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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, aponta prévia da FGV


A economia brasileira cresceu 2,2% em 2025, na comparação com 2024, estimou a pesquisa Monitor do PIB, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). 

A pesquisa reúne dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária e é considerada uma prévia do produto interno bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país.

O resultado de 2025 representa o quinto ano seguido de alta, mesmo com perda de ritmo nos últimos meses. Em 2024, o avanço tinha sido de 3,4%.

Em dezembro, o PIB teve variação nula (0%) na comparação com novembro, e, no quarto trimestre, também ficou estável em relação ao terceiro.

Setores
Ao detalhar o comportamento setorial da economia, o Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 1,5% em 2025.

A chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que reflete o nível de investimento da economia, como compras de máquinas e equipamentos, teve expansão de 3,6% no ano.

No comércio exterior, as exportações avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações, 5,1%.

O estudo estima que a taxa de investimento da economia foi de 17,1%, a maior dos últimos três anos.

Recordes
De acordo com a FGV, em termos monetários, o PIB brasileiro em valores correntes atingiu R$ 12,63 trilhões, o maior valor da série histórica.

Já o PIB per capita ─ valor do PIB dividido pelo tamanho da população do país ─ alcançou R$ 59.182, também um patamar recorde.

Análise
De acordo com a coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre, a economista Juliana Trece, os juros altos foram um dos motivos que levaram à perda de força no crescimento da economia em 2025.

“Nota-se evidente perda de fôlego do PIB ao longo de 2025, com a taxa, na série ajustada sazonalmente [ajuste que permite a comparação entre meses e trimestres imediatamente seguidos], tendo iniciado o ano com forte crescimento e terminado estável no quarto trimestre de 2025”.

Efeito dos juros
Juliana Trece assinala que 2025 foi “um ano de forte aperto monetário e imposição de tarifas ao Brasil”.

O aperto monetário se refere à alta taxa de juros. Em setembro de 2024, preocupado com a trajetória da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma escalada da taxa básica de juros da economia, a Selic, então em 10,5% ao ano, elevando-a até 15% em junho de 2025, assim permanecendo até os dias atuais.

A meta de inflação do governo é de 3% no acumulado de 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o número oficial da inflação, chegou a ficar 13 meses fora do intervalo de tolerância, o que inclui praticamente todo o ano de 2025.

A Selic influencia todas as demais taxas de juros do país e, quando elevada, age de forma restritiva na economia, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo.

O impacto esperado é a menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que a economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com o menor percentual já registrado na taxa de desemprego, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tarifaço
O outro efeito citado pela economista é o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciado em agosto de 2025. A aplicação de taxas adicionais sobre o Brasil levou à redução das vendas externas aos americanos.

O governo dos Estados Unidos afirma que a medida pretende proteger a economia americana, já que, com a taxação, o país tende a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior. Nesta sexta-feira, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a política tarifária de Trump.

Em novembro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calculou que 22% das exportações para os Estados Unidos estavam sujeitas às sobretaxas.

Resultado oficial
O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetros da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última quarta-feira (19), que indicou expansão de 2,5% em 2025. 

O resultado oficial do PIB é aferido e apresentado pelo IBGE. O comportamento de 2025 será divulgado no próximo dia 3 de março.


Com Imagem de: Reprodução

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Pernambuco tem expressiva redução de índices roubos, furtos e homicídios


O período de Carnaval 2026 em Pernambuco foi o mais seguro desde o início da série histórica do Estado, em 2004, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Defesa Social (SDS-PE), nesta quinta-feira (19). Entre os dias 12 e 17 de fevereiro – da quinta-feira de abertura das festas no Recife e em Olinda até a Terça-Feira-Gorda – houve reduções significativas nos principais índices de criminalidade em comparação com o mesmo recorte de 2025.

O destaque foi a queda de 51% nos roubos de celulares, que passaram de 1.922 registros no ano passado para 948 neste ano. Também houve retração de 40,1% nos roubos em geral, que saíram de 152 ocorrências em 2025 para 91 casos em 2026. Já os furtos diminuíram 16,8%, passando de 1.211 para 1.077 notificações.

No recorte de crimes violentos letais intencionais, o Estado registrou 57 homicídios, o menor número em 22 anos de série histórica. Em 2017, por exemplo, o Carnaval pernambucano contabilizou 114 mortes, enquanto em 2025 foram 60 casos – o que representa redução de 5% neste ano, segundo a SDS. 

