Vivendo o ciclo incessante da maior seca dos últimos 50 anos, o Sertão pernambucano está verde. Um verde que não se traduz, entretanto, em fartura. Resulta das poucas chuvas que caíram na região e transformaram a paisagem árida da sua vegetação de caatinga. As dificuldades naturais da longa estiagem perduram.
| Foto: Reprodução |
Em Salgueiro, 24 mil reses foram dizimadas pela falta de pasto de um rebanho total de 40 mil. “Foi a maior perda dos últimos 60 anos”, atesta o prefeito Marcones Libório Sá (PSB). Cobrado constantemente pelos criadores da região, o socialista revela que a sobrevivência do rebanho que escapou depende de uma política global e ampla dos poderes e não apenas do município.
Libório diz que as chuvas não foram suficientes para encher os reservatórios e garantir pasto suficiente para alimentar o rebanho. Com débitos pendurados nos agentes financeiros, os criadores sertanejos não têm como estocar alimentos para o novo período de seca. Dependerão, mais uma vez, da mão estendida do Governo, que no ápice da estiagem socorreu com palha de cana da Zona da Mata e importou milho de outras regiões numa operação coordenada pela Conab.
No pico da seca, o Estado permitiu que 400 mil cabeças de gado fosse transferidas para outras regiões e Estado, evitando, assim, uma mortandade bem maior. Do jeito que as coisas caminham, provavelmente o Governo não terá como evitar que essa transferência emergencial ocorra, porque se trata de sobrevivência do animal e, consequentemente, menor prejuízo para o criador.
Informa o BLOG DO MAGNO MARTINS



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