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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SPORT GOLEIA O BAHIA E AVANÇA ÀS OITAVAS DA SUL-AMERICANAS

Com informações do Blog do Torcedor -

O hábito por números que o futebol adquiriu após ganhar apoio de várias ciências – matemática e estatística brilhando – tira muito a visceralidade do espetáculo. Mas a noite desta quarta-feira (26) remotou às origens do jogo quando os futebolistas chegavam em casa cobertos de lama, cicatrizes e partes do corpo sangrando. Teve tudo isso na goleada do Sport por 4×1 em cima do Bahia, na Ilha do Retiro. Resultado que classificou os rubro-negros para as oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Hernane Brocador apanhou – resultou na expulsão de Thales – saiu mancando e fez dois gols. Rithely, Matheus Ferraz e Ferrugem sangraram. A vaga escorria pelos dedos quando saíram três gols em 13 minutos. De quebra, o jejum de oito jogos sem vitórias chegou ao fim. Azar mesmo só para quem não foi ao jogo. O épico teve o modesto público de 8.201.

A próxima fase terá um argentino pela frente. No primeiro confronto o Huracán goleou o Tigre, fora de casa, por 5×2.

O JOGO

Ainda que dentro de seu engessamento o Sport conseguiu ser mais perigoso no primeiro tempo. E leve-se na conta o talento de Diego Souza e a disposição de Maikon Leite, a dupla que infernizou o lado esquerdo baiano. Aos dez minutos, Maikon cruzou e Robson falhou. André ficou livre mas não contava com a inspiração de Douglas Pires, que fez milagre. Dois minutos antes ele já havia feito boa defesa em chute cruzado de Ferrugem.

O Bahia sabia que precisava fazer o Sport jogar no chutão e por isso mandou seu trio ofensivo lá para frente pressionar a saída de jogo. E sim, criou dificuldades, principalmente para sair com Renê e Marlone, praticamente anulados. Mas quando a bola recebia o carimbo de Diego Souza o campo clareava. Quando ia nos pés de Maikon Leite a zaga adversária sofria

Faltava apenas – se é que se pode usar essa palavra ao se referir ao único objetivo do jogo – acertar o gol. E ele esteve bem perto de chegar na reta final da etapa. Aos 37 Maikon Leite cruzou para André perder o domínio. Três minutos depois André saiu da área para servir Diego Souza. Cara a cara com o goleiro ele acertou o pé direito de Douglas. Maikon Leite repetiu a dose duas vezes nos acréscimos e a defesa levou a melhor.

Mas não podemos deixar de ressaltar que o Bahia também jogou. Numa dessas pressionadas na saída de bola, Biancucchi carimbou Durval. Souza fez boa jogada individual para chutar raspando a trave esquerda e Matheus Ferraz intercedeu bem duas vezes em cruzamentos rasteiros.

Na volta para o segundo tempo o time da casa veio de Élber no lugar de Marlone. Como o camisa 8 sempre brecava o jogo procurando o apoio de alguém do meio de campo o técnico Eduardo Baptista optou pela verticalidade do camisa 7. Mas o gol viria com sabor de fábula. Os rubro-negros usaram a maior arma de seus adversários para saltar na frente: a bola aérea. Aos seis minutos Diego Souza bateu falta na grande área e Rithely fez pouco caso dos 13 centímetros que o separam do zagueiro Robson (1,72m x 1,85m). Foi no segundo andar e cabeceou no canto esquerdo para fazer 1×0.

O gol não mudou a forma de jogar do Bahia. Manteve os três homens na saída de jogo do Sport para não se deixar pressionar. O time da Ilha é que mudou. Recuou seus volantes e deu o meio de campo para o Bahia trabalhar com tranquilidade. Sem correria, o Tricolor de Aço foi trocando passes até encontrar o espaço para o bote fatal.

E ele veio aos 28. Marlon lançou Tiago Real, que ajeitou para Maxi Biancucchi. O primo de Messi já havia aprontado em Salvador e repetiu a dose ao dominar, passar por Durval e chutar no canto esquerdo. Não teríamos mais pênaltis e o Sport ainda precisaria de dois gols.

ACABOU O CAÔ, O BROCADOR CHEGOU

Quem já estava em campo a essa altura era o Brocador e apenas dois minutos do empate baiano ele teve a chance no rebote do goleiro depois de uma bomba de Maikon Leite. Foi para fora.

Na segunda o centroavante não perdoou. Quase um replay do gol de Rithely, Diego Souza bateu falta na área e Durval cabeceou para a primeira Brocada na Ilha do Retiro. Ainda tinha tempo. E a defesa do Bahia que farrapara no primeiro tempo quando Douglas Pires salvou voltou a vacilar novamente. Gabriel não afastou a cobrança de lateral e Élber avançou até chutar na saída do goleiro e fazer o mágico 3×1 que garantia a classificação. Como o árbitro deu cinco minutos de acréscimo teve tempo para o gol de usura. Aos 49 Hernane recebeu sozinho na entrada da área. Caminhou, esperou a definição do goleiro e tocou por baixo. Fecha a conta: 4×1.

Ficha do jogo:

Sport: Magrão; Ferrugem (Wendel), Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Rithely e Diego Souza; Maikon Leite, André (Hernane Brocador) e Marlone (Élber). Técnico: Eduardo Baptista.

Bahia: Douglas Pires; Thales, Robson, Jailton e Marlon; Pittoni, Souza e Gustavo Bianco (Tiago Real); Maxi Biancucchi, Kieza e Alexandro. Técnico: Sérgio Soares.

Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Roberto Tobar (Chile). Assistentes: Francisco Mondria e Claudio Rios (ambos do Chile). Gols: Rithely, aos seis; Maxi Biancucchi, aos 28; Élber, aos 40 Hernane Brocador, aos 36 e 49 do segundo. Cartões amarelos: André, Renê, Wendel, Róbson e Marlon. Expulsão: Thales. Cartões amarelos: André, Renê, Wendel, Róbson e Marlon. Expulsão: Thales. Renda: R$ 78.770. Público: 8.201.

Foto: JC Imagem

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