Reforço na segurança e impacto econômico
Com investimento de R$ 12,3 milhões apenas pela SDS em ações operacionais, o Estado atribui o resultado ao reforço do efetivo – incluindo os chamados ‘laranjinhas’ – e à ampliação dos pontos de controle de acesso aos polos de folia. Segundo o governo, a estratégia contribuiu para barrar a entrada de armas e drogas, identificar foragidos e recuperar celulares subtraídos.

Ao todo, o Carnaval 2026 contou com investimento estadual de R$ 95,1 milhões em ações de segurança, saúde, turismo e cultura do Litoral ao Sertão. A gestão estadual estima que a festa tenha movimentado cerca de R$ 3,7 bilhões na economia pernambucana.


Com Imagem de: Miva Filho/Secom PE

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 3,95% este ano


A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 3,97% para 3,95% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta quarta-feira (18), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Pela sexta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do intervalo da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado fez o IPCA acumular alta de 4,44% em 2025, dentro da meta do CMN.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida na última reunião, no fim de janeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em comunicado, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica caia para 12,25% ao ano até o final de 2026, a mesma previsão do boletim Focus da semana passada. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permanece em 1,8%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE como estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para 3 de março.

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar.


Com Imagem de: Marcello Casal Jr

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Inmet: confira os 48 municípios de Pernambuco que estão em alerta de baixa umidade no Sertão


Três dias após emitir um alerta de chuva forte no Sertão de Pernambuco, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, nesta terça-feira (17), um aviso de baixa umidade em parte da região.

Segundo o Inmet, 48 municípios do Sertão de Pernambuco fazem parte de uma zona de baixa umidade, com grau de severidade de “Perigo Potencial”.

A classificação do Instituto é feita quando a umidade relativa do ar varia entre 30% e 20%, com baixo risco de incêndios florestais e à saúde.

O alerta foi emitido no final da manhã desta terça-feira e tem validade até as 10h desta quarta-feira.

Confira os 48 municípios pernambucanos sobe a ameaça de baixa umidade segundo o Inmet:

Afogados da Ingazeira

Afrânio

Araripina

Belém do São Francisco

Betânia

Bodocó

Brejinho

Cabrobó

Calumbi

Carnaíba

Carnaubeira da Penha

Cedro

Custódia

Dormentes

Exu

Flores

Floresta

Granito

Iguaracy

Ingazeira

Ipubi

Itapetim

Lagoa Grande

Mirandiba

Moreilândia

Orocó

Ouricuri

Parnamirim

Petrolina

Quixaba

Salgueiro

Santa Cruz

Santa Cruz da Baixa Verde

Santa Filomena

Santa Maria da Boa Vista

Santa Terezinha

São José do Belmonte

São José do Egito

Serra Talhada

Serrita

Sertânia

Solidão

Tabira

Terra Nova

Trindade

Triunfo

Tuparetama

Verdejante.


Com Imagem de: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Pé-de-Meia Licenciaturas: cadastro para participar começa nesta terça-feira



O Ministério da Educação (MEC) inicia nesta terça-feira (17) o período de cadastramento de currículo e pré-inscrição de interessados em participar do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026.

Em nota, a pasta informou que estudantes elegíveis devem se cadastrar exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Nesta edição, serão concedidas até 12 mil bolsas, conforme critérios adicionais de ocupação de vagas estabelecidos em edital. O MEC disponibiliza um tutorial que orienta sobre a etapa necessária para fazer parte do programa.

Quem pode participar
São elegíveis candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que foram aprovados em cursos de licenciatura, na modalidade presencial, por meio de um dos seguintes programas:
  • Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
  • Programa Universidade para Todos (Prouni);
  • Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
  • A iniciativa concede bolsa mensal no valor de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados imediatamente.
Os outros R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura.  


Com Imagem de: MEC/Divulgação

sábado, 14 de fevereiro de 2026

STF forma maioria contra aposentadoria especial a vigilantes


O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no plenário virtual contra a concessão de benefício para a aposentadoria especial de profissionais da vigilância. Por seis votos a quatro, os ministros votaram a favor do voto divergente, apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O relator da matéria – e voto vencido – foi o ministro Kássio Nunes, cujo posicionamento era favorável a conceder aos vigilantes carreira especial, o que concederia a eles aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Votaram contrários à aposentadoria especial para vigilantes os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça, além de Gilmar Mendes.

