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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

UM SANTO DIANTE DE CUNHA

Com informações do Blog do Magno Martins -

Há dez anos, o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) renunciava ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados após denúncias de que havia recebido "mensalinho" para prorrogar a concessão de um restaurante da Casa. Depois das revelações pela imprensa de que teria recebido pagamentos que somavam pouco mais de R$ 100 mil, Cavalcanti não durou três semanas na função. Depois de tudo que estamos acompanhando na Câmara nos dias de hoje, Severino já deve achar que será canonizado na comparação com Cunha.

Sua permanência no comando da Câmara se tornou insustentável devido a acusações bem menos ruidosas do que as que recaem agora sobre o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atual presidente da mesma instituição. Desde o final de setembro, multiplicam-se evidências de que o peemedebista e sua família seriam donos de contas secretas milionárias na Suíça.

O material repassado pelo Procuradoria daquele país às autoridades brasileiras inclui documentos com a assinatura de Cunha e cópias do seu passaporte, que teriam sido usados na abertura das contas.

De acordo com pessoas que fizeram acordos de delação premiada dentro da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobras, como o empresário Julio Camargo e o lobista Fernando Baiano, Cunha teria recebido US$ 5 milhões provenientes do esquema de corrupção na estatal. Nesses acordos de delação, o investigado aceita colaborar com a Justiça em troca de penas mais brandas.

Agora, segundo a revista Época, dois novos delatores confessaram à Procuradoria-Geral da República que o presidente da Câmara cobrava propina para liberar dinheiro do FI-FGTS para empresas e recebia os valores em contas até agora desconhecidas, na Suíça e em Israel. No total, a PGR afirma que reuniu provas de R$ 52 milhões em propina, divididas em 36 prestações. A revelação foi feita na delação premiada de Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da empreiteira Carioca Engenharia.

Ao contrário dos outros casos da Lava Jato, a dupla afirma que a propina foi cobrada diretamente por Eduardo Cunha, sem intermediários, em encontros pessoais. Os delatores detalham até os centavos da propina paga para receber R$ 3,5 bilhões do Fundo de Investimento do FGTS, o FI-FGTS, para uma obra no Rio. Há mais: o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, também trocou mensagens diretas com Cunha, justamente para tratar da liberação de valores do FGTS.

A delação premiada da Carioca Engenharia inclui até uma tabela com os valores das propinas. “Eduardo Cunha deu uma conta de um banco chamado ISRAEL DISCOUNT BANK para fazer a transferência de parte dos valores. O depoente preparou uma tabela, com data, conta de onde saiu e do destinatário dos valores, no montante total de US$ 3.984.297,05”, diz o documento.

Ricardo Pernambuco é taxativo: “Em relação a estas transferências tem absoluta certeza que foram destinadas para Eduardo Cunha”, diz o delator. Há outras provas. A secretária de Pernambuco tentou, em 16 de agosto de 2011, agendar uma reunião com Cunha e enviou e-mail ao deputado, perguntado qual seria a pauta. Cunha foi curto e grosso: “Ele está a par. Só avisar que sou eu!”.

As denúncias iniciais geraram uma representação contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara. Aberto o processo contra ele, pode resultar em sua cassação pelo plenário ? mas isso tende a se arrastar para o próximo ano. Já a possibilidade de renúncia foi rechaçada diversas vezes pelo próprio Cunha.

E VAI RESISTINDO – Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao Supremo Tribunal Federal (STF), o peemedebista disse, ontem, que o pedido é uma "cortina de fumaça" e que o procurador-geral Rodrigo Janot tenta "tirar o foco" do julgamento, pelo STF, do rito estabelecido pelo presidente da Câmara para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Até quando Cunha vai conseguir resistir?

Belmonte movimenta a economia – Quebrados, literalmente, os municípios estão apertando o cinto para quitar o 13º salário com a folha de dezembro. São raros os que conseguirão. Marcelo Pereira (PR), de São José do Belmonte, no Alto Sertão, está entre essas exceções e comemorava, ontem, o fato de já ter o dinheiro assegurado para fazer a alegria dos servidores nas festas de Natal e Ano Novo. Mas tem muita gente que vai pagar o 13º e deixar dezembro para quitar em janeiro.

Reforço de caixa – O prefeito Geraldo Júlio (PSB) conseguiu autorização da União para contrair empréstimo da ordem de US$ 2220 milhões junto ao Banco Mundial (Bird).  Segundo ele, expectativa é que os recursos sejam liberados ainda no primeiro semestre de 2016. "A gente precisa que o Banco Mundial estabeleça o passo a passo até o contrato ficar pronto. Com isso, é submetido à aprovação do Senado. Aprovado, no primeiro semestre de 2016 já podemos contar com o dinheiro para obras”, afirmou.

PSB quer cabeça de Cunha – Em nota, a bancada do PSB na Câmara voltou a defender o afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em consequência das acusações contra o deputado. "A bancada socialista reitera a necessidade de afastamento da Presidência da Câmara, do deputado Eduardo Cunha, face à gravidade das acusações que lhe pesam, para que este possa fazer sua defesa nas instâncias próprias, sem comprometer o andamento dos trabalhos nesta Casa", diz o texto, assinado pelo líder Fernando Bezerra Filho (PE).

Empresariado contra Dilma – Se a presidente Dilma optar pelo nome do senador pernambucano Armando Monteiro Neto para suceder Joaquim Levy na Fazenda, seu grande desafio pela frente será resgatar o apoio do PIB nacional a um Governo falido, desacreditado. Segundo levantamento do Datafolha, 91% dos empresários brasileiros concentrados nos eixos de produção do Brasil no Sudeste querem se ver livres da presidente Dilma, apoiando o processo de impeachment.

CURTAS 

AFASTAMENTO – Integrantes do STF já reconhecem de forma reservada que cresce a tendência pelo afastamento do presidente da Câmara dos Deputados. A única dúvida que há na corte é sobre se haverá tempo para definir esse afastamento até amanhã, quanto o Judiciário entra em recesso.

RAZÃO DA BRIGA – O motivo da troca de farpas entre Michel Temer e Renan Calheiros foi a decisão do PMDB de obrigar que novas filiações ao partido sejam submetidas ao crivo da direção partidária. Há uma disputa entre os dois grupos, o oposicionista e o governista, pela liderança do PMDB na Câmara.

Perguntar não ofende: Até quando Dilma e Cunha vão resistir? 

Foto: Divulgação

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