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quarta-feira, 15 de julho de 2015

A VEZ DOS POLÍTICOS

Com informações do Blog do Magno Martins -

Ao deflagrar, ontem, a operação Politeia, a Polícia Federal chegou a terceira fase do escândalo da Lava-Jato, pegando os políticos. Com a execução de mandados de busca e apreensão em casas de detentores de mandato, entre os quais três senadores, a PF recolheu documentos, computadores e até telefones celulares.

Foram alvo da Politeia as casas do senador Fernando Collor (PTB-AL) em Brasília e em Maceió, a casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em Brasília, e a residência do deputado pernambucano Eduardo da Fonte (PP). Os políticos reagiram indignados. Em discurso no Senado, Fernando Collor disse que a ação da PFL extrapolou todos os limites do estado de direito.

Na primeira etapa da operação Lava Jato, os investigados eram funcionários de empresas estatais, como o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Yousseff. Em seguida, o turbilhão sugou os donos de empresas que têm contratos com a petroleira, alguns deles ainda presos.

Agora, são investigados políticos de peso. Além de Collor e Ciro, foram investigados, ontem, também o senador Fernando Bezerra Coêlho (PSB), o único de partido que já não é mais da base do governo e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), além do ex-ministro Mário Negromonte (PP).

Todos eles já haviam sido citados anteriormente em listas que circulavam na deflagração das investigações da Operação Lava Jato, porém, alguns reagiram de forma enfática às acusações. Fernando Collor, por exemplo, como ontem, já havia subido à tribuna do Senado várias vezes para contestar acusações e anunciar processos contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Diante da repercussão das buscas ontem da PF em casas de políticos, a Procuradoria Geral da República distribuiu nota afirmando que a ação da PF é necessária para apreender bens eventualmente adquiridos com recursos fruto de propina e também para impedir a destruição de provas.

É bom ressaltar que desta vez a investigação não foi comandada pelo juiz federal Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, e sim pelo Supremo Tribunal Federal, a pedido do Ministério Público Federal, em razão de envolver políticos que detêm foro privilegiado. Diante dos passos dados até aqui, o mais provável é que outros políticos sejam também alvo de investigações.

Na primeira etapa, foram citados 28 nomes de políticos – a chamada "lista de Yousseff" – e depois outros acrescentados na lista de Paulo Roberto Costa. Isso quer dizer que, ao já tenso ambiente político em Brasília, deve-se acrescentar também a apreensão de personagens importantes como o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que nega as acusações, mas é citado por delatores do esquema de corrupção na Petrobras.

MUITA GRANA – Além dos carros de luxo encontrados na Casa da Dinda, de propriedade do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), a Polícia Federal apreendeu, ontem, R$ 3,67 milhões em uma empresa em São Paulo, alvo da Operação Politeia. O dinheiro, em espécie, levou horas para ser contado. Os agentes não informaram qual investigado mantinha a quantia. A Operação Politéia mira políticos investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Em território pernambucano – Em Pernambuco, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão pela operação Politeia, dois deles direcionados às residências do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e do deputado federal Eduardo da Fonte (PP). A Federal esteve ainda na casa do empresário Aldo Guedes, sócio de Eduardo Campos numa fazenda em Garanhuns, e na casa do empresário Francisco Maurício Rabelo, sócio de Dudu da Fonte.

Reação imediata – Por meio de nota, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o deputado Eduardo da Fonte (PSB) disseram possuir "confiança" nos trabalhos das investigações da Operação Lava Jato. Ressaltaram que estão à disposição para colaborar com os ritos processuais e fornecer todas as informações demandadas". FBC e Dudu disseram estar à disposição para fornecer quaisquer documentos solicitados pela Polícia Federal.

Hora de investigação – Do governador de São Paulo, o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, após reunião, ontem, em Brasília com a presidente Dilma para tratar de reforma na cobrança do ICMS: “O impeachment não está em discussão neste momento. Importante agora é investigação, investigação, investigação. Nós somos cumpridores da Constituição”.

A vingança maligna – Prestes a ser denunciado na operação Lava-Jato pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já teria avisado o vice-presidente Michel Temer (PMDB) que irá se vingar do Governo, instalando CPIs prejudiciais ao governo na volta do recesso parlamentar: a do BNDES e a dos fundos de pensão. Ele diz ainda que vai articular a convocação de Mercadante e Edinho Silva (Comunicação Social) na CPI da Petrobras.

CURTAS 

MUDANÇA – A ilha de Fernando de Noronha amanhece, hoje, com administrador novo: Alexandre Campelo, que substituto Reginaldo Valença Filho. Para não criar problemas para o Governo num processo que responde na justiça, Valença pediu seu afastamento do cargo para fazer a defesa.

SIGILO - O juiz Marcelo Pereira, da 9ª Vara Federal Criminal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo) acaba de determinar a quebra do sigilo bancário de Ricardo Teixeira e de sua filha Antônia, de 14 anos. A decisão foi tomada a partir de um pedido da Promotoria Pública Federal de Nova York

Perguntar não ofende: O Congresso virou delegacia de polícia? 

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