Votaram a favor do benefício os ministros Kassio Nunes Marques (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

INSS
O plenário virtual da Corte julga recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância que reconheceu o benefício.

O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões em 35 anos.

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes alegou que a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e que a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais.

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator, que foi voto vencido.


Com Imagem de: Marcello Casal Jr

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

BC registra primeiro incidente com chaves Pix em 2026


O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (13) que 5.290 chaves Pix de clientes do Banco Agibank SA tiveram dados expostos. Foi o 21º incidente com dados do Pix desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020, e o primeiro em 2026.

Segundo o BC, a exposição ocorreu de 26 de dezembro de 2024 a 30 de janeiro de 2025 e abrangeu as seguintes informações: nome do usuário, CPF com máscara (CPF parcialmente coberto com asteriscos), instituição de relacionamento, agência, número e tipo da conta.

O incidente, apontou o BC, ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. O vazamento ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.

Todas as pessoas que tiveram informações expostas ou vazadas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O vazamento indica que alguém chegou a consultar os dados. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

Em todos os 21 incidentes com chaves Pix registrados até agora, foram expostas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

A Agência Brasil tenta contato com o Agibank e incluirá a resposta da instituição assim que receber alguma manifestação.


Com Imagem de: Bruno Peres

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Pé-de-Meia chega a 232 mil estudantes em Pernambuco e reduz abandono no ensino médio


O programa Pé-de-Meia consolidou-se como peça-chave na política de permanência escolar em Pernambuco. Dados da Secretaria de Educação do Estado (SEE) apontam que 232.264 estudantes da rede estadual de ensino regular tornaram-se elegíveis ao benefício em 2025. O número supera o registrado no ano anterior, quando 228.089 jovens preenchiam os critérios.

Enquanto o programa ganha escala, os entraves burocráticos perdem espaço. A SEE registrou queda expressiva no número de estudantes não elegíveis e naqueles com situação cadastral indefinida. Para a Secretaria, esse movimento reflete a melhoria na atualização e na regularização das informações escolares. O crescimento mais expressivo ocorreu na Educação de Jovens e Adultos (EJA): o total de alunos elegíveis saltou de 8.301 para 24.832.

Paralelamente, os números consolidados pelo Ministério da Educação (MEC) escancaram a dimensão do programa no estado. Em 2025, 275,1 mil pernambucanos vinculados às redes públicas passaram a receber o auxílio, o equivalente a 71,8% do total de estudantes. A taxa de abandono no ensino médio, que rondava os 0,9% em 2023, recuou para 0,8% no primeiro ano completo da política.

A nova rotina de quem não precisou desistir
Diante desse cenário, histórias como a do estudante Mateus Felipe Vicente, aos 17 anos e prestes a concluir o ensino médio na rede estadual, o jovem aprendeu na própria rotina o peso de escolhas impostas pela necessidade. Antes do benefício, equilibrava os cadernos com o expediente aos finais de semana em uma lanchonete. O dinheiro extra aliviava o orçamento de casa, mas custava caro à sua disposição para aprender. “Pedia pra sair mais cedo da escola para ir trabalhar e, quando chegava em casa, não conseguia estudar”, lembra.

Hoje, o Pé-de-Meia reconfigurou essa equação. O valor depositado mensalmente tornou-se uma base. “Ajuda a colocar alimento dentro de casa e, quando sobra, compro coisas que fazem falta no dia a dia”, explicou o estudante. Mais do que o reforço financeiro, Mateus destaca o impacto do programa. “Não precisei mais trabalhar nos fins de semana. Consigo descansar, ter uma semana produtiva e focar de verdade nos estudos”. A exigência de frequência, longe de soar como contrapartida burocrática, transformou-se em estímulo silencioso: “Me sinto mais responsável, mais motivado”, destacou Mateus Felipe.

Como funciona o Pé-de-Meia?
O Pé-de-Meia funciona como uma poupança destinada a estudantes de baixa renda matriculados no ensino médio público e inscritos no CadÚnico. O modelo combina incentivos imediatos e de longo prazo. Alunos do ensino regular recebem R$ 200 mensais por comprovação de matrícula e frequência, valores que podem ser sacados a qualquer momento. Já os estudantes da EJA têm direito a R$ 200 pela matrícula e mais R$ 225 mensais por frequência, também disponíveis para saque.

