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domingo, 2 de agosto de 2015

ELEIÇÕES MUNICIPAIS CAUSAM RACHA NO PSB NO INTERIOR DE PERNAMBUCO

Com informações do JC ONLINE -

Não bastasse o desafio de manter unida uma frente de 21 partidos, o PSB terá uma dificuldade adicional para as eleições de 2016. Em várias cidades do Estado, mais de um nome socialista tem se colocado como pré-candidato à prefeitura, o que vai demandar habilidade do partido para aparar as arestas entre os próprios filiados.

O caso mais emblemático é o de Petrolina, no Sertão do São Francisco, onde quatro socialistas estão na corrida eleitoral: os deputados federais Fernando Filho e Gonzaga Patriota e os estaduais Lucas Ramos e Miguel Coelho. Na última semana, a Direção Estadual da legenda decidiu entregar a Miguel o comando do partido na cidade, após 27 anos de Gonzaga na presidência. A mudança expôs as diferenças internas na sigla.

“O partido passou a fazer parte de um projeto individual de família. Que é o que nós combatemos, com a nova política”, dispara Lucas Ramos. Miguel e Fernando são filhos do senador Fernando Bezerra Coelho. “Se um cabra dos Coelho for candidato do PSB a prefeito de Petrolina, eu voto contra o PSB. Como eles fizeram comigo em 2008”, promete Gonzaga, que vinha abrindo mão da candidatura, mas voltou a se empolgar com a disputa após deixar a presidência da legenda. Para Miguel, não há dúvida de que os interesses do parito serão conciliados.

Petrolina não é a única cidade importante onde dois nomes do PSB disputam a indicação. Em Caruaru, a capital do Agreste, o ex-governador João Lyra trabalha o nome da filha, a deputada estadual Raquel Lyra, enquanto o vice-prefeito Jorge Gomes e a ex-deputada Laura Gomes correm por fora. Cenário parecido acontece em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, onde o deputado federal João Fernando Coutinho trabalha a própria candidatura, enquanto o vice Heraldo Selva busca se colocar como opção.

Historicamente, as divergências internas no PSB e na Frente Popular eram resolvidas pelo ex-governador Eduardo Campos, que batia o martelo sobre quem seria o candidato. Em 2016, essa responsabilidade ficará a cargo do governador Paulo Câmara. “Nós respeitamos as posições. As pessoas têm voz dentro do nosso partido. Agora, quando não se chega em um entendimento, precisa se decidir. Nós também não vamos deixar de chegar a um entendimento na hora de decidir”, sinalizou o governador.

Antes, porém, Paulo defende que a legenda faça um trabalho incansável em busca de uma união de forças. “Vamos de todas as formas trabalhar para que o partido saia unido. Quem for representar o PSB em 2016 tem que ter condição de unir o partido, isso é fundamental. E de buscar a união junto aos aliados também”, disse o gestor.

DEFECÇÕES - Em alguns casos, quando não se encontrou uma solução para resolver casos de múltiplas candidaturas, o impasse resultou em defecções no PSB. Em Gravatá, no Agreste, o vereador Fernando Resende deve trocar o partido pelo PR para disputar a eleição municipal. O deputado estadual Waldemar Borges, líder do governo na Assembleia Legislativa, deve disputar pelo PSB na cidade. Já em Carpina, na Mata Norte, a ex-secretária Manu Lapa também deixou o ninho socialista e estuda outro partido para bater de frente com o prefeito Carlinhos do Moinho, que tentará a reeleição.

Para o presidente estadual do partido, Sileno Guedes, as disputas internas são vistas com tranquilidade nessa fase de pré-campanha. “O momento de discutir isso é agora mesmo. As convenções só vão acontecer no final de junho de 2016. Esse é o momento em que os militantes do partido se colocam, em que tentam fazer suas articulações para ter a maioria dos correligionários, que tentam conversar com outros partidos para agregar forças e somar. Esse é o momento que vale a iniciativa de cada um”, diz.

Em algumas cidades, a solução é mais tranquila. É o caso de Ferreiros, também na Mata Norte, onde a ex-prefeita Selma Veloso abriu mão da presidência do PSB no município em um consenso para que o prefeito Gileninho, com quem ela tem divergências, dispute a reeleição.

Segundo Sileno, a composição nos municípios vai se espelhar nos resultados das últimas eleições e o desempenho eleitoral de cada um dos nomes. Apesar disso, ele lembra que ainda há muito tempo para conversas internas. “Quando o consenso vem construído, fica mais fácil. A gente torce sempre por isso, mas quando as forças locais não têm condições de chegar ao consenso a gente tem que decidir, aí a Comissão Executiva decide”, avisa.

Foto: JC Imagem

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