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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe


Uma nova regra do Pix amplia, a partir desta terça-feira (1º), de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução realizada pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude. A mudança foi estabelecida pelo Banco Central e busca proteger principalmente comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios vítimas de golpes que usam o próprio sistema de segurança do Pix.

O novo prazo vale para quem recebeu um Pix de forma legítima, mas teve o dinheiro devolvido posteriormente por causa de uma contestação considerada fraudulenta. A contagem começa na data da devolução feita pelo MED.

O prazo para quem enviou um Pix e foi vítima de fraude continua sendo de 80 dias, contados a partir da transação original.

Dois prazos
Com a mudança, há duas situações distintas em que o prazo é de 80 dias:

•    Vítima que enviou o Pix: tem até 80 dias a partir da transferência para pedir o MED;

•    Recebedor que sofreu devolução indevida: tem até 80 dias a partir da devolução para contestá-la.

A alteração está prevista na Instrução Normativa BCB 766, que atualizou o Manual Operacional do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), integrante das regras do Pix.

Golpe contra lojistas
A mudança mira uma fraude que explora o mecanismo de proteção do Pix.

O golpista pode fazer um pagamento para uma loja ou prestador de serviço e, depois, alegar que transferiu o dinheiro por engano. Ele pede que o comerciante devolva o valor por uma nova transferência, muitas vezes para uma chave diferente.

Depois, o criminoso aciona o MED no próprio banco e afirma que o pagamento original foi resultado de fraude. Se a contestação for aceita e houver saldo disponível, o valor pode ser devolvido pelo banco.

Nesse cenário, o comerciante pode acabar perdendo dinheiro duas vezes: primeiro ao fazer uma nova transferência e depois com a devolução do Pix original.

Por isso, a recomendação é utilizar a função de devolução vinculada à própria transação no aplicativo do banco, em vez de fazer um novo Pix para uma chave informada pela outra pessoa.

Como funciona
O MED foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpe, crime ou falha operacional. O mecanismo, porém, não serve para cancelar qualquer Pix.

Não estão incluídos casos como:

•    arrependimento de uma compra;

•    erro de valor cometido pelo próprio usuário;

•    erro na escolha da chave Pix;

•    simples desacordo comercial sem indício de fraude.

Ao identificar uma fraude, o usuário deve procurar o banco e solicitar a abertura do MED. As instituições analisam o caso e, no fluxo de fraude, têm até sete dias para verificar se há indícios de irregularidade.

Se a fraude for confirmada, a devolução depende da existência de recursos disponíveis nas contas envolvidas e pode ser total ou parcial.

MED 2.0
A ampliação do prazo ocorre em meio à implantação do chamado MED 2.0, versão mais robusta do mecanismo de devolução.

Desde fevereiro de 2026, o sistema permite rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro depois que ele é transferido para outras contas. Antes, a recuperação ficava mais concentrada na conta que havia recebido originalmente os recursos.

O novo modelo pode aumentar as chances de bloqueio e recuperação mesmo quando o dinheiro é movimentado entre diferentes contas. A devolução, entretanto, não é garantida: se os recursos já tiverem sido sacados, transferidos novamente ou não houver saldo disponível, a recuperação pode ser prejudicada.

Uma etapa adicional de comunicação entre as instituições, inicialmente prevista para agosto, foi adiada para 26 de outubro. Segundo o Banco Central, a alteração não muda o funcionamento do rastreamento já disponível.

Se cair no golpe
Quem perceber que foi vítima de fraude deve procurar o banco o mais rápido possível, mesmo que ainda esteja dentro do prazo de 80 dias. A rapidez aumenta a possibilidade de encontrar recursos disponíveis para bloqueio.

Também é importante guardar:

•    comprovante da transferência;

•    conversas e mensagens;

•    anúncios ou documentos relacionados à negociação;

•    dados da conta que recebeu o dinheiro;

•    outros registros que possam comprovar a fraude.

Dependendo do caso, também é recomendável registrar um boletim de ocorrência.


Fotografia de: Bruno Peres

Prefeitura de Belo Jardim abre concurso público com 150 vagas e salários de até R$ 4,5 mil


A Prefeitura de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, abriu concurso público para o preenchimento de 150 vagas imediatas em cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. As inscrições começam na terça-feira (1º) e seguem até 4 de outubro. O edital foi disponibilizado no site da Fundação Vale do Piauí (FUNVAPI), banca organizadora do certame.

Os salários variam de R$ 1.621 a R$ 4.500, conforme o cargo. As taxas de inscrição custam R$ 78,50 para funções de nível fundamental, R$ 81,80 para nível médio e R$ 121,80 para nível superior. O pagamento poderá ser realizado até 5 de outubro. As inscrições podem ser realizadas no site da Funvapi.

Candidatos que se enquadram nos critérios previstos no edital poderão pedir a isenção da taxa entre os dias 1º e 2 de setembro. O benefício é destinado a inscritos no CadÚnico que atendam às exigências estabelecidas, além de doadores de medula óssea e doadores regulares de sangue.

Provas
As provas objetivas estão previstas para os dias 18 de outubro e 1º de novembro de 2026, de acordo com o cargo. A avaliação será realizada em Belo Jardim e terá 40 questões de múltipla escolha, cada uma com quatro alternativas e apenas uma resposta correta.

A prova objetiva terá caráter eliminatório e classificatório. Para ser aprovado, o candidato deverá obter pelo menos 60 pontos de um total de 100. Os horários serão diferentes conforme o nível de escolaridade: candidatos aos cargos de nível fundamental e médio farão a avaliação das 8h às 12h, enquanto os de nível superior farão a prova das 14h às 18h.

No dia 18 de outubro, serão aplicadas as provas para cargos das secretarias de Assistência Social, Meio Ambiente, Saúde, Gabinete/Governo, Juventude/Mulher, Cultura e BeloPrev. Já em 1º de novembro, será a vez dos cargos das secretarias de Infraestrutura, Gestão, Procuradoria, Educação e AEB.

Também haverá prova de títulos, de caráter classificatório, para os cargos de Professor - Séries Finais (6º ao 9º ano) - Ciências, Pedagogo e Procurador. Serão avaliados apenas os candidatos que obtiverem pelo menos 60% na prova objetiva e estiverem dentro do limite de até três vezes o número de vagas de cada cargo.

O concurso terá validade de dois anos, contados a partir da homologação. O prazo poderá ser prorrogado uma vez, por igual período, conforme decisão da Prefeitura de Belo Jardim.


Fotografia de: Reprodução

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