Há ainda o componente de longo prazo. A cada ano concluído, o estudante recebe R$ 1.000, depositados em poupança e liberados apenas após a formatura. Aqueles que participam do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), somam mais R$ 200 ao montante. Ao fim do ciclo, o aluno pode acumular até R$ 9,2 mil. Mais que um valor, uma reserva de possibilidades.

Por fim, cabe às redes ofertantes do ensino médio – federais, estaduais, distritais ou municipais – a missão de alimentar o sistema do MEC com dados atualizados. Assim, a partir desse fluxo de informações, o Ministério define o público elegível, monitora o cumprimento das condicionalidades e autoriza os repasses. Por fim, a Caixa Econômica Federal entra na engrenagem para abrir as contas e operacionalizar os pagamentos. Na ponta, o estudante acompanha tudo por uma página de consulta on-line.


Com Imagem de: Marcelo Camargo/Agência Brasil

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Eleições 2026: Lula venceria todos os adversários em eventual segundo turno, diz Genial/Quaest


Divulgada nesta quarta (11), a Pesquisa da Genial/Quaest para presidência da República mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os adversários em um eventual segundo turno do pleito.

O levantamento aponta Lula com cinco pontos percentuais à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.

O presidente também aparece à frente de mais seis nomes testados.

A pesquisa testou, ao todo, sete cenários de segundo turno.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenário 1

Lula (PT): 43%
Flávio Bolsonaro (PL): 38%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Indecisos: 2%

Cenário 2

Lula (PT): 43%
Ratinho Jr. (PSD): 35%
Branco/nulo/não vai votar: 19%
Indecisos: 3%

Cenário 3

Lula (PT): 42%
Ronaldo Caiado (PSD): 32%
Branco/nulo/não vai votar: 22%
Indecisos: 4%

Cenário 4

Lula (PT): 43%
Romeu Zema (Novo): 32%
Branco/nulo/não vai votar: 21%
Indecisos: 4%

Cenário 5

Lula (PT): 42%
Eduardo Leite (PSD): 28%
Branco/nulo/não vai votar: 26%
Indecisos: 4%

Cenário 6

Lula (PT): 44%
Aldo Rebelo (DC): 25%
Branco/nulo/não vai votar: 27%
Indecisos: 4%

Cenário 7

Lula (PT): 44%
Renan Santos (Missão): 25%
Branco/nulo/não vai votar: 27%
Indecisos: 4%

1º turno

Instituto testou 7 possíveis cenários de primeiro turno. De acordo com o levantamento, Lula lidera em todos eles. Veja os cenários testados:

1º cenário

Lula (PT): 35%
Flávio Bolsonaro (PL): 29%
Ratinho Jr. (PSD): 8%
Romeu Zema (Novo): 4%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Indecisos: 7%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

2º cenário

Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 30%
Romeu Zema (Novo): 4%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Renan Santos (Missão): 1%
Indecisos: 7%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

3º cenário

Lula (PT): 38%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Romeu Zema (Novo): 4%
Eduardo Leite (PSD): 3%
Renan Santos (Missão): 2%
Aldo Rebelo (DC): 1%
Indecisos: 6%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

4º cenário

Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 31%
Ratinho Jr. (PSD): 7%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Indecisos: 6%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

5º cenário

Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Romeu Zema (Novo): 4%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Indecisos: 6%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

6º cenário

Lula (PT): 39%
Flávio Bolsonaro (PL): 32%
Ronaldo Caiado (PSD): 4%
Renan Santos (Missão): 2%
Aldo Rebelo (DC): 1%

7º cenário

Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 33%
Eduardo Leite (PSD): 4%
Aldo Rebelo (DC): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Indecisos: 7%
Branco/nulo/não vai votar: 15%

Pesquisa espontânea

Pesquisa também realizou levantamento espontâneo, quando não é apresentada uma lista de nomes de pré-candidatos. Os resultados também mostram Lula à frente dos demais nomes citados pelos entrevistados.

Lula (PT): 19%
Flávio Bolsonaro (PL): 10%
Jair Bolsonaro* (PL): 2%
Outros: 4%

*O ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas pessoalmente, entre os dias 5 e 9 de fevereiro. O nível de confiança é de 95% e a pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00249/2026.


Com Imagem de: Reprodução/TSE

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Pequenos negócios de Pernambuco lideram criação de vagas em 2025


Em um cenário nacional de desaceleração na criação de vagas formais, as micro e pequenas empresas (MPEs) de Pernambuco emergiram como o principal motor da empregabilidade no estado no ano de 2025. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Sebrae, revelam que as MPEs pernambucanas encerraram o ano com um saldo positivo de 52.538 empregos, registrando um crescimento de 3,45% frente a 2024.

