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sábado, 18 de julho de 2015

UM ABALO SÍSMICO

Com informações do Blog do Magno Martins -

Em entrevista coletiva, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), formalizou, ontem, sua saída do Governo. Acusado pelo lobista Júlio Camargo de ter recebido US$ 5 milhões de propina, o deputado atribuiu ao Palácio do Planalto uma articulação para envolvê-lo na Lava-Jato.

“Saibam que o presidente da Câmara hoje é oposição. O Governo sempre me viu como uma pedra no sapato, tem um ódio pessoal a mim. O Governo fez tudo para me derrubar, não me queria como presidente da Câmara”, afirmou. A propina seria para viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras para a empresa Toyo Setal.

O parlamentar disse que a delação de Camargo ao juiz Sério Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, é "nula" por ter sido feita à Justiça de primeira instância e lembrou que, como parlamentar, tem foro privilegiado e só pode ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha disse que, como deputado, não aceita que o PMDB faça parte de um Governo que quer arrastar os que o cercam "para a lama".

“Está muito claro para mim que esta operação é uma orquestração do Governo. Essa lama, eu não vou aceitar estar junto dela”, afirmou. Cunha disse que seus advogados vão pedir a transferência do processo de investigação para o STF. “O juiz não poderia conduzir o processo daquela maneira. Vamos entrar com uma reclamação para que venha [o processo] para o Supremo e não fique nas mãos de um juiz que acha que é dono do País”, afirmou.

Se dizendo "indignado, muito indignado" com o que chamou de "orquestração política" para derrotá-lo, o presidente da Câmara afirmou haver no Palácio do Planalto "um bando de aloprados" que, segundo ele, "vive de criar constrangimentos". O rompimento com o governo, deverá, neste primeiro momento, se restringir apenas ao peemedebista.

Embora tenha enorme influência sobre a bancada do PMDB da Câmara, Cunha afirmou que a decisão se limita a ele. “Esta é a minha posição, não do partido. A posição do partido é o PMDB que vai decidir”, afirmou. Cunha é uma estrategista e seu rompimento abalou a Nação, porque terá grandes desdobramentos.

Entre as retaliações ao Governo que partirão dele pelo poder de presidente da Câmara devem ser colocadas em prática, além da convocação de ministros mais próximos de Dilma, logo após o final do recesso parlamentar, a instalação das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e os Fundos de Pensões.

Para atormentar o sono do Palácio do Planalto, contrário à criação das comissões, articula-se a entrega das relatorias a integrantes da oposição. Na véspera do anúncio de rompimento, Cunha procurou o vice-presidente da República, Michel Temer, e tiveram uma conversa na Base Aérea de Brasília momentos antes do vice deixar a capital federal. Segundo relatos, o presidente da Câmara se mostrava "indignado".

REAÇÃO DO PMDB – Tão logo Cunha anunciou o rompimento com o Governo, o PMDB distribuiu a seguinte nota: "A manifestação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é a expressão de uma posição pessoal, que se respeita pela tradição democrática do PMDB. Entretanto, a Presidência do PMDB esclarece que toda e qualquer decisão partidária só pode ser tomada após consulta às instâncias decisórias do partido: comissão executiva nacional, conselho político e diretório nacional”.

Processo de degola – Na condição de vice-líder do Governo na Câmara dos Deputado, o deputado pernambucano ocupou a mídia nacional, ontem, logo após o rompimento de Eduardo Cunha, para pedir a cabeça do presidente da Câmara. "Do ponto de vista legal, Cunha tem a seu favor a presunção da inocência, mas do moral, perdeu as condições de ocupar a presidência”, alegou. Por enquanto, Costa não recebeu grandes adesões à sai iniciativa.

Decisão pessoal – O líder do Governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), disse que Eduardo Cunha age no campo pessoal e não político”. “Ele (Eduardo Cunha) está levando para o lado pessoal e não político”, afirmou, por sua vez, o líder do PMDB, no Senado, Eunício Oliveira. Sobre a afirmação de Cunha de que trabalharia, dentro do partido, para que o PMDB deixe a base do governo, Oliveira preferiu não se aprofundar, mas observou que o “PMDB tem muitos líderes e que o maior deles é Michel Temer [vice-presidente]”.

Planalto moderado – O Palácio do Planalto divulgou a seguinte nota sobre o episódio Cunha: “O presidente da Câmara anunciou uma posição de cunho estritamente pessoal. O governo espera que esta posição não se reflita nas decisões e nas ações da Presidência da Câmara que devem ser pautados pela imparcialidade e pela impessoalidade. O Brasil tem uma institucionalidade forte. Os poderes devem conviver com harmonia, na conformidade do que estabelecem os princípios do Estado de Direito”.

Uma eternidade – O procurador chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, revela que as investigações do caso devem durar até mais dois anos. “A expectativa nossa é mais um a dois anos. Vamos nos esforçar para apurar a responsabilidade de todas as pessoas e buscar a punição de todos os criminosos e o ressarcimento dos cofres públicos”, disse. Deflagrada em 17 de março de 2014 pela Polícia Federal (PF), a Operação Lava Jato investiga um esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras.

CURTAS 

CRISE BRABA – Durante o IV encontro dos governadores do Nordeste, ontem, em Teresina, os governadores Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão e Rui Costa (PT), da Bahia, afirmaram que, se o conflito entre legislativo e o executivo continuar, o Brasil terminará com uma paralisação e uma crise inexorável.

CARTA – Na Carta de Teresina, ao final do encontro dos governadores do Nordeste, houve uma clara intenção de combater qualquer movimento pelo impeachment de Dilma. “Nós demonstramos que acreditamos no Brasil e avaliamos que não há sentido cair na onda de pessimismo, porque a gente olha o cenário do mundo e percebe que o Brasil tem condições de superar a crise”, diz um dos trechos da nota.

Perguntar não ofende: O rompimento de Cunha poder o start para o afastamento de Dilma e com isso por um fim à crise? 

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