementar do professor. Há um esforço do governo de garantir 100% da conectividade para fins pedagógicos das escolas”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Segundo o ministro, a meta é garantir que a conexão chegue de fato às salas de aula.

“O censo apresenta a conectividade em geral, mas ela pode ser para a sala do professor, para o diretor, para a área administrativa. O que queremos é que o professor possa transmitir um vídeo em sala. E é por isso que criamos a Estratégia de Conectividade de Escolas, e passamos de 45% em 2023 para 70% este ano”, completou.

Realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Censo Escolar reúne informações de cerca de 178,8 mil escolas de educação básica no país. A divulgação dos dados de 2025 ocorreu em 26 de fevereiro de 2026.

Os indicadores servem de base para formulação e avaliação de políticas públicas educacionais, além de orientar programas do Ministério da Educação junto a estados e municípios.

As informações também subsidiam o cálculo de indicadores como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e influenciam o repasse de recursos federais, como os do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Além do Censo Escolar, o Ministério da Educação utiliza o Indicador Escolas Conectadas (INEC) para avaliar se a internet disponível atende às condições necessárias para o uso pedagógico.

O indicador considera critérios como velocidade da conexão, presença de Wi-Fi nos ambientes escolares e infraestrutura elétrica adequada, além de integrar medições técnicas e informações fornecidas pelos gestores escolares.


Com Imagem de: Kayo Sousa/MCom

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