As médias e grandes empresas (MGEs) também contribuíram para o mercado de trabalho local, com um saldo de 16.403 postos. No entanto, o protagonismo foi inequívoco dos pequenos negócios: considerando apenas as vagas geradas por empresas, as MPEs foram responsáveis por 76,2% do saldo positivo total de Pernambuco.

Este desempenho estadual contrasta fortemente com a tendência nacional. No Brasil, embora mantido positivo, o ritmo de geração de empregos desacelerou em ambos os portes. Entre as MPEs, a criação de vagas caiu 15,9% na comparação anual. Já nas médias e grandes empresas, a retração foi de 58,8%.

Para Sylvia Siqueira, Líder de Inteligência de Mercado do Sebrae-PE, os números pernambucanos demonstram resiliência. “Os dados mostram que Pernambuco conseguiu ampliar o mercado de trabalho, mesmo em um contexto nacional de desaceleração. Esse resultado indica maior resiliência dos pequenos negócios no estado e uma relevante contribuição deste grupo para reduzir a taxa de desocupação”, analisa a economista.

Ademais, o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, reforça a importância estratégica do segmento. “Quando as micro e pequenas empresas crescem, o emprego se espalha pelos territórios. Esse resultado mostra que investir no fortalecimento dos pequenos negócios é investir em desenvolvimento econômico local”, destacou através de nota da assessoria.

Setores e municípios em destaque
A construção civil liderou a criação de empregos entre as MPEs, com destaque para a atividade de construção de edifícios, que gerou 5.659 admissões líquidas. Na sequência, aparecem os serviços combinados de escritório e apoio administrativo (2.849) e as obras de montagem industrial (2.599).

Geograficamente, Recife concentrou sozinha 27,2% das novas vagas das MPEs, respondendo por uma a cada quatro contratações formais do segmento no estado, com um saldo de 14,3 mil empregos. Os municípios com população entre 100 mil e 900 mil habitantes foram, coletivamente, os que mais geraram oportunidades, respondendo por 42% do total.

Após Recife, os municípios que mais criaram empregos através dos pequenos negócios foram: Cabo de Santo Agostinho (4,5 mil), Caruaru (3,5 mil), Jaboatão dos Guararapes (3 mil) e Goiana (2,4 mil). Por fim, completam a lista Petrolina (2,3 mil), Ipojuca (2,1 mil), Garanhuns (1,3 mil), Olinda (1,2 mil) e Paulista (1 mil).


Com Imagem de: Freepik

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Confira como vão funcionar os bancos durante o carnaval


Os dias 16 e 17 de fevereiro serão pontos facultativos na administração pública federal, relativos ao período de carnaval. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) também estabeleceu ponto facultativo até as 14 horas da Quarta-feira de Cinzas.

Devido à folia do Momo, os bancos estarão fechados na segunda-feira (16) e na terça-feira (17) de carnaval e retomam atividades e atendimento presencial nas agências na Quarta-feira de Cinzas (18) a partir das 12 horas, no horário de Brasília. Neste dia, o encerramento das atividades ocorrerá no horário normal de fechamento das agências.

Em informe sobre o expediente bancário durante o período de carnaval, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) explicou que as compensações bancárias não serão efetivadas nessas datas, incluindo a à Transferência Eletrônica Disponível (TED). Mas o Pix vai funcionar 24 horas todos os dias, incluindo os feriados, e poderá ser feito normalmente.

Os caixas eletrônicos e os aplicativos de banco funcionam normalmente durante o feriado, caso o cliente precise de dinheiro vivo para gastar nos bloquinhos de carnaval ou em outras situações.

A Febraban orienta os usuários a lidar, preferencialmente, com os canais digitais, como sites e aplicativos nestes dias, para fazer transferências de valores e pagamento de contas.

Os boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefone, entre outros) com vencimento nos dias em que não há compensação (16 e 17 de fevereiro) poderão ser pagos, sem acréscimo de juros, na Quarta-feira de Cinzas.

No caso de tributos e impostos, caso vençam durante o carnaval, é necessário que o pagamento seja antecipado para evitar a incidência de juros e multa.

