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sábado, 30 de abril de 2016

NOS ÚLTIMOS DIAS, PACOTE DE BONDADES

Com informações do Blog do Magno Martins -

O 1º de Maio, amanhã, Dia do Trabalhador, será transformado num ato em defesa da presidente Dilma e do que os seus aliados chamam de golpe o processo de impeachment em tramitação no Senado. Na manifestação, organizada pela Central Única dos Trabalhadores, a CUT, Dilma anunciará um pacote de “bondades” com a intenção de inviabilizar o mais que provável Governo Temer.

Entre as medidas previstas está a concessão de um porcentual de correção da tabela do Imposto de Renda, para compensar a inflação acumulada. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que ontem fez a defesa do Governo na Comissão Especial do Impeachment no Senado, já antecipou que não há recursos para isso. Mas Dilma pediu para Barbosa se debruçar sobre os números.

A presidente pretende anunciar também o reajuste dos benefícios do programa Bolsa Família. Embora o índice ainda não esteja fechado, auxiliares da petista dizem que que o aumento será na faixa de 5%. Com o rombo nas contas públicas, o porcentual, porém, não vai ser linear. Haverá escalonamento por faixa de beneficiários, com prioridade para os mais pobres. A margem do Orçamento para o reajuste é de R$ 1 bilhão.

O Bolsa Famílias, é o novo capítulo da guerra entre Dilma e o vice-presidente Michel Temer, que já está montando o seu Ministério. Na contraofensiva aos rumores de que acabará com os programas sociais, Temer avisou que a plataforma do PMDB vai aprimorar as principais vitrines do Governo petista. A meta é elevar o padrão de vida dos 5% mais pobres, que correspondem a 10 milhões de pessoas, com reajustes diferentes para os vários grupos que recebem o benefício.

Diante dos planos de Temer, Dilma deixou de lado as ponderações da equipe econômica de que seria melhor aguardar a revisão da meta de superávit para anunciar o reajuste e pediu aos auxiliares que refizessem as contas e encontrassem uma saída para a concessão do aumento. No 1º de Maio, é possível que Dilma faça um pronunciamento pelas redes sociais, nos mesmos moldes do que fez às vésperas da votação do impeachment pela Câmara dos Deputados.

A dúvida, porém, é como ela tratará da questão do emprego, que está em queda, justamente no Dia do Trabalho. Apesar do desânimo do Planalto, Dilma programou uma agenda frenética para ser cumprida até 11 de maio, quando o relatório pela admissibilidade do impeachment será aprovado no plenário do Senado, obrigando-a a se afastar do Governo por 180 dias para responder o processo.

GUERRA E TERRORISMO– A extensa agenda tem lá suas razões. Dilma não quer deixar para Temer o lançamento de projetos que estão em fase de conclusão e mandou acelerar até o que estava previsto para o segundo semestre. Ontem, por exemplo, ela anunciou a extensão do programa Mais Médicos, com prorrogação da permanência dos profissionais estrangeiros no Brasil por mais três anos. Ao presidente da Contag, Alberto Broch, ela espalhou terrorismo. Disse que Temer iria mexer na aposentadoria dos trabalhadores rurais que ganham até um salário mínimo.

Regresso ao Senado– O ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) já limpou as gavetas e aterrissa de volta ao Senado na próxima quinta-feira, um dia antes da votação do relatório pela admissibilidade do impeachment no plenário da Casa, onde pretende fazer seu último gesto com Dilma votando contra. Junto com ele, volta também a senadora licenciada Kátia Abreu, da Agricultura, que ontem foi uma das vozes em defesa do Governo na Comissão Especial do Impeachment. Com o regresso de Armando, o empresário Douglas Cintra, de Caruaru, encerra a sua missão de senador suplente.

Maioria quer impeachment- Dos 81 senadores, 50 já se manifestaram pela aprovação do relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), que será votado em plenário no próximo dia 11 atestando a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma. Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, quatro ainda estão indecisos, cinco não responderam, um revelou que irá se ausentar e 21 se declararam contra. São necessários 41 votos dos 81 senadores.

O processo final– Consumado o resultado, Dilma será comunicada da decisão pessoalmente. O processo será remetido ao Supremo Tribunal Federal e será marcada uma data para julgamento. Essa sessão de julgamento em plenário será presidida pelo presidente do STF. Haverá espaço para manifestações de defesa e da acusação, esta de responsabilidade dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Realli Júnior e advogada e professora Janaina Pascoal. Os senadores deverão responder a seguinte pergunta: cometeu a acusada Dilma Rousseff o crime que lhe é imputado e deve ser condenada à perda do seu cargo?

Sobrou para Bruno – Está nas mãos do deputado Bruno Araújo o abacaxi da candidatura ou não do deputado Daniel Coelho à Prefeitura do Recife. Foi o que informou à coluna um prefeito tucano que esteve com o parlamentar em Brasília. Segundo ele, Araújo vai escutar a executiva estadual e o diretório municipal neste fim de semana para, já na próxima quarta-feira, entregar ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, o resultado da sua sondagem. Pelo levantamento prévio, Daniel leva uma discreta vantagem no diretório municipal, mas perde feio no estadual.

CURTAS 

SEM CONVITE – O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles se reuniu na manhã de ontem com Michel Temer na casa do vice-presidente, em São Paulo. Meirelles disse que foi apenas dar opiniões sobre a situação econômica do país e negou que tenha sido convidado para comandar o ministério da Fazenda caso Temer assuma a presidência. "Não houve convite", afirmou Meirelles.

DENÚNCIAS– O juiz Sérgio Moro aceitou, ontem, duas denúncias contra o publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura. Além do casal, também virou réu o ex-presidente do Grupo Odebrecht Marcelo Odebrecht e outras 14 pessoas. Eles passam a responder por crimes como corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro em mais dois processos da Operação Lava Jato.

Perguntar não ofende: E Ciro pirou de vez ao chamar Temer numa palestra de filho da... ? 

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