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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

SAÍDA POLÍTICA COM COMEÇO, MEIO E FIM

Com informações do Blog de Inaldo Sampaio -

Para esfriar a crise política e ajudar o Brasil a buscar meios para superar a crise econômica, a proposta mais correta das muitas que foram feitas até agora é a do deputado Jarbas Vasconcelos: Dilma renunciaria ao mandato e o vice Michel Temer constituiria um governo de união nacional. Isso não seria difícil de ser feito, pois temos o precedente de Itamar Franco ao assumir o governo em 92 em decorrência do “impeachment” de Collor. 

No entanto, há vários obstáculos a serem transpostos, a saber. Primeiro: convencer a presidente a renunciar por falta de condições políticas para continuar governando. Segundo: convencer o PT a participar do governo de unidade, sabendo-se que o partido se recusou a participar do governo Itamar Franco. Terceiro: dar condições políticas ao vice para afastar do núcleo do governo os peemedebistas investigados pela Operação Lava Jato. Não é uma proposta fácil, mas pelo menos tem começo e fim.

O avanço do “impeachment”

Conforme já explicou FHC, “impeachment” não pode ser bandeira de partido. Ele simplesmente ocorrerá se os requisitos legais se confirmarem. Mas, alheios aos ensinamentos do ex-presidente, parlamentares de seis partidos, entre os quais Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), resolveram empunhar essa bandeira. Se as ruas aderirem à tese, fica difícil para Dilma sustentar-se no cargo. Do contrário, ela vai levando o barco, mesmo com dificuldades.

Festa – Toda vez que o FPM das prefeituras cai, os opositores do prefeito de Poção, Padre Cazuza (PSB), festejam. Ontem, por exemplo, após a confirmação de que a primeira quota deste mês caiu 30% em relação ao mesmo período de 2014, eles soltaram fogos de artifício. É a prova de que o “poder local”, pelo menos para certas pessoas, é mais importante que “poder nacional”.

Saudade – Embora não faça mais política em Pernambuco, e sim em SP, o deputado Roberto Freire estará hoje em Jaboatão (9h) para participar, na Câmara, da convenção municipal do PPS.

Missa – Para festejar os 67 anos do ex-prefeito Yves Ribeiro (PSB), transcorridos ontem, amigos mandam celebrar hoje uma missa na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Igarassu.

À luta – Apareceu o 5º candidato de oposição à prefeitura de Goiana: o ex-prefeito Beto Gadelha (PSL), que se porventura desistir será substituído pelo primo, Harlan Filho (PV).

Alvo – Ao reclamar, com a autoridade de secretário geral do PSB, da “inchação” do partido por políticos que nada têm identidade com sua história, em detrimento de companheiros históricos, Adilson Gomes alvejou, por tabela, o deputado Aluísio Lessa, que atraiu o prefeito de Bom Jardim, Miguel Barbosa (PP), e desagradou o ex-deputado Sebastião Rufino.

Diálogo – Para uma troca de opiniões sobre o futuro de Caruaru, encontraram-se há poucos dias o ex-governador João Lyra Neto (PSB) e o empresário Djalma Cintra Filho. Este último, um dos líderes do PSDB no município, não faz a menor restrição à eventual filiação do ex-governador e de sua filha, Raquel, aos quadros do partido. Muito pelo contrário.

A força – A briga pelo controle do PSB de Caruaru tem uma explicação. Trata-se do maior colégio eleitoral do interior, que vai estrear o 2º turno agora em 2016. Além disso, foi de lá que saíram os vice-governadores Roberto Fontes (de Joaquim Francisco), Jorge Gomes (de Miguel Arraes) e João Lyra Neto (de Eduardo Campos). E a vice de Jarbas em 2010, Miriam Lacerda, ex-deputada estadual e casada com o deputado Tony Gel (PMDB).

Queixas – Petebistas do Sertão e da Zona da Mata andam se queixando da ausência do ministro Armando Monteiro, de Pernambuco. Uns dizem que ele “abandonou” as bases e que desse jeito “fica difícil” o partido se firmar, nas próximas eleições, como principal força de oposição do Estado. Outros afirmam que nesse período, véspera do prazo final de filiação para quem deseja disputar mandato em 2016, o ministro deveria vir mais vezes ao Estado.

Foto: Reprodução

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