Nas cidades onde as agências fecham tradicionalmente antes das 15 horas, o início do expediente bancário será antecipado para garantir o mínimo de três horas de atendimento presencial ao público.


Com Imagem de: Cristina Indio do Brasil/Arquivo

Final de semana registra mais de 8,2 mil raios em Pernambuco, com maior incidência no Interior


Pernambuco registrou mais de 8,2 mil raios entre sexta-feira (6) e domingo (8), segundo dados do Climatempo analisados pela Neoenergia Pernambuco. O aumento expressivo no número de descargas atmosféricas, somado a chuvas intensas e ventos fortes, impactou diretamente o fornecimento de energia elétrica em diversas regiões do Estado, com maior concentração de ocorrências no interior.

O volume de raios registrado em apenas três dias superou todo o mês de fevereiro de 2025, quando foram contabilizados 3.107 eventos em Pernambuco. A intensidade e a concentração das descargas em um curto intervalo de tempo evidenciam um cenário de instabilidade climática acima do padrão, resultando em um número maior de ocorrências na rede elétrica.

A maior incidência foi observada no interior do Estado, onde as condições meteorológicas foram mais severas. As regiões mais afetadas foram o Sertão do São Francisco, com mais de 2,5 mil raios, Sertão do Pajeú, com aproximadamente dois mil, e Sertão do Araripe, com mais de 500. Essas descargas atmosféricas estão entre os principais fatores externos que afetam a rede elétrica, podendo provocar desligamentos automáticos dos sistemas de proteção.

Diante do cenário, a Neoenergia Pernambuco intensificou o monitoramento da rede e reforçou a mobilização de equipes nas áreas mais impactadas. Agreste e Sertão estão com mais do que o dobro do número de eletricistas de plantão desde a sexta-feira e deve permanecer desta forma até o último cliente ser atendido. A distribuidora segue acompanhando as condições meteorológicas e atuando para restabelecer o fornecimento de energia com segurança e no menor tempo possível.


Com Imagem de: Divulgação/Neoenergia Pernambuco

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Instalação de cisternas no Estado cresce 29.200% nos últimos quatro anos, diz Governo Federal


Pernambuco recebeu 11.600 novas cisternas nos últimos dois anos. O número ilustra um crescimento de instalação de equipamentos de captação e armazenamento de água em áreas de escassez hídrica: entre 2022 e 2025, o serviço cresceu 29.200% no Estado. Os dados são do Governo Federal.

A instalação de cisternas é importante para garantir o consumo de água familiar e escolar, e também em lavouras e criação de animais. Em 2024, 7.200 novas cisternas foram instaladas em território pernambucano, e 4.400 em 2025. Os serviços fazem parte do Programa Cisternas, do Governo do Brasil.

Brasil

O Programa Cisternas fechou 2025 com 104.300 unidades de captação e armazenamento de água entregues desde o início deste mandato do presidente Lula. Na comparação entre 2025 (48.900) e 2022 (quando foram entregues 6,7 mil cisternas em todo o país), o crescimento é de 630%, divulgou o Governo.

Estados

Ainda de acordo com informações da gestão nacional, do total de estruturas finalizadas desde o início do mandato, 88,6% estão no Nordeste. Em 2025, das 48.900 entregas, 43 mil foram na região.

Outros avanços expressivos ocorreram no Maranhão, de 19 para 701 (3.500%), e no Rio Grande do Norte, de 218 para 2.300 (955%). O Ceará (28.900) é o estado com a maior quantidade de entregas desde 2023, seguido pela Bahia, com 21.200.

Sobre o Programa Cisternas

O projeto promove o acesso à água por meio de tecnologias simples e de baixo custo. O público-alvo é composto por famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo, e equipamentos públicos rurais atingidos pela seca ou falta regular de água. As famílias devem estar no Cadastro Único do Governo do Brasil.

O semiárido brasileiro é a região prioritária de atendimento, destaca o Governo. Nela, a principal tecnologia são as cisternas de placas, que captam e armazenam água de chuva para uso nos meses mais críticos de estiagem.

O programa tem um conjunto extenso de tecnologias sociais: as cisternas de 16 mil litros são voltadas ao consumo humano. As cisternas de 52 mil litros têm o objetivo de viabilizar a produção rural e pecuária.

Há, ainda, vertentes específicas para escolas públicas rurais e sistemas multiuso, em modelos individuais e comunitários, implementadas principalmente na região Norte.


Com Imagem de: Arquivo/Divulgação

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