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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

BATERIAS DO FUTURO NASCEM DE CENTRO TECNOLÓGICO EM BELO JARDIM

Com informações do JC ONLINE -

Tecnologias que estão no futuro começaram a ser produzidas experimentalmente e, em alguns anos, serão usadas como soluções que vão atender milhões de brasileiros, como uma bateria do tamanho de um contêiner – a qual pode prover a energia por até quatro dias num sistema isolado de energia fotovoltaica (produzida pela luz do sol) – e uma bateria para um carro elétrico com durabilidade maior do que a atual. Se você pensa que esse centro de pesquisa está numa grande cidade do País, errou. Está no Semiárido nordestino, numa casa em Belo Jardim, a 182 km do Recife. 

Essas experiências e produtos estão sendo desenvolvidos no Instituto Tecnológico Edson Mororó Moura (ITEMM), onde o futuro é uma inspiração para o dia a dia de 24 funcionários, incluindo 12 engenheiros pesquisadores pernambucanos, paraibanos, potiguares e paulistas.

O instituto surgiu para atender às necessidades de pesquisa e inovação da empresa pernambucana Acumuladores Moura, também instalada em Belo Jardim e que, como nome diz, fabrica baterias, principal objeto das das pesquisas e projetos do centro. Conseguir armazenar mais energia em baterias é um dos maiores desafios do futuro e está sendo estudado em vários lugares do mundo. “A ideia é sermos um cluster, fazendo a ponte entre a empresa e a academia, que produz muitos papers e está no papel dela. A cadeia da inovação começa na ideia, mas chega à sociedade no produto. Queremos acelerar as inovações e trabalhamos em produtos que vão chegar ao mercado em cinco anos”, resume o gerente executivo do ITEEM, Spartacus Pereira Pedrosa, um caruaruense que fez engenharia química na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e cuida do setor de tecnologia da empresa há 16 anos. Em um ano, ele passa 33% do seu tempo de trabalho no exterior. 

O projeto de fazer o Instituto surgiu em 2013. No ano passado, o centro se mudou para a sua sede, próxima à fábrica. Serão construídos mil metros quadrados de laboratórios que ficarão prontos até dezembro. Os principais clientes do ITEMM são a própria Moura, as montadoras de veículos e as empresas de distribuição de energia. 

A maioria das pesquisas e projetos envolve aplicações em baterias usadas por veículos e outras que serão utilizadas por empresas que gerem energia eólica ou solar. “Estamos trabalhando junto com montadoras em baterias para os veículos híbridos”, conta Spartacus. Também chamados de carros start-stop, os híbridos têm dois sistemas: um a combustão (que usa gasolina) e outro elétrico, que diminuiria o esforço do motor a combustão. Quando está parado, o automóvel desliga o motor a combustão. Isso vai fazer com que ele precise de uma bateria aprimorada para dar partida ao veículo centenas de vezes mais do que uma bateria de um carro comum. 

A bateria para os carros híbridos estão sendo desenvolvidas para 2016. Até 2017, as montadoras que não diminuírem as emissões de gases usando esse sistema perderão um desconto no Imposto de Produtos Industrializados (IPI) que vai elevar em até 30% o preço dos seus veículos. “A bateria vai passar a ser uma das funções mais importantes de um veículo no futuro”, diz. 

Depois das baterias automotivas, as pesquisas e futuros produtos se concentram em baterias que vão dar estabilidade a sistemas de geração energia intermitentes, como a eólica e a fotovoltaica que param de produzir quando falta a matéria-prima (o vento ou a luz do sol). Ver matéria ao lado. “Essas baterias maiores precisarão de uma eletrônica mais desenvolvida. Hoje, não há necessidade delas porque o percentual de energia fotovoltaica e eólica produzidas no Brasil ainda é pequena. Mas elas serão uma realidade quando o País estiver gerando mais energia renovável, o que vai ocorrer”, explica Spartacus, sem querer arriscar data para a chegada ao mercado porque não se sabe ainda qual o impacto que a crise trará nos investimentos em geração de energia renovável.

Foto: JC Imagem

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