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terça-feira, 18 de junho de 2013

GOVERNO ANUNCIA QUE VACINA DA GRIPE H1N1 TERÁ PRODUÇÃO 100% NACIONAL

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (18), em Brasília, que a vacina contra a gripe H1N1 terá produção 100% nacional. A medida foi possível por meio da transferência tecnológica do laboratório francês Sanofi Pasteur para o Instituto Butantan, em São Paulo.

Vacina contra o vírus H1N1, que causou pandemia
em 2009 (Foto: Alain Le Bot/Photononstop/AFP)
Segundo o governo, até 2015, o Butantan atenderá toda a demanda nacional de doses da vacina contra o vírus influenza. Até hoje, o instituto distribuiu 6,5 milhões de doses, e a meta para os próximos dois anos é chegar a 44 milhões de unidades.

"Quando o Brasil tem tecnologia própria, nenhuma crise econômica, nenhuma variação do dólar, nenhuma decisão unilateral de empresas coloca em risco o tratamento dos pacientes aqui. Hoje, só conseguimos ampliar o calendário de vacinação contra a gripe porque mais de 90% das doses já são produzidas no Brasil", destacou o ministro Alexandre Padilha. Ele reforçou, ainda, que essas parcerias representam mais autonomia ao país, pois, se houver alguma pandemia de gripe, haverá uma maior segurança para aumentar a produção da vacina.

Medicamentos biológicos
Nesta terça, também foram anunciadas 27 novas parcerias com oito laboratórios públicos e 17 privados para a fabricação nacional de 14 medicamentos biológicos – produtos feitos a partir de células vivas, mais eficazes e com menos efeitos colaterais, por não conterem conservantes. Esses remédios são geralmente indicados para o tratamento de doenças crônicas.

Entre os medicamentos biológicos que serão produzidos, estão seis para câncer (como de mama e leucemia), quatro para artrite reumatoide, um para diabetes, um cicatrizante, um hormônio do crescimento e uma vacina para alergia.

Com a medida, o Brasil passa a fabricar 25 drogas desse tipo, que representam 43% dos gastos do Ministério da Saúde. De acordo com Padilha, um único tratamento com medicamento biológico custa até R$ 20 mil por mês, mas o governo tem oferecido os produtos à população de forma gratuita.

"Há dois anos, o país não produzia insulina nem fazia parte do grupo de menos de dez países que produzem algum medicamento biológico para câncer e doenças inflamatórias", disse Padilha. De acordo com o ministro, em dois anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) também passou de 500 para mais de 800 remédios oferecidos à população.

Para impulsionar a área dos biológicos, o governo anunciou a instalação de uma fábrica no Ceará para produção de medicamentos com base vegetal, já aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela FDA, que regula remédios e alimentos nos EUA.

Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, vários outros estados – como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais – estão montando parques tecnológicos próprios. A aposta nesse mercado, que movimenta R$ 90 milhões no país, poderá reduzir preços, afirmou Gadelha.

"As parcerias refletem essa fase moderna, competitiva, de focar no futuro e não apenas pagar nossas dívidas com o passado", ressaltou. O secretário também afirmou que, até 2014, haverá um investimento de R$ 2 bilhões em infraestrutura de laboratórios públicos, o dobro dos últimos dez anos. 

Gadelha explicou que essas ações cooperativas envolvem 15 ministérios e agências, como os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Também participam a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), entre outros.

Informa o G1/BEM ESTAR

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