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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

VIROSES DO AEDES LOTAM EMERGÊNCIAS EM PERNAMBUCO

Com informações do FOLHA PE -

Febre, dor no corpo, manchas na pele. Os sintomas comuns às viroses causadas pelo Aedes - dengue zika e chikungunya - têm lotado as emergências dos hospitais públicos e privados da Capital, refletindo, assim, os dados dos boletins epidemiológicos: Recife registrou 1.412 notificações dessas doenças só em janeiro passado. A Folha percorreu cinco unidades de saúde, sendo três delas UPAs e dois hospitais particulares. E encontrou a mesma situação: pacientes esperando atendimento há quase dez horas e superlotação.

Em algumas das UPAs, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), estão sendo atendidas até 600 pessoas por dia com sintomas da epidemia. Nos privados, 90% dos atendimentos são relacionados às viroses transmitidas pelo mosquito. No início da tarde, a UPA da Imbiribeira, Zona Sul, estava com 70 pacientes esperando. “Estou com febre, dor no corpo e mancha na pele. E há 44 pessoas na minha frente aguardando atendimento. Vou ficar aqui deitada no chão. Me sinto melhor assim”, lamentou a diarista Simone Avelino, 36. Na UPA da Abdias de Carvalho, 80 pessoas na fila. Após esperar dez horas para ser atendida, a doméstica Josefa Joselma, 67, foi avaliada pelo médico e recebeu alta. “Ele passou medicação para tomar em casa para a febre e a dor”.

Na UPA de Nova Descoberta, Zona Norte, não foi diferente: superlotação e pilhas de prontuários com queixas de sintomas das arboviroses. Josineide Agripino, 67, lamentava as dores no corpo e a febre alta. “Estou aqui desde oito da manhã. Já são 17h30”, relatou. Após ser atendida pelo médico, cerca de 30 minutos depois, tomou uma injeção de dipirona e ficou mais aliviada.

A mesma situação ocorre nos hospitais da rede particular. No Derby, por exemplo, unidade de saúde estava lotada. De acordo com uma das recepcionistas, 90% dos casos que chegam, são relacionados às viroses causadas pelo Aedes. O aposentado Fernando Cândido aguardava esperava há cinco horas. “Tem médico, mas é muita gente doente”, disse. Em outra unidade, na Madalena, cerca de 40 pessoas aguardavam. “Estou com febre, dor no corpo e manchas e esperando há três horas.”, comentou o funcionário público Pedro Barros.

Em nota, a assessoria de Imprensa da SES informou que a demanda de pacientes tem aumentado, motivada, principalmente, pelo aumento dos casos de arboviroses. Mesmo assim, as UPAs vêm mantendo as escalas de profissionais completas , garantindo assistência, sem restrição no atendimento. Procurado pela Folha para comentar o aumento da demanda, o Sindicato dos Hospitais de Pernambuco não retornou às ligações.

Foto: Reprodução

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