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terça-feira, 11 de agosto de 2015

AMAVA, MAS TEMIA

Com informações do Blog do Magno Martins -

Ao relembrar a frase histórica de Ulysses Guimarães nas comemorações dos 30 anos da morte de Tancredo Neves, quando disse que o amava, mas o temia, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, deixou claro, ontem, no ato que celebrou os 50 anos de idade de Eduardo Campos, que receava enfrentá-lo num eventual segundo turno da disputa presidencial.

“Eu amava Eduardo, mas eu temia Eduardo”, repetiu o senador tucano. Em sua fala, Aécio lembrou que ele e Eduardo vinham de duas árvores que produziram muitos frutos na vida pública brasileira, referindo-se ao seu avô Tancredo Neves e ao ex-governador Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos.

Na largada da disputa presidencial de 2014, Aécio e Neves tiveram vários encontros e selaram uma espécie de pacto de não agressão, ao mesmo tempo em que ficou definido que o inimigo em comum era o PT, no caso a reeleição da presidente Dilma. Em alguns momentos, Eduardo foi mais agressivo no bombardeio, porque menos conhecido do que Aécio, precisava de espaços na mídia.

Aparentemente o pacto foi cumprido, embora aqui e acolá tenham sido vistas declarações de ambos desfocadas do entendimento, algumas até mais incisivas. Aécio, na verdade, não queria a candidatura do ex-governador pernambucano, mas o seu apoio, tendo-lhe oferecido a vice em sua chapa por diversas ocasiões.

No campo da oposição, o grande adversário de Aécio era Eduardo. Jovem, imagem de bom gestor, discurso fluente e grande sedutor, o socialista deu a primeira rasteira em Aécio ao atrair para a sua chapa a pré-candidata Marina Silva. Aécio só acreditou de fato na adesão da ex-senadora quando ocorreu o anuncio formal, em Brasília, numa manhã de sábado.

A partir dali, Aécio tinha razões para temer Eduardo, conforme revelou em seu discurso. Mesmo sendo um dos candidatos mais desconhecidos de todos os que estavam no páreo, o ex-governador já vinha crescendo nas pesquisas, embora lentamente, até quando a TV-Globo abriu o espaço nobre do Jornal Nacional para exibir suas ideias.

Eduardo deu um show de bola, assustou todo mundo, governo e oposição, inclusive Aécio. Saiu da Globo convencido de tinha dado o start para ultrapassar Aécio, tamanha a repercussão estupenda sobre a forma segura e afirmativa como se comportou na bancada do JN, onde deixou a frase antológica “Não vamos desistir do Brasil”.

Não imaginava que ali, para todo o Brasil, estava fazendo a sua despedida da passagem aqui no planeta terra e, consequentemente, da vida pública. Quis Deus e o destino que, no dia seguinte, a tragédia do 13 de agosto arquivasse por tabela a temeridade que Aécio escondia e que somente ontem tornou pública.

DOR DE PAI E MÃE – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), emocionou a mãe do ex-governador Eduardo Campos ao afirmar que conhecia na sua dor, que era a mesmo dor dele, porque também perdeu um filho num acidente de helicóptero. “É uma dor, minha cara Ana Arraes, que parece não ter fim, a maior dor da vida”, afirmou. Bastante aplaudido, Alckmin fez um dos melhores discursos do ato: curto e de forte impacto emocional.

Caçula dá o tom da emoção – Muita emoção no ato que celebrou, ontem, a passagem do 50º aniversário de Eduardo Campos. A família, levada pela viúva Renata, estava profundamente emocionada. Uma cena chamou a atenção do público que acompanhava o ato. Artistas entregaram quadros e esculturas com a imagem de Eduardo Campos. Os objetos foram tocados por Miguel, de um ano, filho caçula do ex-governador.

Hora de resolver – Apesar de críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff, a ex-senadora Marina Silva (PSB) defendeu que "não é a hora de querer se aproveitar da crise, não é hora de querer instrumentalizar a crise, é a hora de resolver". Marina afirmou que Dilma foi eleita sem ter um plano de governo para o País. "Devemos aprender com os erros que foram praticados e o principal erro deste País foi ter eleito uma presidente da República que não apresentou um programa de governo", afirmou.

Torpedo tucano – "O Brasil vai crescer menos do que o esperado e quem paga a conta das mentiras são os brasileiros mais pobres com o desemprego nas alturas, a inflação cada vez maior e o Brasil parando de crescer". A declaração foi feita, ontem, no Recife, pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. Em uma crítica mais ácida contra o Partido dos Trabalhadores, o tucano disse que "errar faz parte da vida", mas que o PT é incapaz de reconhecer e assumir as suas falhas”.

Caindo fora também – O Partido Republicano (PR) convocou dirigentes de todos os Estados para encontro, hoje, em Brasília. Na pauta, o provável afastamento do Governo Dilma, onde ocupa o Ministério dos Transportes. Se a revoada for confirmada será, na prática, o terceiro partido a minguar os votos governistas no Congresso. Na semana passada, PDT e PTB caíram fora, mas, paradoxalmente, não entregaram os cargos. É mole?

CURTAS 

PLACA EM CARUARU – O prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), também prestou homenagem, ontem, ao ex-governador Eduardo Campos instalando uma placa no hall do prédio da Prefeitura. Entre os presentes, o vice-prefeito Jorge Gomes, muito amigo da família Arraes, e a ex-deputada Laura Gomes.

SEM IMPEACHMENT – De Geraldo Alckmin, ontem, no Recife: "Essa questão de impeachment não está colocada neste momento, não há nenhuma proposta hoje de impeachment no Congresso Nacional". O governador paulista veio a Pernambuco para prestigiar a cerimônia dos 50 anos do ex-governador Eduardo Campos.

Perguntar não ofende: O Congresso aprova mais pautas bombas esta semana?

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