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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

DEZ CONDENADOS NO MENSALÃO JÁ ESTÃO PRESOS NA POLÍCIA FEDERAL

Dez dos 12 condenados no mensalão que tiveram a prisão decretada nesta sexta-feira já estavam presos às 21h, sete deles em Belo Horizonte. O último a se apresentar à Polícia Federal foi o ex-executivo do Banco Rural José Roberto Salgado, que chegou à superintendência regional da Polícia Federal pouco antes das 22h (horário recifense). 

O empresário Marcos Valério, apontado como operador do esquema do mensalão, seus sócio Ramon Hollebarch e Cristiano Paz, Simone Ramalho, ex-funcionária das empresas do grupo, também se apresentaram em Minas Gerais, assim como a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello e o ex-deputado petista Romeu Queiroz. Em Brasília se apresentou o ex-assessor do PL, Jacinto Lamas, e em São Paulo o ex-presidente do PT, José Genoino, primeiro a se entregar, e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Hollebarch chegou às 21h na sede da PF em BH. Dez minutos antes o empresário Marcos Valério já havia se apresentado. O principal operador do mensalão deixou a fazenda onde mora em Caetanópolos, Região Central de Minas, no fim da tarde, dirigindo o próprio carro.

De acordo com a PF, todos os presos serão transportados, em avião própria do órgão, para Brasília. O transferência deverá ser feita no domingo. Posteriormente, cada condenado poderá pedir pra cumprir a pena na cidade onde mora.

Ao todo, 16 réus tiveram o processo registrado com trânsito em julgado no começo da tarde desta sexta-feira pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. Com isso, todos podem ter determinada a execução imediata das penas. 

Foram expedidos 12 mandados de prisão, que chegaram à sede da PF em Brasília por volta das 16h10. O diretor-geral do órgão, Leandro Daiello, anunciou que iria acompanhar pessoalmente a operação das prisões. Ele recebeu ordem direta do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para acompanhar o cumprimento dos mandados e garantir que não sejam usadas algemas para efetivar as prisões, conforme estabelece a lei que prevê uso do objeto apenas quando há resistência física ou ameaça à integridade física de terceiros.

Informa o PERNAMBUCO.com

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