Em um cenário nacional de desaceleração na criação de vagas formais, as micro e pequenas empresas (MPEs) de Pernambuco emergiram como o principal motor da empregabilidade no estado no ano de 2025. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Sebrae, revelam que as MPEs pernambucanas encerraram o ano com um saldo positivo de 52.538 empregos, registrando um crescimento de 3,45% frente a 2024.
As médias e grandes empresas (MGEs) também contribuíram para o mercado de trabalho local, com um saldo de 16.403 postos. No entanto, o protagonismo foi inequívoco dos pequenos negócios: considerando apenas as vagas geradas por empresas, as MPEs foram responsáveis por 76,2% do saldo positivo total de Pernambuco.
Este desempenho estadual contrasta fortemente com a tendência nacional. No Brasil, embora mantido positivo, o ritmo de geração de empregos desacelerou em ambos os portes. Entre as MPEs, a criação de vagas caiu 15,9% na comparação anual. Já nas médias e grandes empresas, a retração foi de 58,8%.
Para Sylvia Siqueira, Líder de Inteligência de Mercado do Sebrae-PE, os números pernambucanos demonstram resiliência. “Os dados mostram que Pernambuco conseguiu ampliar o mercado de trabalho, mesmo em um contexto nacional de desaceleração. Esse resultado indica maior resiliência dos pequenos negócios no estado e uma relevante contribuição deste grupo para reduzir a taxa de desocupação”, analisa a economista.
Ademais, o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, reforça a importância estratégica do segmento. “Quando as micro e pequenas empresas crescem, o emprego se espalha pelos territórios. Esse resultado mostra que investir no fortalecimento dos pequenos negócios é investir em desenvolvimento econômico local”, destacou através de nota da assessoria.
Setores e municípios em destaque
A construção civil liderou a criação de empregos entre as MPEs, com destaque para a atividade de construção de edifícios, que gerou 5.659 admissões líquidas. Na sequência, aparecem os serviços combinados de escritório e apoio administrativo (2.849) e as obras de montagem industrial (2.599).
Geograficamente, Recife concentrou sozinha 27,2% das novas vagas das MPEs, respondendo por uma a cada quatro contratações formais do segmento no estado, com um saldo de 14,3 mil empregos. Os municípios com população entre 100 mil e 900 mil habitantes foram, coletivamente, os que mais geraram oportunidades, respondendo por 42% do total.
Após Recife, os municípios que mais criaram empregos através dos pequenos negócios foram: Cabo de Santo Agostinho (4,5 mil), Caruaru (3,5 mil), Jaboatão dos Guararapes (3 mil) e Goiana (2,4 mil). Por fim, completam a lista Petrolina (2,3 mil), Ipojuca (2,1 mil), Garanhuns (1,3 mil), Olinda (1,2 mil) e Paulista (1 mil).
Com Imagem de: Freepik




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