O deputado Federal Mendonça Filho (DEM-PE) assumiu nesta terça-feira (04) a liderança da bancada do seu partido na câmara dos deputados no lugar do seu colega, Ronaldo Caiado que estava na vaga do ex-deputado ACM Neto, que foi ser prefeito de Salvador. Mendonça que é o único deputado representante de Belo Jardim, está na vida pública desde 1986 e seguindo os passos do seu pai, José Mendonça, falecido em 2011, exerce o seu segundo mandato federal, ainda foi deputado estadual, secretário de agricultura, vice-governador por mais de três anos e governador do estado por nove meses.
Após assumir a bancada, Mendonça Filho, que também comanda o DEM em Pernambuco, afirmou que irá continuar a oposição do partido ao governo Dilma (PT), buscando um congresso com mais independência e procurando votar projetos que realmente sejam de interesse da sociedade brasileira.
“O nosso principal desafio é colocar em discussão a pauta que interessa a sociedade. Assuntos como o marco civil da internet, a PEC 300 (piso para policiais e bombeiros) e o piso nacional dos agentes comunitários de saúde. Além disso, há o que diz respeito à multa adicional de 10% sobre o fundo de garantia que não beneficia as empresas e tampouco os trabalhadores e que só tem como objetivo aumentar a arrecadação do poder Executivo. Vamos lutar para derrubar essa medida que já deveria ter deixado de existir”, disse Mendonça, sobre o projeto de lei complementar que direciona os recursos da multa adicional de 10% do FGTS para o programa Minha Casa Minha Vida. Multa esta que foi derrubada pelo Congresso e a presidente Dilma fez o veto de forma integral do projeto que extinguia a cobrança.
“A tarefa de um líder de oposição é cobrar o cumprimento dos compromissos do Executivo, fiscalizar dentro do espaço democrático aqui do parlamento. Isso foi muito bem conduzido pelos líderes que me antecederam, o Caiado e o ACM Neto. Vamos continuar nessa linha de conduta, de defesa da sociedade e de apoio em favor de um Executivo que respeite o parlamento e ao mesmo tempo traga para a discussão aqui no Congresso temas que interessem a sociedade. Não dá para viver numa política do conchavo, da conveniência e que visa tão somente à eleição em si”, acrescenta o novo líder do Democratas.
Com informações.



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