Um estudo da organização Oxfam Brasil coloca em debate público uma realidade enfrentada pelos trabalhadores rurais e a jornada de trabalho no campo. A pesquisa “Entre o tempo de trabalho e o tempo de vida” mostra que trabalhadores ultrapassam o limite de horas permitida por lei de 44 horas semanais, levando à jornadas exaustivas. O deslocamento feito por eles, que pode chegar até quatros horas, demonstra outro tipo de agravamento dessa jornada.
O levantamento aponta que a escala 6×1 é mais utilizada nesse tipo de vínculo empregatício, principalmente na época de maior demanda, como plantio e colheita. No entanto, trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas, atuando por dias seguidos sem descanso apropriado. Junto a isso os funcionários são expostos a condições adversas, tendo que enfrentar exposição ao sol e agrotóxicos utilizados no campo, sem a devida proteção.
Outros pontos abordados, seria a de mão de obras contratada de maneira informal, que faz com que fiquem de fora da proteção legal, em que são expostos a jornadas extensas e irregulares, submetidos a condições severas de trabalho.
A pesquisa também demostrou que as mulheres enfrentam condições desiguais, em que acumulam a jornada de trabalho remunerado e as funções doméstica, enfrentando o dobro de horas trabalhadas quando compradas aos homens.
A Oxfam defende que a classe dos trabalhadores rurais deve entrar na discursão sobre o fim escala 6×1 e redução de jornada. A organização afirma que a regulamentação desses casos impactaria positivamente grande parte da categoria, levando até mesmo a um aumento na produtividade na área, redução de faltas e menor rotatividade.
Com Imagem do: Freepik




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